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Política

O voo a Brasília e o fantasma do prazo da Mederi

Por em 29 de outubro de 2026 às 16:41:50

Contam as fontes dos bastidores que o ex-prefeito de Mossoró e candidato derrotado ao Governo do Estado, Allyson Bezerra, alçou voo feito um azulão rumo a Brasília. O movimento apressado para a capital federal, logo após o indigesto resultado das urnas estaduais, acendeu o alerta vermelho nos meios políticos do Rio Grande do Norte sobre os reais motivos do desembarque do liderado do União Brasil no Planalto Central.

A grande dúvida que circula entre os analistas locais é se o ex-gestor foi à Capital Federal articular saídas para o seu futuro político ou se acabou forçado a rastejar nos gabinetes em busca de contenção para desgastes bem mais graves.

Paira no ar a sombra do caso Mederi, cujo prazo crucial de 90 dias se encerra no próximo dia 15 de novembro, após a manifestação do Ministério Público Federal (MPF) que opinou favoravelmente pela prorrogação dos procedimentos de apuração.

Desprovido da caneta do Palácio da Resistência e sem o mandato executivo que costumava blindar sua narrativa, o ex-prefeito agora enfrenta o peso de ser oposição e o rigor dos órgãos de fiscalização sem a mesma estrutura que o protegeu durante o mandato municipal. 

Se em Brasília o "calango" busca afago partidário para não evaporar politicamente ou se corre para estancar as pontas soltas de expedientes que avançam na Justiça Federal, a resposta começará a ser desenhada assim que o prazo de novembro chegar ao fim.

EM TEMPO

O desdobramento jurídico, contudo, ameaça provocar um efeito dominó na estrutura do Poder Executivo de Mossoró e deixar o Palácio da Resistência sem o seu atual inquilino. Com a renúncia de Allyson Bezerra para concorrer ao governo, assumiu o vice-prefeito Marcos Medeiros, que também figura entre os alvos investigados na Operação Mederi. 

Caso ocorra um cenário de afastamento judicial de Medeiros, os ritos institucionais determinam que a cadeira principal passe inteiramente para as mãos do presidente da Câmara Municipal, o vereador Genilson Alves, que a esta altura já observa a movimentação nos tribunais "lambendo a rapadura" e vislumbrando a chance real de assumir o comando da segunda maior cidade do Estado.



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Gerais

EGRESSO DA UERN CONQUISTA PELA SEGUNDA VEZ O PRÊMIO JABUTI

Por em 29 de outubro de 2026 às 15:10:32

O egresso Luckas Iohanathan, do curso de Publicidade e Propaganda da Uern, foi agraciado pela segunda vez com o Prêmio Jabuti 2026. O resultado da mais tradicional premiação da literatura brasileira foi anunciado nesta quarta-feira, 28.

Depois de ter conquistado o Jabuti em 2024, com a obra Como Pedra, Luckas repete a dose, na categoria Histórias em Quadrinhos, dessa vez com a obra Ouroboros. Ambos materiais foram publicados pela editora Comix Zone.

Para o quadrinista trata-se de mais uma conquista importante em sua carreira, ainda mais com o peso de um Jabuti.

“Fazer histórias em quadrinhos é um trabalho muito amargo às vezes em um país tão difícil de se formar leitores e de se manter financeiramente com a arte, mas são essas conquistas que me mantém com força pra continuar. A Uern, com certeza, tem um papel fundamental na minha formação, tanto profissional (me ensinou a importância da pesquisa e da leitura) quanto como pessoa. Foi um espaço importante para conhecer diferentes vivências, crenças e culturas. Isso também atravessa a forma como escrevo e vejo o mundo”, comentou.

Obra

Ouroboros acompanha a jornada de Kesler, um policial que, após vivenciar um episódio traumático, decide voltar à casa onde cresceu. Lá, ele se vê forçado a revisitar seu passado, enquanto tenta lidar com as cicatrizes de sua relação complicada com a mãe. Determinado a deixar tudo para trás e se tornar um novo homem, ele percebe que, quanto mais tenta fugir, mais o futuro está longe de suas mãos.



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Política

O VOTO SILENCIOSO E A FAMA DE COMPRADOR DE VOTOS

Por em 29 de outubro de 2026 às 14:07:03

O encerramento da disputa eleitoral no último domingo, 25, deixou uma lição fundamental para analistas, marqueteiros e caciques políticos, que é:a necessidade premente de estudar a fundo a cabeça do eleitor.

De forma silenciosa e absolutamente imune ao barulho das redes e das campanhas milionárias, o cidadão caminhou para a urna com a decisão tomada. Não houve "fauna ou flora" da mídia alinhada nem pressão de máquinas administrativas capazes de alterar o desejo já consolidado na consciência popular.

O comportamento do eleitorado, contudo, não é uniforme e varia drasticamente conforme os contornos culturais e econômicos de cada município. A lógica que move o voto em grandes centros urbanos muitas vezes não encontra ressonância no interior, onde o pragmatismo assume formas surpreendentes e quase inacreditáveis para quem observa a política apenas do ar-condicionado dos gabinetes.

TERMINA UMA E JÁ COMEÇA OUTRA

Um episódio emblemático ilustra com precisão essa desconexão entre a teoria analítica e a realidade das ruas. Durante o levantamento de uma pesquisa eleitoral no interior, ao ser questionado em quem votaria para prefeito, um eleitor cravou o nome do "Candidato A".

Indagado pelo pesquisador sobre o motivo da escolha, a resposta veio de forma seca e direta: "Porque ele sabe comprar voto".

A declaração revela um fenômeno profundo sobre a percepção popular. A fama de "saber comprar voto" deixou de ser um estigma moral para se transformar, aos olhos do eleitor cético, em um atestado de competência pragmática.

Diante de sucessivas decepções com discursos moralistas e promessas que evaporam após a posse, parcela do eleitorado passou a valorizar quem entrega a contrapartida imediata. O candidato A construiu sua reputação na eficiência da troca. E, para quem vive à margem da atenção pública no restante do mandato, a capacidade de "saber fazer" acabou pesando mais do que qualquer sermão sobre ética.

O fato é que o eleitorado desenvolveu suas próprias defesas e convicções. Quem insiste em tratá-lo como massa manobrável continua colhendo surpresas indigestas quando as urnas são abertas.



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Política

Governo estuda aplicar IOF sobre LCI, LCA e outros títulos isentos

Por em 29 de outubro de 2026 às 10:28:22

Impossibilitado de avançar com o aumento de impostos pelo Poder Legislativo, o Governo Federal estuda uma manobra administrativa para taxar as aplicações financeiras que hoje contam com benefícios fiscais. 

Segundo informações divulgadas pelo jornal O Globo, a equipe econômica do governo Lula avalia recriar a incidência do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre Letras de Crédito Imobiliário (LCI), Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), Certificados de Recebíveis (CRI/CRA) e debêntures incentivadas, ativos que atualmente possuem alíquota zero.

A escolha do IOF como instrumento arrecadatório não é casual, mas uma resposta direta à derrota sofrida pelo Palácio do Planalto no Congresso Nacional. Em outubro de 2025, a Câmara dos Deputados retirou de pauta a Medida Provisória que tentava fixar uma alíquota de 5% de Imposto de Renda sobre esses títulos, fazendo a proposta caducar por 251 votos a 193. 

Por se tratar de um tributo com função regulatória, o IOF tem suas alíquotas alteradas diretamente por decreto presidencial, dispensando o aval prévio dos parlamentares e oferecendo uma rota expressa para o Ministério da Fazenda buscar receitas para o orçamento.

O pano de fundo da ofensiva é o peso da renúncia fiscal, estimada pelo governo em R$ 33 bilhões anuais. Na avaliação dos técnicos da Fazenda, a vantagem tributária concedida aos papéis privados distorce o mercado de capitais e prejudica a captação do Tesouro Nacional, elevando o custo de financiamento da dívida pública. 

Contudo, a tentativa de contornar a decisão soberana do Legislativo tende a deflagrar uma nova crise institucional com o Congresso, que já deu demonstrações no passado de que não aceitará passivamente o uso de decretos para avançar sobre o bolso do investidor e encarecer o financiamento do agronegócio e da construção civil.



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Política

A reforma eleitoral de sobrevivência do Centrão

Por em 29 de outubro de 2026 às 08:27:20

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, iniciou as articulações para alterar profundamente a forma como o brasileiro escolhe seus representantes. Em reunião com líderes das maiores bancadas do Congresso (como PP, União Brasil, Republicanos e MDB), o parlamentar colocou na mesa uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê a implementação do sistema de voto distrital misto no Brasil a partir de 2034, passando por uma fase intermediária de transição já nas eleições de 2030.

Atualmente, deputados e vereadores são eleitos pelo sistema proporcional, no qual a soma dos votos de todos os candidatos e da legenda define o número de cadeiras que cada partido ocupará. Só então os mais votados de cada sigla preenchem essas vagas. A proposta de reforma quer enterrar esse modelo.

Na primeira etapa, em 2030, seria adotado o "distritão", elegendo simplesmente os candidatos mais votados em cada estado, sem a interferência do quociente eleitoral. Já em 2034, os estados seriam divididos em distritos e o eleitor passaria a dar dois votos: um para o candidato da sua região e outro na legenda partidária, dividindo a Câmara entre eleitos diretos pelo território e nomes indicados por listas partidárias.

A movimentação nos bastidores não ocorre por acaso. O esforço para acelerar a pauta ganhou força logo após o encerramento da disputa municipal, motivado pelo crescimento expressivo da bancada do PL e pela perda de espaço das forças tradicionais do Centrão.

Embora defensores do projeto aleguem que a mudança aproxima o parlamentar do seu território de origem e facilita a fiscalização por parte da comunidade, o modelo entrega na prática um superpoder aos caciques partidários, que passarão a controlar metade do preenchimento das vagas no Parlamento por meio das listas fechadas.

Para garantir a tramitação rápida da PEC, a cúpula da Câmara já busca alinhamento com o Senado e com o presidente Davi Alcolumbre.



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Política

Atacar vale a pena? O limite da destruição de reputações e a conta que chegou nas urnas

Por em 28 de outubro de 2026 às 11:09:26
Cachorro pitbull ataca cadela em rua do Parque Interlagos em São José dos  Campos - CBN São José dos Campos | Vale do Paraíba

Durante a corrida pelo Governo do Rio Grande do Norte, o debate eleitoral foi frequentemente puxado das propostas para o esgoto dos velhos escândalos. Uma das armas mais pesadas utilizadas pela campanha e pela infantaria midiática ligada ao ex-prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, foi o resgate incansável do fantasma da "Máfia dos Sanguessugas”. Uma mira direcionada à família Rosado por conta do ex-deputado Laíre Rosado, pai de Larissa Rosado, então candidata a vice-governadora.

A tática de desenterro não era inédita. Foi com o discurso do "novo contra o velho", do combate à oligarquia e das críticas ácidas ao grupo de Rosalba Ciarlini que Allyson Bezerra se projetou, venceu a prefeitura de Mossoró e se reelegeu. 

Durante todo o seu mandato no Palácio da Resistência, a narrativa da moralidade e a exposição de adversários serviram de combustível diário para veículos de imprensa e influenciadores alinhados à sua gestão.

No entanto, o resultado do segundo turno estadual escancarou os limites dessa estratégia. O massacre reputacional, que funcionou nos limites de Mossoró, não garantiu a vitória para o Governo do Estado. 

A insistência na demonização da família Rosado e no linchamento virtual de figuras políticas locais cansou parte do eleitorado e não foi capaz de cobrir os buracos da própria campanha. A começar pela neutralidade em cima do muro que acabou lhe custando a eleição.

A eficácia e o custo humano da política do linchamento

O episódio reabre um debate ético e pragmático no jornalismo e na ciência política: até que ponto vale a pena desidratar a imagem de adversários e jogar a opinião pública contra famílias inteiras em troca de dividendos eleitorais?

A estratégia do ataque ostensivo costuma entregar ganhos rápidos no curto prazo, pois explora a indignação do eleitor. Contudo, quando transformada em método permanente de governo e propaganda, ela gera dois efeitos colaterais devastadores:

Retornos decrescentes: A repetição exaustiva da mesma pauta enfada o eleitor, que passa a enxergar a manobra como pura perseguição ou falta de propostas concretas para o futuro.

Adoecimento do debate público: Destruir pontes e incitar o ódio contra clãs ou indivíduos inviabiliza composições e cobra seu preço nos momentos em que o político precisa construir maiorias para além de sua bolha.

A conta que fica nos bastidores

Hoje, com o poeirão da apuração baixado e a derrota confirmada nas urnas estaduais, fica a provocação que ecoa nos bastidores da política potiguar: o ex-prefeito de Mossoró e a mídia que orbitou sua gestão dormem com a consciência tranquila?

Derrubar reputações, alimentar tribunais da internet e estigmatizar parentes de adversários podem ter rendido aplausos e curtidas na bolha militante. Mas, na hora em que o eleitor do RN precisou decidir quem tinha envergadura para governar o Estado, a estratégia do ataque contínuo mostrou sua fragilidade. 

O "canhão" da comunicação agressiva mirou no passado, mas acabou acertando o próprio futuro político de quem o disparou.



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Gerais

A conta de R$ 10,5 bilhões para segurar a bomba do diesel

Por em 28 de outubro de 2026 às 09:20:44
Publicada medida provisória que renova subsídio para o óleo diesel |  Agência Brasil

O Governo Federal, por meio do Ministério do Planejamento e Orçamento, prorrogou por mais 30 dias a subvenção de R$ 2,12 por litro do óleo diesel, a um custo estimado de R$ 10,5 bilhões.

A medida, que busca conter o repasse imediato da alta dos combustíveis para o frete e para a mesa do consumidor, prolonga um alívio fiscal criado em maio sob a justificativa dos impactos da crise no Irã.

Na época, o benefício começou via Medida Provisória com um abatimento de R$ 1,12 por litro. Com a disparada do petróleo no mercado internacional, a Fazenda adicionou mais R$ 1,00 de desconto em setembro e passou a renovar a manobra por meio de portarias para manter o repasse de R$ 2,12 ao longo do período.

Para cobrir essa conta bilionária sem explodir a meta fiscal, a equipe econômica aposta todas as fichas no cumprimento das receitas extraordinárias do setor petrolífero, projetadas em R$ 67,5 bilhões para 2026. Esse montante reúne a arrecadação com imposto de exportação sobre o óleo bruto, a venda direta de excedentes da União e o recolhimento de royalties.

Se por um lado o congelamento artificial do preço evita um salto na inflação e o descontentamento do setor de transportes, por outro condiciona a estabilidade das contas públicas ao comportamento do mercado internacional do petróleo até o fechamento do ano.



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Política

A fuga de Flávio, a proteção de Trump e o racha no PL

Por em 28 de outubro de 2026 às 08:32:33

Nas últimas horas, o cenário político brasileiro ultrapassou as fronteiras nacionais e assumiu contornos de enredo policial internacional. Menos de um dia após a derrota nas urnas, o senador Flávio Bolsonaro ignorou solenemente a decisão do ministro Alexandre de Moraes (expedida meros 7 minutos após o anúncio da vitória de Lula) e deixou o país com destino aos Estados Unidos.

A determinação do STF exigia a entrega de seus passaportes em até 24 horas, no âmbito das investigações por lavagem de dinheiro no inquérito das apostas esportivas, envolvendo o advogado Willer Tomaz. Como a ordem não foi cumprida, a Polícia Federal agiu rápido e cancelou todos os seus documentos de viagem, inclusive o passaporte diplomático.

A rota clandestina e a "Operação Alba"

A fuga foi cercada de mistério e especulações sobre a rota de saída, que teria passado por países vizinhos antes da confirmação do desembarque em solo americano.

Aliados do movimento Make America Great Again (MAGA) confirmaram que a chegada do senador aos EUA ocorreu em segurança sob uma articulação de alto nível batizada de “Operação Alba”. A ação teria contado com a coordenação do secretário de Estado americano, Marco Rubio, e supervisão direta do próprio presidente Donald Trump a partir da Casa Branca.

A expectativa no entorno do parlamentar é que o governo americano conceda asilo político e vistos para toda a sua família. Flávio já teria se encontrado com o irmão, Eduardo Bolsonaro, e prepara uma coletiva de imprensa para tentar justificar a manobra como resposta a uma suposta perseguição política.

Bastidores em chamas no PL

A debandada não causou curto-circuito apenas no Judiciário, mas provocou um verdadeiro incêndio na cúpula da direita brasileira. Flávio não avisou nem mesmo o núcleo duro de sua própria campanha.

Pegado de surpresa, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, convocou uma reunião de emergência para alinhar o discurso e tentar conter os danos institucionais sofridos pela sigla. O clima é de desnorteamento. Enquanto a liderança do partido tenta entender como defender um candidato que optou pelo exílio, a base governista já ensaia os próximos passos.

O deputado Pedro Rousseff (PT) acionou a PGR para reter o passaporte de Nikolas Ferreira, e a bancada petista sinaliza que a PF tem uma lista de novos alvos na mira. Para o "01", resta saber se a blindagem em Washington será suficiente para contornar a tempestade jurídica que o espera no Brasil.



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Tibau

A SEDE ARRECADATÓRIA EM TIBAU SERÁ MAIOR QUE O VOLUME DE ÁGUA DO MAR

Por em 27 de outubro de 2026 às 15:18:28

Na cidade de Tibau, famosa por suas falésias e pelo refúgio de veraneio da maioria dos mossoroenses, o clima nos bastidores do Poder Executivo promete esquentar no próximo ano, e não é por causa do sol de verão. 

Segundo uma fonte, a gestão municipal, da prefeita, (prefeita não, gestôra), Lidiane Marques, prepara uma verdadeira ofensiva fiscal sobre o bolso do contribuinte, demonstrando uma sede de arrecadação que faz a água do mar parecer pouca.

O alvo da vez é o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). A Prefeitura de Tibau, segundo informou a fonte, está em processo de contratação de uma empresa especializada para realizar a atualização e recadastramento imobiliário no município, utilizando a mesma metodologia e expertise contratadas pela Prefeitura de Mossoró para a varredura fiscal de seus imóveis.

VAI SAIR DO ‘TOSTÃO' AO MILHÃO

Atualmente, informou a fonte, os cofres de Tibau arrecadam uma quantia de cerca de R$ 500 mil por ano com o IPTU. Um valor considerado pela gestôra como baixo para a quantidade de condomínios, mansões, casas de praia e grandes terrenos espalhados pela cidade.

No entanto, a implementação do novo cadastramento imobiliário promete provocar um verdadeiro terremoto nas contas dos proprietários de imóveis. O objetivo prático do serviço é identificar ampliações não declaradas, terrenos sem edificação averbada e defasagens no valor venal dos imóveis.

Com o novo raio-X fiscal, a expectativa de arrecadação saltará para patamares até então incalculáveis. Nos bastidores políticos e empresariais da região, os comentários sobre o impacto do novo arrocho já começaram a provocar insônia.

Um dos exemplos comentados na "beira" de uma piscina de luxuoso condomínio, em Tibau, é de um empresário mossoroense. Detentor de uma vasta carteira de imóveis e terrenos em solo tibauense, ele deve ver sua conta bancária sofrer um baque estimado na casa dos R$ 10 milhões, somente de IPTU.

A CONTA CHEGOU NA PRAIA

A atualização do cadastro imobiliário é um instrumento legal de fiscalização, mas a velocidade e a voracidade com que o projeto vem sendo desenhado revelam a prioridade máxima da atual gestão, que é encorpar os cofres públicos a qualquer custo.

Para o morador local e para o veranista que possui sua casa de praia em Tibau, o recado é direto: prepares os bolsos, o tempo da cobrança "simbólica" ficou no passado, e a maré da arrecadação promete cobrir até a última faixa de areia.



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Política

O PREÇO DO CALANGO: OS 58 MIL VOTOS QUE TIRARAM A VITÓRIA DE ALLYSON BEZERRA

Por em 27 de outubro de 2026 às 10:13:59

Na política, a omissão costuma cobrar uma conta alta. No segundo turno para o Governo do Rio Grande do Norte, o resultado das urnas deixou uma lição matemática e estratégica impecável, a de que a neutralidade de Allyson Bezerra no cenário nacional foi o fator decisivo para a sua derrota. Queira ele ou sua torcida aceitar ou não.

A apuração final confirmou a vitória de Cadu de Lula com 1.073.024 votos (50,77%), contra 1.040.399 votos (49,23%) de Allyson Bezerra. Uma diferença de 32.625 votos.

Mesmo ciente da forte polarização no estado, Allyson optou por não se posicionar publicamente nem declarar apoio na eleição presidencial, buscando se justificar com exemplos de eleições em outros estados. A estratégia visava proteger sua base mista de eleitores. No entanto, o eleitor de direita, sem uma orientação clara do seu candidato a governador, deixou o recado direto nas urnas:

32.122 eleitores digitaram 00 na urna para governador.

26.671 eleitores digitaram 22 na urna para governador.

Ao todo, 58.793 eleitores do RN anularam o voto digitando "00" ou o "22" de Flávio Bolsonaro na tela para governador. Um número 1,8 vez maior do que a vantagem obtida por Cadu de Lula.

Esses quase 59 mil eleitores foram às urnas dispostos a votar contra o grupo governista, mas, pela ausência de uma sinalização clara da campanha de Allyson com a pauta conservadora, preferiram o protesto do voto nulo.

E não venham dizer que ele não sabia do risco que corria ao ficar em cima do muro. Ele sabia, sim. Afinal, acompanha tudo atentamente através de pesquisas e números de bastidor, sabendo muito bem que o eleitorado estava dividido e que a margem era milimétrica.

A tentativa de agradar a todos acabou sendo um erro fatal na reta final, pois enquanto Cadu canalizou integralmente o eleitorado de Lula, Allyson deixou órfão o eleitor de Flávio.

No fim das contas, a lição das urnas foi implacável. Como o "calango azul" preferiu ficar em cima do muro para não se indispor com ninguém, a política não perdoou e passaram o rodo nele, e ele caiu.



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Variedades

O RESULTADO DAS URNAS E O CHACOALHÃO NO MERCADO

Por em 27 de outubro de 2026 às 08:29:29

O resultado das eleições não mexeu só com as redes sociais. Após a confirmação da vitória de Lula sobre Flávio, o mercado financeiro reagiu com forte volatilidade e as ações brasileiras despencaram e o circuit breaker foi acionado logo na abertura do pregão pela primeira vez desde a crise da pandemia em 2020.

O circuit breaker é o mecanismo de segurança da B3 que interrompe temporariamente as negociações quando o Ibovespa atinge quedas bruscas (a partir de 10%). A pausa serve para esfriar os ânimos e evitar decisões irracionais motivadas por pânico.

A paralisação ocorreu entre 10h e 10h30. Ao longo do dia, o Ibovespa chegou a recuar 16% na mínima, e encerrou a sessão com queda de 13,88%, recuando de 205 mil para 176 mil pontos. O tombo marca a quinta pior queda diária da bolsa brasileira desde a implantação do Plano Real, em 1994.

Por que o mercado reagiu assim? Parte do mercado financeiro estava posicionada na expectativa de uma vitória do candidato da oposição. Com a confirmação das urnas, cresceu entre analistas e investidores o receio quanto ao rumo da política fiscal, ao aumento de gastos públicos e à manutenção da taxa de juros (Selic) em patamares elevados por mais tempo, cenário que encarece o crédito e prejudica empresas endividadas.

No detalhe do pregão, papéis ligados ao consumo e ao setor varejista sofreram as maiores perdas, com destaques para Magazine Luiza (-58%) e Movida (-58%).

Os reflexos não se limitaram ao mercado acionário. O dólar comercial registrou uma arrancada de 8,21%, saltando de R$ 4,90 para R$ 5,40. A valorização percentual da moeda norte-americana em um único dia foi a mais expressiva registrada no país desde 1999.



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Política

Bastidores do 2º turno: as ligações de prefeitos e o pacto do “sem estrutura é melhor com Cadu”

Por em 26 de outubro de 2026 às 16:02:04
Fake news: informação sobre Fátima Bezerra no STF é falsa, diz Governo do RN

O bom jornalismo também se faz revelando aquilo que acontece longe dos holofotes, mas que explica o resultado das urnas. Na reta final da eleição para o Governo do Rio Grande do Norte, os telefones do alto escalão do Centro Administrativo não paravam de tocar. E e o tom das conversas revelava a angústia dos bastidores municipais.

Na semana que antecedeu o domingo de votação, dia 25, a governadora Fátima Bezerra recebeu a ligação de aproximadamente 40 prefeitos do interior. O perfil do grupo chamava a atenção, tendo em vista que a grande maioria era formada por gestores de cidades onde o adversário, Allyson Bezerra, havia vencido no primeiro turno.

Entre dúvidas sobre rumos e apoios na reta final, a pergunta que ecoava de município em município era quase a mesma:

- Governadora, afinal, quem é que está mesmo com a candidatura de Cadu?

A resposta de Fátima Bezerra, entre uma mordida e outra na pipoca Boku's, vinha sem hesitação, direta e pragmática:

- Eu e tu. - e sorria.

A reação dos prefeitos à resposta da governadora também não teve enrolação:

- É verdade, sem estrutura do Azulão não tem como trabalhar. Melhor é ir com Cadu pra ganhar!

A constatação foi de que a estrutura do "azulão" (como foi apelidada a caravana de Allyson) faltou fôlego e não tinha aterrissado em boa parte dessas cidades, embora tivesse feito a promessa de reforçar os palanques locais.

A anedota de bastidor traduz o sentimento de muitos líderes locais que, sem o suporte esperado da oposição na reta final, preferiram manter as pontes construídas com o Palácio de Despachos.

Na geopolítica do interior, onde o apoio de última hora define os rumos da apuração, o diálogo direto com a governadora acabou sendo o fiel da balança para dezenas de municípios.



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Política

QUANDO A TORCIDA SE CONFUNDE COM ANÁLISE, A REALIDADE ACABA DANDO A RESPOSTA

Por em 26 de outubro de 2026 às 14:11:16

O barulho das eleições finalmente deu lugar ao veredito. Com o fim do pleito e os resultados definidos para a Presidência, o Senado, as Câmaras e os governos estaduais, fica o rastro deixado pelos analistas de ocasião. Não apenas por aqueles que acompanham o dia a dia da política, e que também erraram feio, mas sobretudo pelos torcedores fantasiados de comentaristas nas redes sociais.

Eles não analisam o cenário com frieza. Analisam a própria paixão. Antes de comentaristas, são eleitores fervorosos, fãs incondicionais. Quando a torcida ocupa o lugar da análise, a razão perde espaço. E discutir com quem já escolheu no que acreditar costuma ser um exercício inútil. Em certos momentos, o silêncio diz mais.

Preferi o recolhimento até aqui. Contribuí com meu conhecimento quando solicitado e ajudei onde pude. Alguns chegaram lá. Outros souberam ouvir sugestões e aplicá-las com sabedoria em cada momento. Minha discrição nunca teve a intenção de apontar dedos ou distribuir certificados de acerto e erro. Cada um responde pelas próprias escolhas.

Ainda assim, chama a atenção o incômodo de quem se julgava acima da realidade. Até alguns colegas da imprensa, movidos pela paixão política, agora se desdobram em justificativas para explicar resultados que contrariaram suas previsões. O mesmo vale para institutos de pesquisa cujos números ficaram distantes do que as urnas revelaram.

A soberba das certezas absolutas perdeu força. A política real mostrou, mais uma vez, que não cabe nos recortes da internet nem nos desejos de quem confunde torcida com fato. O eleitor falou. E as urnas deixaram um recado muito claro: a paixão pode distorcer a leitura da realidade, mas o resultado não se curva às nossas preferências.



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Política

REGISTROS NO TSE MOSTRAM UMA ENXURRADA DE 14 LEVANTAMENTOS ATÉ SÁBADO, 24

Por em 19 de outubro de 2026 às 16:27:15

O eleitor do Rio Grande do Norte precisa ligar o sinal de alerta e manter a cabeça fria nesta reta final de campanha. Até o próximo sábado, dia 24 de outubro, véspera do segundo turno , o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) prevê a divulgação de 14 pesquisas eleitorais registradas por diferentes institutos no estado.

Se no primeiro turno a enxurrada de números e tabelas conflitantes já deixou muita gente zonzada, no segundo turno o cenário promete ser ainda mais agressivo. A tática é conhecida: despejar dados diários para induzir sentimentos de "já ganhou" ou de "virada inevitável", manipulando a percepção pública e desestabilizando o eleitor.

Por que tantas pesquisas de uma só vez?

A proliferação de levantamentos em um intervalo de poucos dias atende a estratégias de marketing político. Em muitos casos, institutos divulgam divergências gritantes em relação ao mesmo cenário real:

Efeito "onda": Tenta convencer o eleitor indeferido a votar por "utilidade", indo na direção de quem aparenta estar na frente.

Guerra de narrativas: Cria conteúdos diários para redes sociais e militâncias usarem como arma de convencimento.

Desinformação direcionada: Confunde quem busca apenas entender o quadro real, gerando ansiedade e descrédito no processo.

O que o eleitor deve fazer?

Mantenha a calma e o discernimento: Não decida o seu voto com base na pesquisa que saiu hoje ou no gráfico que recebeu no WhatsApp.

Avalie o histórico: No primeiro turno, diversos institutos erraram feio em relação ao resultado final das urnas. Os números de hoje não substituem o voto de domingo.

Foque nas propostas: O momento exige atenção ao debate de ideias, à coerência dos candidatos e ao que é melhor para o estado e o país.

No próximo domingo, dia 25, a única pesquisa que realmente conta e tem 100% de precisão é a da urna eletrônica. Não se deixe confundir!



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Gerais

OAB PARA MÉDICOS? ENTENDA A NOVA LEI QUE EXIGE O ENAMED

Por em 19 de outubro de 2026 às 11:49:33

Apenas ter o diploma em mãos não será mais o único passaporte para o exercício da medicina no Brasil. O Congresso Nacional aprovou a medida que torna obrigatória a aprovação no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed).

A regra é válida para todos os estudantes que ingressarem na graduação em Medicina a partir de junho de 2026. Médicos já formados ou ingressantes anteriores a essa data permanecem isentos.

A estrutura do Enamed difere de exames como o da OAB. Em vez de uma única prova ao término da faculdade, os acadêmicos serão avaliados em três momentos estratégicos do curso:

Ao final do 2º ano (4º semestre);

Ao final do 4º ano (8º semestre, antecedendo a fase do internato);

Ao final do 6º ano (12º semestre, na conclusão da graduação).

A nota final do aluno será obtida por meio da média ponderada dessas três avaliações. Caso o estudante não atinja o desempenho mínimo (nível proficiente) ao fim do curso, será permitido refazer a etapa final até alcançar a aprovação necessária para o registro profissional.

O principal gargalo que impulsionou a criação dessa regra foi o salto vertiginoso no número de cursos de Medicina no país nos últimos anos.

Atualmente, o Brasil conta com 513 faculdades de Medicina, graduando cerca de 50 mil médicos anualmente. Em termos absolutos, o país fica atrás apenas da Índia em número de faculdades — um dado alarmante quando se considera que a população indiana é cerca de sete vezes maior que a brasileira.

Outro dado decisivo: no último ciclo de avaliações, 1 em cada 3 instituições de ensino obteve notas consideradas insatisfatórias no Enamed.

O Enamed servirá tanto para balizar os futuros profissionais quanto como ferramenta de fiscalização do Ministério da Educação (MEC). Faculdades cujos alunos apresentarem desempenho insuficiente poderão passar por processos de supervisão e sanções institucionais, que incluem desde a redução na oferta de vagas até a suspensão total da entrada de novas turmas.


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