Nesta quarta-feira (14), duas novas pesquisas eleitorais para a disputa do Governo do Rio Grande do Norte foram registradas na Justiça Eleitoral. O anúncio ocorre em meio ao início de novos levantamentos de campo promovidos pelos institutos DataTrends (RN-01690/2026) e Real Time Big Data (RN-02651/2026).
A Real Time Big Data já iniciou as consultas para o segundo turno junto ao eleitorado potiguar. Durante o primeiro turno, o instituto teve o levantamento RN-08492/2026, realizado entre 5 e 9 de setembro de 2026 com 1.600 entrevistados, suspenso e derrubado pela Justiça Eleitoral, com aplicação de multa.
Antes da impugnação, os números divulgados na estimulada mostravam o seguinte:
Allyson com 30%
Cadu de Lula com 25%
Álvaro Dias com 23%
Na disputa pelo Senado, o cenário apontava:
Styvenson com 18%,
Samanda com 16%,
Zenaide com 15%
Rafael Motta com 14%.
Por sua vez, o DataTrends volta a pesquisar, dessa vez com registro. O último levantamento divulgado pelo instituto ocorreu em 19 de dezembro de 2025.
Naquela ocasião, em estudo com 1.200 eleitores (margem de erro de 2,83 pontos percentuais), o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, liderava com 36% das intenções de voto, seguido por Rogério Marinho (26%) e Cadu Xavier (10%).
Com os novos registros efetuados, os institutos cumprem os prazos legais e deverão divulgar nos próximos dias um raio-X atualizado do cenário eleitoral no estado.
O que faz uma música de campanha atravessar uma eleição e continuar na memória do eleitor por anos? Em Mossoró, a resposta passa por criatividade, ritmo, identificação popular e uma boa dose de forró.
Conhecido pela força de suas manifestações culturais, o Nordeste também tem uma tradição marcante na produção de jingles políticos. No Rio Grande do Norte, Mossoró se destaca nesse cenário, onde músicas de campanha ganham as ruas, embalam passeatas, animam carreatas e se espalham pelas redes sociais.
Algumas desses jingles ultrapassam o papel de simples propaganda eleitoral e se transformam em verdadeiros sucessos populares. E, por trás de parte dessa história, está uma voz conhecida dos amantes do forró: Diassis Alegria.
Os jingles que entraram para a história de Mossoró
A memória política mossoroense guarda jingles que marcaram campanhas e ajudaram a fixar nomes e números na cabeça do eleitor.
Uma delas foi o jingle da campanha de Larissa Rosado, Larissa 40, que se destacou por citar os bairros de Mossoró. A estratégia aproximava a música do cotidiano da população e transformava a geografia da cidade em um recurso de comunicação eleitoral.
Outro exemplo foi “Passar o Rodo”, associado à campanha de Claudia Regina. Com ritmo contagiante e forte apelo popular, a música embalou carreatas e ficou marcada na memória política local.
São exemplos de como um jingle bem construído pode ir além da divulgação de uma candidatura: ele cria uma identidade sonora, facilita a memorização e ajuda a transformar a campanha em um acontecimento nas ruas.
Os jingles que embalam a atual temporada eleitoral
A tradição continua. Na atual temporada eleitoral, novas músicas voltaram a disputar espaço nas ruas, nos eventos políticos e nas redes sociais.
Na campanha de Bibiano, candidato a deputado estadual, dois jingles com refrões repetitivos ganharam destaque entre os apoiadores.
“É 15.555, Bibiano, eu e você”;
“O povo quer Bibiano”.
Já na disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte, a campanha de Cadu de Lula apostou em duas músicas de forte apelo popular que viralizaram.
“Tá todo mundo com Cadu”;
“A virada chegou”.
Com frases curtas, repetição e melodias fáceis de acompanhar, os jingles procuram cumprir uma missão importante: fazer com que o eleitor reconheça a candidatura e associe a música ao nome que está nas urnas.
Diassis Alegria: a voz conhecida por trás dos jingles
Se o nome Francisco de Assis Saldanha da Silva talvez não seja imediatamente reconhecido por todos, o apelido artístico Diassis Alegria desperta a memória de quem acompanha o forró e a música popular da região.
O artista construiu sua trajetória no universo do forró eletrônico, especialmente durante as décadas de 1990 e 2000, período em que o gênero conquistou espaço nas festas e nos palcos nordestinos.
Sua passagem pelo Forró Cavalo de Pau, no fim dos anos 1990 — especialmente entre 1997 e 1998 — é um dos capítulos destacados dessa trajetória. Na banda, dividiu os palcos com nomes como Francylene Mendes, Hélio Barbosa e Canindé.
Diassis também teve passagem pela Brasas do Forró, conhecida pelo ritmo acelerado e pela mistura de referências musicais que popularizou o chamado “forrónejo”. Mais tarde, participou da criação e integrou o projeto Cavalo Fantástico.
Essa experiência nos palcos e a familiaridade com melodias populares ajudam a compreender sua conexão com um formato musical que exige ritmo, identidade e capacidade de permanecer na memória: o jingle eleitoral.
Quando a música encontra a política
A relação entre forró e campanha eleitoral não acontece por acaso. O ritmo aproxima a mensagem do público, enquanto refrões curtos e repetitivos facilitam a memorização dos nomes, números e slogans dos candidatos.
Em uma disputa marcada pela grande quantidade de informações, a música funciona como uma forma de comunicação direta. Ela acompanha caminhadas, carreatas e comícios, além de ganhar novas formas de circulação no ambiente digital.
É nesse encontro entre entretenimento, cultura popular e comunicação política que artistas como Diassis Alegria encontram espaço para deixar sua marca.
Pessoa simples, humilde.
Do palco à carreira solo
Atualmente, Diassis segue em carreira solo com o projeto Diassis Alegria e Banda, realizando shows e revisitando sucessos associados ao chamado “forró das antigas”.
Ao mesmo tempo, sua atuação com músicas eleitorais conecta sua experiência artística a outro aspecto da cultura popular potiguar: a trilha sonora das campanhas.
Em Mossoró, em em várias cidades do RN, onde alguns jingles continuam vivos na memória de quem acompanhou diferentes disputas eleitorais, a música mostra que também faz parte da história política da cidade.
Porque, quando o assunto é eleição, uma campanha pode terminar, mas aquele refrão que todo mundo aprendeu a cantar nem sempre sai da cabeça.
A quarta-feira, 14, foi marcada por uma intensa movimentação no Congresso Nacional. A apenas 11 dias do segundo turno das eleições, os parlamentares garantiram a aprovação de duas matérias de grande apelo popular.
O Senado aprovou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que encerra a jornada de trabalho na escala 6x1, enquanto a Câmara dos Deputados deu luz verde ao projeto do Poder Executivo que amplia os benefícios e o teto do Microempreendedor Individual (MEI).
No Senado, a votação da PEC do fim da escala 6x1 ocorreu de forma acelerada. Embora o rito tradicional previsse um intervalo de três sessões entre os dois turnos de deliberação, uma articulação liderada pela bancada do PT reuniu as assinaturas necessárias para dispensar o interstício e concluir a votação no mesmo dia.
Com o apoio de 75 senadores e apenas um voto contrário, do ex-vice-presidente Hamilton Mourão , o texto superou amplamente o mínimo de 49 votos exigidos e agora segue diretamente para a promulgação pelo próprio Congresso.
A proposta determina a redução da jornada máxima semanal de 44 para 40 horas, assegurando dois dias de descanso sem diminuição salarial. A transição será gradual, reduzindo a carga para 42 horas em dois meses e para 40 horas ao final de 14 meses.
A medida deve alcançar cerca de 15 milhões de trabalhadores formais, o que representa mais de um terço da mão de obra com carteira assinada no país. Enquanto defensores destacam o ganho em qualidade de vida e o potencial ganho de produtividade, entidades do setor produtivo criticam os custos operacionais, estimando um impacto de R$ 76,9 bilhões no PIB e uma alta média de até 13% nos preços do comércio e de serviços.
Simultaneamente, na Câmara dos Deputados, o presidente da Casa, Hugo Motta, colocou em pauta o projeto do programa "Prospera MEI", defendido pelo presidente Lula.
O texto eleva o teto de faturamento anual da categoria dos atuais R$ 81 mil para R$ 110 mil em 2027 e para R$ 140 mil a partir de 2028. Além disso, a matéria inclui o perdão de dívidas acumuladas pelos microempreendedores e a concessão do incentivo "Pix MEI", no valor de R$ 5 mil.
A rápida votação na "Casa Baixa" confirmou um movimento de aproximação de Hugo Motta com o Palácio do Planalto, resultando na aprovação expressiva por 461 votos a favor e apenas 4 contrários.
Embora a oposição tenha feito críticas ao momento da votação, alegando uso político às vésperas do pleito, acabou acompanhando a maioria para evitar custos eleitorais junto à base de microempreendedores.
A estimativa é de que a mudança no enquadramento e a anistia dos débitos gerem um impacto fiscal acumulado de R$ 11,1 bilhões em três anos. A matéria segue agora para a apreciação do Senado.
A primeira pesquisa Affare / Blog do BG neste segundo turno para o Governo do Rio Grande do Norte, divulgada nesta quarta-feira, 14, no programa Meio Dia RN, consolida o cenário de equilíbrio e traz dados decisivos sobre o comportamento do eleitorado potiguar.
No levantamento estimulado, Cadu de Lula (PT) aparece com 49,1% das intenções de voto (52,6% dos votos válidos), enquanto Allyson Bezerra (União Brasil) registra 44,2% (47,4% dos votos válidos).
Como a margem de erro é de 2,67 pontos percentuais, os candidatos figuram no limite do empate técnico, corroborando a fotografia de disputa aberta capturada também pela Quaest.
O desafio de Cadu: fechar a conta do "13 lá e 13 cá"
A análise cruzada dos dados revela que o grande adversário de Cadu de Lula desde o início da campanha e, principalmente agora nesta reta final não é apenas o ex-prefeito de Mossoró, mas o próprio eleitorado lulista.
Na disputa presidencial no estado, Lula (PT) lidera com 59,8% dos votos contra 38,8% de Flávio Bolsonaro (PL). No entanto, a pesquisa mostra que 19,1% dos eleitores de Lula ainda declaram voto em Allyson Bezerra.
O gargalo da campanha governista está em massificar a mensagem do voto casado: fazer o eleitor compreender que "13 é 13". A partir do momento em que a candidatura de Cadu consegue colar sua imagem de forma definitiva à do presidente na cabeça desse eleitorado, a tendência é a canalização total dos votos da esquerda e centro-esquerda.
O desafio de Allyson: blindar e aumentar o voto lulista e atrair a direita
Do outro lado, Allyson Bezerra vive uma dinâmica de contenção e atração. Após a retração observada nas últimas pesquisas desde o desfecho do primeiro turno, o candidato do União Brasil precisa atingir dois objetivos simultâneos:
Retenção: Manter e proteger os 19,1% de eleitores de Lula que hoje preferem o seu nome em vez do candidato do PT.
Captação: Atrair o eleitorado conservador e bolsonarista (alinhado aos 38,8% de Flávio Bolsonaro no estado), capturando tanto os votos do PL quanto os eleitores propensos à abstenção ou ao voto nulo.
A pesquisa está registrada no TRE-RN sob o número RN-08411/2026 e realizada entre os dias 9 e 12 de outubro, com 1.366 eleitores entrevistados. A margem de erro é de 2,67 pontos percentuais.
IMPORTANTE REGISTRAR
Na reta final do primeiro turno, a Affare apontava Allyson com 31,7% dos válidos e Cadu com 34,3%. O resultado final das urnas confirmou o equilíbrio do pleito, com Allyson atingindo 36,9% e Cadu, 36,2%.
O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Norte (CREMERN), em parceria com a OAB/RN e a OAB Mossoró, realiza nesta sexta-feira (16) o 4º Seminário de Direito Médico.
O evento é gratuito e abordará temas como Inteligência Artificial na saúde, marketing médico, violência contra profissionais e o Estatuto do Paciente.
As vagas são limitadas e as inscrições estão na reta final através do site esaoabrn.org.br.
Programação
Inteligência Artificial na Medicina: A nova fronteira da responsabilidade profissional — Jeancarlo Fernandes Cavalcante (CFM)
Redes Sociais e Publicidade: "Medicina em vitrine: até onde o médico pode ir" — Robertson Correia Bernardo (CODAME/CFM)
Segurança Profissional: Análise da violência contra médicos sob a Resolução CFM nº 2.445/2025 — Marcos Jácome (CREMERN)
Estatuto do Paciente: Novos direitos, deveres e responsabilidades — Eveline Macena (OAB/RN)
Ação Política: A atuação do CFM no Congresso Nacional — Gabriela Belkisse
"A atualização e o diálogo entre o Direito e a Medicina são fundamentais para um exercício profissional seguro e ético." - Dra. Giana da Escóssia Melo, presidente do CREMERN.
Serviço
Data: Sexta-feira, 16 de outubro
Horário: Credenciamento às 13h30 | Abertura às 14h
Local: Auditório da OAB Subseção Mossoró
Público-alvo: Médicos, advogados, estudantes e demais interessados
Uma análise das últimas três pesquisas Quaest para o Governo do Estado do Rio Grande do Norte revela os bastidores de uma campanha acirrada e cheia de reviravoltas.
Ao examinar a evolução dos números entre 25 de setembro, a simulação de véspera em 3 de outubro e a primeira pesquisa oficial do segundo turno divulgada em 13 de outubro, é possível desenhar com precisão cirúrgica o comportamento do eleitorado potiguar.
Os dados mostram que a disputa passou por duas fases distintas, começando pela liderança isolada de Allyson Bezerra no primeiro turno e culminando na forte arrancada do bloco governista na largada da etapa final.
A linha do tempo da Quaest no 2º Turno (Simulado)
Quando analisamos os cenários de segundo turno testados pela Quaest ao longo das últimas semanas, o ritmo de crescimento dos candidatos muda drasticamente:
🔵 Allyson Bezerra (União Brasil)
25 de setembro: 50%
3 de outubro (véspera do 1º turno): 44% (-6 pontos)
13 de outubro (início do 2º turno): 45% (+1 ponto)
Análise: O ex-prefeito de Mossoró registrou seu patamar mais alto no final de setembro, sofreu uma retração na véspera da votação inicial, mas encontrou sustentação na largada do segundo turno, estabilizando-se na casa dos 45%.
🔴 Cadu de Lula (PT)25 de setembro: 30%
3 de outubro (véspera do 1º turno): 34% (+4 pontos)
13 de outubro (início do 2º turno): 42% (+8 pontos)
Análise: É o vetor de maior crescimento na série histórica. Cadu subiu de 30% em setembro para 34% no dia 3, e deu um salto expressivo para 42% agora em outubro. No acumulado, o candidato do PT cresceu 12 pontos percentuais, encurtando completamente a distância e emparelhando a disputa.
⚪ Brancos, Nulos e Indecisos25 de setembro: 14% (Brancos/Nulos) e 6% (Indecisos)
3 de outubro: 16% (Brancos/Nulos) e 6% (Indecisos)
13 de outubro: 7% (Brancos/Nulos) e 6% (Indecisos)
Análise: A forte queda nos votos brancos e nulos (que despencaram de 16% para 7%) na transição para o segundo turno explica para onde foi a maior parte dos votos que impulsionaram a reta final de Cadu e consolidaram o eleitorado de Allyson.
Onde está o "derretimento"? Entenda a matemática da vantagem
Para entender por que se fala em "derretimento", é preciso olhar para a diferença entre os candidatos e não apenas para o percentual isolado de Allyson:
Em 25 de setembro: Allyson tinha 50% contra 30% de Cadu. A folga do candidato do União Brasil era de 20 pontos percentuais.
Em 13 de outubro: Allyson aparece com 45% e Cadu atinge 42%. A distância caiu para 3 pontos.
Esse movimento duplo, em que Allyson oscilou 5 pontos para baixo e Cadu subiu 12 pontos, fez com que a vantagem de 20 pontos derretesse até transformar o cenário em um empate técnico no limite máximo da margem de erro (3 pontos percentuais), deixando a disputa pelo Governo do Estado totalmente aberta.
O RETRATO DO EMPATE TÉCNICO
A curva ascendente de Cadu de Lula ,que partiu de 30% em setembro para bater nos 42% em outubro, explica por que o cenário político mudou de figura no estado.
Com Allyson oscilando de 50% para 45%, a vantagem de 20 pontos registrada no final de setembro derreteu, transformando a disputa em um empate técnico no limite da margem de erro na largada definitiva Governo do Estado.
A primeira pesquisa Quaest encomendada pela Inter TV para o segundo turno das Eleições 2026 no Rio Grande do Norte confirma o cenário de disputa afunilada pelo Governo do Estado.
O levantamento divulgado na noite desta terça-feira, 13, aponta o candidato Allyson Bezerra (União Brasil) com 45% das intenções de voto, contra 42% de Cadu de Lula (PT).
Como a margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, os dois concorrentes figuram em empate técnico no limite da margem.
Na pesquisa estimulada (quando os nomes são apresentados ao eleitor):
Allyson Bezerra (União Brasil): 45%
Cadu de Lula (PT): 42%
Branco / Nulo / Nenhum: 7%
Indecisos (Não sabem): 6%
Na pesquisa espontânea (sem apresentação da lista de candidatos):
Allyson Bezerra: 38%
Cadu de Lula: 35%
Branco / Nulo / Nenhum: 3%
Indecisos: 24%
Voto consolidado e avaliação da gestão estadual
O estudo da Quaest também mediu o nível de fidelização do eleitorado potiguar nesta reta final. Para 83% dos entrevistados, a escolha do candidato para governador é definitiva, enquanto 17% afirmam que ainda podem mudar de opinião até o dia 25 de outubro.
A pesquisa também avaliou a percepção popular sobre o governo estadual:
Trabalho da governadora Fátima Bezerra: 55% de desaprovação contra 38% de aprovação (7% não souberam avaliar).
Avaliação da gestão: 42% consideram negativa, 29% regular e 25% positiva.
A pesquisa Quaest ouviu 1.098 eleitores em diversos municípios do Rio Grande do Norte entre os dias 9 e 12 de outubro de 2026. O nível de confiança é de 95% e o registro na Justiça Eleitoral está protocolo sob o número RN-03210/2026.
O Senado Federal analisa nesta quarta-feira (14) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que elimina a escala de trabalho 6x1 no Brasil. O texto reduz a jornada máxima semanal de 44 para 40 horas e assegura dois dias de repouso semanal remunerado sem redução salarial.
Para agilizar o encerramento da pauta antes da votação final das eleições, a bancada governista articulou um requerimento de calendário especial. A manobra regimental busca dispensar o intervalo obrigatório de cinco dias úteis entre os dois turnos de votação, permitindo a deliberação completa no mesmo dia.
A aprovação exige o apoio qualificado de no mínimo 49 dos 81 senadores em cada turno.
A tramitação da proposta virou o principal campo de batalha político no Congresso na reta final da disputa eleitoral:
Articulação governista: Aliados do governo trabalham para consolidar a vitória da medida ainda nesta semana, argumentando ganhos de produtividade e qualidade de vida.
Esvaziamento oposicionista: A maior parte da bancada do PL e aliados do senador Flávio Bolsonaro optaram por se ausentar ou tentar desidratar o debate em plenário.
Proposta alternativa: O líder da oposição, senador Rogério Marinho (PL-RN), defende um texto paralelo que permite a flexibilização da jornada com corte proporcional de remuneração, alegando impactos nos custos das empresas.
Se aprovada em dois turnos sem alterações no texto vindo da Câmara, a emenda segue diretamente para promulgação.
A disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte no segundo turno ganha novos números. Os institutos Datavero (registro dia 10.10.26) e ITEM (registro dia 11.10.26) deram entrada nos pedidos de registro junto à Justiça Eleitoral para realizar novos levantamentos sobre a preferência do eleitorado potiguar na etapa decisiva do pleito.
Os pedidos ocorrem após uma primeira etapa marcada pelo afunilamento dos votos. Na reta final do primeiro turno, os dados divulgados por ambas as empresas projetavam cenários de acirramento.
Os últimos números do Instituto ITEM
Encomendado pela Rádio Difusora e divulgado às vésperas da votação inicial, em 3 de outubro, o levantamento do Instituto ITEM trouxe o seguinte panorama estimulado no primeiro turno:
Allyson Bezerra (União Brasil): 44,2%
Álvaro Dias (PL): 23,8%
Cadu de Lula (PT): 23,0%
A pesquisa foi protocolada sob os registros RN-04330/2026 no Tribunal Regional Eleitoral do RN e BR-03463/2026 no Tribunal Superior Eleitoral.
O diagnóstico do Datavero: cenários com e sem padrinhos políticos
Já o instituto Datavero apresentou levantamentos testando o impacto das alianças nacionais e locais sobre as intenções de voto.
No cenário estimulado tradicional (apenas com os nomes dos candidatos na urna):
Allyson Bezerra: 37,38%
Cadu de Lula: 29,40%
Álvaro Dias: 20,16%
Quando a pesquisa associou os concorrentes aos seus principais padrinhos e apoios políticos, os percentuais registraram alterações significativas:
Allyson Bezerra(associado a José Agripino Maia, Garibaldi Alves e Robinson Faria): 35,82%
Cadu de Lula(associado ao presidente Lula e à governadora Fátima Bezerra): 32,46%
Álvaro Dias(associado a Jair Bolsonaro, Rogério Marinho e Paulinho Freire): 20,54%
O levantamento do Datavero foi registrado na Justiça Eleitoral sob os códigos RN-05240/2026 e BR-07844/2026.
Com o afunilamento da disputa direta entre Allyson Bezerra e Cadu de Lula no segundo turno, as novas pesquisas registradas pelos institutos devem apontar como o eleitorado absorveu a migração dos votos das candidaturas derrotadas no primeiro turno.
Divergências pontuais entre o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no primeiro turno das eleições de 2026 reacenderam o debate sobre as fronteiras de atuação de cada corte.
Embora o histórico recente aponte ampla convergência institucional, sobretudo no enfrentamento à desinformação, episódios de sobreposição de decisões provocaram atritos às vésperas da votação.
Estudo conduzido pelas pesquisadoras Helena Funari (FGV/Yale) e Gabriela Armani (Harvard) aponta que, em quase três décadas de análise sobre 171 interações entre os dois tribunais, o alinhamento é a regra: em 80% das ações contra desinformação, STF e TSE agiram em sintonia, divergindo em apenas 10% dos casos.
O gargalo das "manobras processuais"
Embora o Supremo tenha prerrogativa constitucional para analisar recursos da Corte Eleitoral, como ocorreu na validação dos votos do Rio de Janeiro após contestação de Eduardo Paes (PSD), o atrito recente se deu pelo atalho utilizado por partidos para acionar o STF.
Siglas passaram a utilizar processos antigos e relatores já sorteados na Corte Suprema para contornar deliberações do TSE antes mesmo da manifestação do plenário eleitoral.
O ápice dessa fricção ocorreu nas horas que antecederam o debate presidencial da TV Globo:
Decisão do TSE: O presidente da corte, ministro Kassio Nunes Marques, negou a inclusão do candidato Renan Santos (Missão).
Intervenção do STF: O ministro Gilmar Mendes acolheu pedido do Solidariedade em uma ação em andamento no Supremo e ordenou a participação do candidato a poucas horas do evento.
Desfecho: A emissora optou pelo cancelamento do debate devido à alteração repentina nas regras pactuadas com as campanhas.
O episódio acentuou a necessidade de balizar os limites de intervenção do STF nas regras do pleito, sob o risco de insegurança jurídica na reta final das campanhas.
O Instituto Seta divulgou, neste domingo (11), por meio do Portal O Potiguar, o primeiro levantamento de intenção de voto focado no segundo turno da disputa pelo Governo do Estado do Rio Grande do Norte.
Na pesquisa estimulada (quando os nomes dos candidatos são apresentados ao eleitor), Allyson Bezerra aparece na liderança com 43,5%, enquanto Cadu de Lula soma 32,4%.
O contingente de eleitores que declarou voto em branco, nulo ou nenhum dos candidatos alcança 14,1%, e 9,9% não souberam ou não responderam.
Já na modalidade espontânea (quando o entrevistado cita seu candidato sem auxílio de cartela), Allyson Bezerra registra 41,2% das intenções de voto, contra 30,9% de Cadu de Lula. Nesse cenário, 19,3% não souberam ou não responderam, e 8,6% manifestaram intenção de votar em branco, nulo ou nenhum.
O levantamento está devidamente registrado na Justiça Eleitoral sob os números RN-09503/2026 e BR-04487/2026.
Histórico recente e a distância entre a pesquisa e as urnas
Embora os novos números desenhem uma vantagem de 11,1 pontos percentuais para Allyson Bezerra no segundo turno, o contexto do primeiro turno exige cautela na leitura dos dados.
No levantamento do mesmo Instituto Seta divulgado em 2 de outubro (gráfico acima), às vésperas da votação do primeiro turno, a pesquisa estimulada indicava uma vantagem confortável de Allyson Bezerra, com 39%, seguido por Cadu de Lula (23,3%) e Álvaro Dias (20,5%), sugerindo uma distância de 15,7 pontos percentuais entre os dois primeiros colocados.
No entanto, a abertura das urnas revelou um cenário substancialmente diferente e muito mais acirrado. Allyson Bezerra terminou o primeiro turno com 36,70% dos votos válidos, enquanto Cadu de Lula cravou 36,33%, uma diferença real de apenas 0,37 ponto percentual (menos de meio ponto).
A disparidade entre o quadro projetado pelo instituto na reta final do primeiro turno e o resultado oficial das urnas acende um alerta natural sobre a volatilidade do eleitorado potiguar e o grau de precisão dos levantamentos nesta etapa decisiva da campanha.
O vereador Cabo Deyvison usou as redes sociais, sua página no Instagram @cabodeyvison para se pronunciar após ter o mandato cassado em decorrência de uma ação movida pelo MDB.
No desabafo, ele afirmou que a perda do cargo faz parte de uma perseguição política decorrente da sua atuação na oposição e das cobranças feitas à gestão do ex-prefeito Allyson Bezerra.
Segundo Deyvison, a decisão veio logo após ele alcançar uma votação expressiva nas urnas, superando os 100 mil votos na disputa para deputado federal.
Ele destacou que vem enfrentando processos, multas e bloqueios de contas por fiscalizar problemas na saúde, como a situação das UPAs, o atendimento a mães atípicas e contratos da prefeitura.
Apesar da cassação, o parlamentar declarou que vai continuar com a sua voz e atuação política, afirmando que o compromisso dele com a população vai além do cargo.
Faltam exatamente duas semanas para a definição na urna. A corrida presidencial chega ao segundo turno sob um cenário que desafiou os prognósticos da maioria dos institutos: o primeiro round consagrou-se como o mais disputado dos últimos 24 anos, com Flávio Bolsonaro (PL) liderando a corrida à frente de Lula (PT) por uma margem de apenas 1,87 ponto percentuala, uma diferença de cerca de 2,2 milhões de votos.
Mais do que a disputa pelo Executivo federal, as urnas de outubro redesenharam o mapa do Congresso Nacional e consolidaram forças nos governos estaduais.
Com isso, o resultado do primeiro turno entrega também uma radiografia clara do capital político e da base de sustentação que o próximo presidente terá para governar.
Diante disso, a pergunta que domina os bastidores nos últimos 14 dias é muito direta: há espaço para uma virada histórica de Lula ou a eleição já está consolidada para Flávio?
A resposta definitiva só virá no dia da eleição, mas a matemática eleitoral e o comportamento do eleitor nos dão o mapa exato do terreno em disputa.
O Ponto de partida: a dinâmica da migração de votos
No primeiro turno, Flávio Bolsonaro registrou 47,03% dos votos válidos (56,1 milhões), enquanto Lula obteve 45,16% (53,9 milhões).
A projeção de transferência de votos, baseada no cruzamento de dados de intenção de voto para o segundo turno, revela como os eleitores dos demais candidatos e dos blocos derrotados tendem a se realocar:
Retenção da base: O eleitorado de Flávio demonstra forte fidelidade, com 94% mantendo o voto e 5% migrando para Lula. Do lado petista, a retenção é de 92%, com 5% de migração para o oposicionista.
O espólio dos derrotados: Nomes como Cury, Renan, Caiado e Zema somam milhões de votos que entram no radar da disputa. Quando somadas as taxas de migração apontadas pelas pesquisas recentes, o bloco de apoios direcionados a Flávio Bolsonaro injeta cerca de 9 milhões de novos votos ao seu montante. Já a captação de Lula atrai cerca de 6,1 milhões.
Na ponta do lápis, considerando apenas a migração direta do eleitorado que compareceu às urnas no 1º turno, a vantagem inicial de Flávio, que era de 2,2 milhões, amplia-se para um patamar estimado em torno de 6 milhões de votos de frente.
O verdadeiro tabuleiro: o reservatório da abstenção
É justamente diante desse cenário aritmético que a campanha petista deposita suas fichas no fator decisivo da eleição: as abstenções e os votos nulos.
O volume de eleitores fora do jogo no primeiro turno impressiona pela grandiosidade: 33,4 milhões de eleitores abstiveram-se de comparecer às urnas, enquanto outros 6 milhões votaram em branco ou nulo. Estamos falando de um universo de 39,4 milhões de pessoas, um contingente expressivo que não está amarrado de forma definitiva a nenhuma das chapas principais e representa o maior reservatório de votos em aberto do país.
O fator regional e o comportamento das urnas
Um dado curioso chamou a atenção dos analistas nesta eleição. Historicamente concentrada no Norte e no Nordeste, a taxa de abstenção no primeiro turno comportou-se de maneira invertida. Foi menor no Norte (18,4%) e no Nordeste (19,4%), enquanto atingiu patamares mais elevados no Sudeste (22,7%).
Cruzando os dados estaduais, a tendência é nítida de que nas unidades federativas onde Lula obteve vantagem, a abstenção registrou índices menores; onde Flávio liderou, o absenteísmo foi maior.
Para os estrategistas políticos, esse comportamento abre duas leituras centrais:
A tese governista: Lula possui margem e capilaridade para tentar reduzir ainda mais a abstenção em seus redutos históricos e buscar virada.
A tese oposicionista: Nos estados do Sudeste onde a abstenção foi alta, há um potencial de mobilização represado que pode turbinar ainda mais a vantagem da oposição caso os eleitores locais compareçam em peso no segundo turno.
O peso da história e o relógio da eleição
A história recente das eleições presidenciais brasileiras carrega um peso estatístico considerável: nunca um candidato que terminou o primeiro turno na liderança perdeu a disputa no segundo turno.
Por outro lado, nenhuma disputa anterior chegou a esta fase com uma margem tão estreita quanto a registrada agora (1,87 pp). A menor diferença anterior havia sido em 2022, quando a separação no primeiro turno foi de 5,2 pp. Na ocasião, a oposição mobilizou uma reação intensa, mas a virada não se concretizou.
Aos 45 minutos do segundo tempo, a matemática eleitoral deixa de ser uma ciência exata e passa a depender de três fatores voláteis: a capacidade de mobilização logística (como o combate ao absenteísmo no dia D), a resiliência das narrativas nos debates televisivos e a habilidade de cada campanha em capturar o eleitorado que ainda reluta em sair de casa. Os próximos 14 dias dirão quem leu melhor o mapa.
Em sua primeira agenda de campanha fora do Distrito Federal no segundo turno das eleições presidenciais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpriu agenda em Natal neste sábado (10).
Ao lado do candidato ao Governo do Estado, Cadu de Lula (PT), o presidente arrastou uma multidão de apoiadores pelas ruas do tradicional bairro do Alecrim, no coração da capital potiguar.
Durante o ato público, a infraestrutura e a mobilidade urbana de Natal ganharam destaque central com um compromisso de grande impacto assumido pelo Governo Federal.
A apelo pela terceira ponte
Aproveitando a presença do presidente, Cadu fez um apelo público em nome da população natalense pela construção de uma nova via de integração sobre o Rio Potengi.
"O povo de Natal sonha com a terceira ponte ligando a zona Norte à zona Sul de Natal. Eu queria, em nome do povo de Natal e do Rio Grande do Norte, que o senhor assumisse esse compromisso com as nossas famílias e o povo de Natal", declarou o candidato a governador.
Garantia de investimento federal
Em resposta imediata, o presidente Lula assegurou que atenderá à demanda apresentada pelo correligionário. Ele lembrou a parceria mantida com a atual gestão estadual para reafirmar a garantia do projeto.
"Não tenha nada que a Fátima pediu que não fosse feito aqui nesse estado. Portanto, o pedido agora do Cadu será tratado com o mesmo carinho e a mesma respeitabilidade do pedido da companheira Fátima. Se o RN precisa de uma terceira ponte, o RN terá. Compromisso assumido", afirmou Lula.
A passagem por Natal marcou o pontapé das viagens do presidente no segundo turno, reforçando o peso estratégico do Rio Grande do Norte no cenário eleitoral nacional.
Em reunião realizada na manhã deste sábado (10), na capital do estado, o senador Rogério Marinho (PL-RN) esteve reunido com mais de 100 prefeitos, 103 para ser mais preciso, do Rio Grande do Norte para alinhar o posicionamento político do partido e tratar das estratégias para o segundo turno das eleições.
Durante o encontro, o parlamentar voltou a abordar a posição oficial do Partido Liberal (PL) no estado em relação à disputa pelo Governo do Estado, reafirmando que a legenda não declarará apoio formal a nenhum dos candidatos que disputam o Poder Executivo estadual neste segundo turno.
O senador voltou a comentar de uma conversa recente por telefone com o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra. Segundo o senador, Allyson ligou para ele e informou que não poderá anunciar apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República, optando por manter uma postura de neutralidade na disputa nacional. Diante esse fato, o PL também não endossará apoio a candidatura de Allyson Bezerra.
DESTAQUE PARA SERRA DO MEL
Ainda no encontro com as lideranças municipalistas, Rogério Marinho fez uma menção pública de elogio ao prefeito de Serra do Mel, Kênio Azevedo. O senador destacou o empenho do gestor e expressou reconhecimento pela expressiva votação alcançada pelos candidatos apoiados por Kênio no município no primeiro turno das eleições.
DESCIDA NO ALTO DE SÃO MANOEL
Projetando as ações de campanha para a reta final do segundo turno, Rogério Marinho anunciou que o PL realizará uma grande mobilização política no dia 22 de outubro. A cidade de Mossoró foi a escolhida para sediar o ato, que terá como ponto alto a tradicional descida do bairro Alto de São Manoel.
Embora a presença do candidato a presidente Flávio Bolsonaro não esteja prevista para a ocasião, a articulação do partido estuda trazer o deputado federal mineiro Nikolas Ferreira (PL-MG), uma das principais referências jovens do partido nacionalmente, como grande puxador e atração do evento em solo potiguar.