Bastou o balão de ensaio começar a circular nos bastidores da política potiguar para o deputado federal Benes Leocádio botar água no chope dos especuladores.
Apontado no meio político como um dos nomes que poderia trocar o União Brasil pelo MDB, em conversa com o titular do Blog Aclecivam Soares, o parlamentar foi curto, grosso e sem margem para interpretação: é zero a possibilidade de fazer essa travessia partidária.
A movimentação vinha sendo alimentada nas coxias do poder como parte das articulações para os próximos pleitos no Rio Grande do Norte. Contudo, Benes tratou de cortar o assunto pela raiz antes que a conversa ganhasse tração nas bancadas e nos jornais.
Fidelidade e peso eleitoral
Reeleito para o seu terceiro mandato na Câmara dos Deputados com expressiva votação no estado, Benes Leocádio é peça central nas engrenagens do União Brasil no RN. A sua permanência não apenas consolida o peso da bancada federal do partido, como também manda um sinal claro de estabilidade para as composições regionais.
Para o MDB, que busca inflar suas fileiras com nomes de densidade eleitoral testada e aprovada, a porta fechada por Benes representa um balde de água fria. No xadrez político do RN, quem achava que moveria Benes como peão vai ter que procurar outra peça na mesa.
Começaram a valer nesta segunda-feira (02/11) as novas regras do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) no Brasil. Impulsionadas pelo Decreto nº 13.135/2026, as mudanças buscam enterrar de vez a saga do consumidor que passa dezenas de minutos ouvindo "músiquinha de espera" ou sendo feito de fantoche por robôs operados por inteligência artificial.
As normas valem para setores regulados pelo Governo Federal — como companhias telefônicas, bancos, distribuidoras de energia e empresas aéreas.
O atendimento humano é um direito e rápido
A mudança mais comemorada pela população é o estabelecimento de prazos rígidos para a transferência das chamadas a um atendente em carne e osso:
Em até 20 segundos: Pelo menos 80% dos chamados via telefone em que o cliente pedir para falar com um humano devem ser atendidos nesse prazo.
Em até 5 minutos: Limite máximo para o restante das demandas telefônicas.
Caiu a ligação? Se a chamada for interrompida no meio do processo, a empresa tem a obrigação de retornar para o cliente em até 5 minutos.
Sem desculpas para a IA paralisar o atendimento
Se você já passou pela raiva de tentar resolver um problema simples e ficar preso num looping infinito com um chatbot de WhatsApp, a nova regra impõe um limite claro: a empresa pode usar assistentes virtuais ou inteligência artificial, mas o cliente deve ter a opção de falar com um atendente humano a qualquer momento e em qualquer nível de navegação.
Confira os principais direitos garantidos pelo novo decreto:
Horário obrigatório: Atendimento telefônico e via canais digitais das 8h às 20h, sete dias por semana.
Zero enrolação prévia: Fica proibido exigir digitação de CPF ou número de contrato antes de iniciar efetivamente o atendimento.
Chega de repetir o problema: O cliente não pode ser obrigado a contar a mesma história de novo quando for transferido.
Cancelamento no 1º nível: A opção de cancelar o contrato ou serviço deve estar disponível já na primeira interação.
Sem respostas eternas: Demandas não urgentes precisam de uma solução definitiva em até 7 dias corridos. Casos de risco têm tratamento prioritário e imediato.
Registros guardados: Gravações e históricos devem ficar armazenados por no mínimo 90 dias, com envio do histórico ao cliente em até 5 dias úteis, sem custo.
Agora, a bola está com o Consumidor e com os órgãos de fiscalização: resta saber se o Procon e as agências reguladoras vão aplicar multas pesadas para fazer valer o decreto ou se as empresas continuarão testando a paciência do brasileiro.
Um dado alarmante do Ministério da Saúde acendeu o sinal vermelho na rede pública brasileira: pela primeira vez na história, o número de adultos com obesidade superou o daqueles apenas com sobrepeso entre os atendidos na atenção básica. Já são 11,1 milhões de pessoas diagnosticadas com a doença, o que representa um salto estarrecedor de 259% desde 2016.
A virada não é meramente estatística. Trata-se de um gargalo humanitário e financeiro que o sistema de saúde não consegue absorver.
Ambas as condições são calculadas pelo Índice de Massa Corporal (IMC — peso dividido pela altura ao quadrado). Enquanto o sobrepeso varia de 25 a 29,9, a obesidade é diagnosticada a partir do índice 30.
Essa fronteira na balança muda tudo. A obesidade é classificada como uma doença crônica grave, diretamente associada a mais de 240 outras enfermidades, incluindo múltiplos tipos de câncer, infartos, derrames e diabetes. Hoje, ela atinge 36,4% dos adultos acompanhados pela rede básica do SUS (em 2016, a taxa era de 25,1%).
A dimensão da tragédia se espalha pelo mapa:
Em 24 das 27 unidades da federação, o número de pessoas com obesidade já é maior do que o daqueles com peso adequado.
O Rio Grande do Sul lidera o ranking nacional com a maior taxa de obesidade: 42,6%.
Em 18 estados, pelo menos 70% dos atendidos na rede pública apresentam excesso de peso (somando sobrepeso e obesidade).
Apesar do avanço avassalador da doença, o SUS continua operando de olhos fechados para a prevenção e o manejo contínuo. Conforme alerta o presidente da Federação Mundial da Obesidade, a rede padece com a falta crônica de medicamentos modernos, ausência de profissionais capacitados e falta de um protocolo único nacional.
O problema ultrapassa as fronteiras brasileiras, mas castiga com mais força quem tem menos recursos. O levantamento internacional MAPS II mostra que governos ao redor do mundo oferecem quase zero apoio financeiro para combater a obesidade, registrando notas miseráveis (entre 1 e 3, numa escala até 10).
Na prática, o paciente da periferia precisa pagar do próprio bolso tratamentos, consultas e remédios caros. Quem não tem dinheiro para arcar com os custos assiste ao agravamento da sua própria saúde, enquanto o Estado finge que a obesidade é uma escolha individual, e não uma epidemia pública.
Se você perguntar por aí quem é "Matonho", muita gente vai balançar a cabeça sem saber de quem se trata. Mas basta andar pelas ruas do Planalto 13 de Maio que a resposta vem no ato: é Marcos Medeiros, hoje sentado na cadeira de prefeito de Mossoró.
A curiosidade sobre o apelido de infância serve apenas para ilustrar a origem simples de quem, de repente, se viu no comando do segundo maior colégio eleitoral do Rio Grande do Norte. O xis da questão, no entanto, não é o nome de batismo nem o apelido do bairro, mas a encruzilhada política em que ele se encontra. "Matonho" precisa decidir, e rápido, se vai continuar sob a sombra e a tutela do ex-prefeito Allyson Bezerra ou vai criar coragem para andar com as próprias pernas.
Esse momento, aliás, não é decisivo apenas para quem está na cadeira de prefeito. Será também o grande teste de fogo para o próprio "Calango" provar se tem resistência e capacidade de articulação para sobreviver nesse deserto político atual. Atravessar a seca sem a caneta da prefeitura e sem a máquina na mão é prova para poucos.
Os sinais de fumaça nos bastidores começaram a subir ainda durante o primeiro turno da campanha para o Governo do Estado. Enquanto cumpria o script e fazia campanha ostensiva para Allyson, "Matonho" teria sido visto acenando de forma reservada para profissionais da imprensa local, inclusive para nomes fora do circuito oficial do governismo.
Um desses diálogos chamou atenção nos bastidores do rádio mossoroense. Procurado de forma sutil para uma conversa pós-eleitoral, um veterano dos microfones e conhecido por não rezar na cartilha “calangueana”, deixou a porta aberta, embora o encontro cara a cara ainda não tenha se concretizado.
O movimento, por mais tímido que pareça, acendeu o alerta em quem acompanha a política local. Nos corredores do Palácio da Resistência, o clima que se vende para fora nem de longe reflete a tensão que se vive por dentro.
A ordem velada entre os cargos comissionados hoje é a cautela extrema. "Até quem tem cargo de confiança pisou no freio na hora de defender o ex-prefeito, com medo de sobrarem exonerações caso o vento mude de direção", soprou o mesmo radialista.
Se o diagnóstico das fontes do rádio estiver correto, "Matonho" já começou a fazer a conta de somar. A outra matemática de Mossoró. Para quem deseja construir um projeto de reeleição com autoridade e voto próprio em Mossoró, viver eternamente como sombra de padrinho político é o primeiro passo para o apagão público.
Agora, resta saber se "Matonho" terá cacife e pulso para bancar essa independência ou se o Palácio continuará sendo governado por controle remoto.
Existe uma prática na comunicação que ganhou uma maquiagem moderna e digital. Basta abrir o Instagram ou pesquisar no Google para ver o surgimento desenfreado de blogs e perfis de notícias que nascem com um propósito muito claro, mas que passa bem longe de informar a população. O foco é exclusivamente auferir lucros. E a tática utilizada para encher o bolso é quase sempre a mesma.
A receita é simples e covarde. Primeiro, cria-se a página. Em seguida, começa o metralhamento. A mira é apontada diretamente para gestores, prefeitos, presidentes de câmaras, entre outros. Tudo vira motivo para crítica pesada, denúncia apurada "nas coxas" e ataques orquestrados. A ideia é criar o caos, desgastar a imagem do político e gerar o pânico necessário para que o gabinete sinta a pressão das redes.
Uma das armas mais usadas nessa fase é o terrorismo orçamentário. Divulgam valores cheios de licitações sabendo perfeitamente que se tratam apenas de estimativas ou teto de gastos. Recursos que o gestor pode sequer vir a consumir. Mesmo assim, jogam a informação manipulada para a sociedade como se todo aquele dinheiro já tivesse sido sacado do cofre público.
É o famoso jogo do achaque digital. Bate-se forte para forçar uma conversa nos bastidores. A intenção final nunca foi cobrar transparência ou melhorias para a cidade, mas sim obrigar a gestão a fechar um contrato de divulgação ou garantir aquele "apoio cultural" mensal.
O milagre da transformação acontece no segundo em que o PIX da contratação cai na conta. Instantaneamente, a metralhadora de críticas se cala. O "jornalista/blogueiro" apaga as matérias pesadas, o perfil do Instagram muda o tom e o gestor, que até ontem era o pior da história, passa a ser tratado como um administrador exemplar. A crítica dá lugar a fotos sorridentes, coberturas de eventos oficiais e textos recheados de elogios que beiram o ridículo.
Mais do que isso: esses ditos "comunicadores", que se sentem verdadeiros deuses intocáveis atrás de uma tela de celular, são capazes de qualquer atrocidade para defender o seu "novo patrão". Chegam ao cúmulo de atacar e perseguir jornalistas sérios que continuam cumprindo o dever de fiscalizar. Viram verdadeiros cães de guarda da gestão que antes achacavam.
Essa mudança brusca de comportamento expõe a falta absoluta de ética de quem usa a comunicação como balcão de negócios. É a autêntica "ré de cantar pneus" que se assiste logo após o fechar das urnas ou a espera de um Pedido de Inserção (PI): antes, o candidato ou gestor levava "peia de porrete de jucá"; depois de fechar o acordo, passa a receber "massagem VIP”.
No fim das contas, quem sai perdendo é o cidadão, que consome uma informação vendida e maquiada achando que é jornalismo sério. Páginas que funcionam como balcão de chantagem prestam um desserviço à democracia e desrespeitam o público. A verdadeira imprensa fiscaliza por compromisso com a verdade, e não até o momento em que o preço da sua fita adesiva é pago pelo poder público.
A disputa pela conectividade via satélite no Brasil ganhou um capítulo decisivo. A americana AST SpaceMobile, principal rival da Starlink de Elon Musk na conexão direta do satélite para o celular, obteve autorização da Anatel para operar faixas estratégicas de frequência no país e já construirá quatro estações terrestres para integrar sua infraestrutura local.
A disputa pela conectividade via satélite no Brasil ganhou um capítulo decisivo. A americana AST SpaceMobile, principal rival da Starlink de Elon Musk na conexão direta do satélite para o celular, obteve autorização da Anatel para operar faixas estratégicas de frequência no país e já construirá quatro estações terrestres para integrar sua infraestrutura local.
A grande novidade no mercado nacional é o arranjo feito com operadoras regionais. A Brisanet, ao lado da Unifique, Iez! Telecom e Amazônia 5G, cedeu o uso de frequências na faixa de 700 MHz para a AST. Com isso, as empresas resolvem um gargalo histórico e cumprem metas regulatórias de cobertura em rodovias e municípios com menos de 30 mil habitantes.
Como funciona no seu aparelho?
Chamada de Direct-to-Device (D2D), essa tecnologia transforma o satélite em uma "torre de telefonia no espaço". Na prática, o seu smartphone comum se conecta ao satélite como se fosse uma antena distante na rua.
Não será preciso comprar antenas externas, baixar aplicativos ou trocar de aparelho. A rede vai garantir chamadas de voz, envio de mensagens e internet mesmo em áreas totalmente isoladas — cobrindo o "vazio" de sinal que hoje afeta metade das estradas brasileiras e dois terços das terras agrícolas do país.
Soberania e concorrência
A AST faz questão de ressaltar que os dados dos brasileiros permanecerão protegidos no país através das suas estações locais (gateways). Além disso, a decisão da Anatel garantiu uma divisão justa do espectro de onda (banda S), acirrando a disputa com a Starlink (que no varejo brasileiro fechou parceria com a Vivo).
Os preços, pacotes e datas de lançamento oficial serão definidos pelas próprias operadoras parceiras assim que a integração das redes for concluída.
O Supremo Tribunal Federal (STF) definiu que os professores temporários da rede pública de educação básica têm o direito de receber o mesmo piso salarial nacional aplicado aos docentes efetivos.
A medida obriga estados e municípios a equipararem as remunerações até o dia 1º de janeiro de 2027, garantindo o valor de referência nacional que hoje está fixado na casa dos R$ 5,1 mil para a jornada da categoria.
A disputa judicial começou a partir de uma ação movida por uma professora temporária do Estado de Pernambuco, que cobrava na Justiça o pagamento das diferenças salariais por ter recebido menos que o piso da categoria durante o seu contrato.
O entendimento do Supremo
Ao analisar o caso, a maioria dos ministros concluiu que é inconstitucional fazer qualquer diferenciação salarial entre professores contratados por tempo determinado e os servidores concursados. Para o STF, a Constituição Federal e a Lei do Piso (Lei Federal nº 11.738/2008) buscam valorizar o magistério público de forma geral, não fazendo distinção sobre o tipo de vínculo do profissional com a gestão pública.
Prazo e regras de pagamento
Para evitar um colapso nas finanças estaduais e municipais, o STF julgou recursos apresentados pelos governos de Pernambuco e do Piauí e resolveu modular os efeitos da decisão. Com isso, os entes públicos ganharam um tempo de planejamento orçamentário e só serão obrigados a aplicar a paridade a partir de 2027.
Além disso, a Corte afastou o pagamento de valores retroativos de forma geral, protegendo a segurança jurídica das prefeituras e governos. A exceção fica apenas para os processos judiciais que já estavam em andamento até 16 de abril de 2026 e para as decisões que já transitaram em julgado.
A Chilli Beans, maior rede de óculos escuros e acessórios da América Latina, deu um passo decisivo para reorganizar as suas finanças: a empresa entrou oficialmente com um pedido de recuperação extrajudicial. O objetivo principal da medida é renegociar uma dívida aproximada de R$ 340 milhões acumulada com instituições financeiras e investidores.
Para garantir o funcionamento das suas operações e a continuidade do negócio durante todo o processo de reestruturação, o plano prevê a entrada de R$ 50 milhões em novos recursos (dinheiro novo no caixa), que serão injetados por credores para servir como capital de giro.
Como funciona a renegociação?
A medida é focada exclusivamente nos débitos financeiros. Na prática, a renegociação cobre apenas os bancos e investidores, deixando de fora fornecedores e colaboradores da marca. Vale destacar que a Chilli Beans conta atualmente com uma estrutura gigante, somando cerca de 900 franquias distribuídas por 14 países.
O estopim da crise
A pressão sobre o caixa da companhia aumentou consideravelmente no final de setembro, quando a Vert Securitizadora declarou o vencimento antecipado de uma dívida de R$ 89 milhões, exigindo o pagamento imediato de títulos que venceriam originalmente apenas em janeiro de 2029.
A cobrança antecipada ocorreu após a controladora da marca deixar de quitar as parcelas dos meses de julho e agosto, que somavam R$ 16,5 milhões. Apesar de os credores terem prorrogado os prazos para tentar apoiar a empresa, os pagamentos não foram efetuados. O pedido de recuperação extrajudicial chega dois meses após os bastidores do mercado revelarem que a documentação para a reestruturação já estava sendo preparada.
Cenário do varejo nacional
Em nota e comunicados oficiais, o CEO e fundador da marca, Caito Maia, atribuiu parte das turbulências financeiras ao momento desafiador enfrentado pelo varejo brasileiro. Com a decisão, a Chilli Beans entra para a lista de grandes redes de varejo (como Casas Bahia, Tok&Stok e Ri Happy) que também recorreram a mecanismos de reestruturação de dívidas.
Próximos passos
Ao contrário da recuperação judicial tradicional, a recuperação extrajudicial é um processo mais célere. Agora, o plano elaborado precisa ser aprovado pela maioria dos credores envolvidos. Assim que houver o consenso, o acordo é encaminhado para homologação na Justiça, permitindo que a empresa siga com a operação sem parar as atividades das suas lojas.
Um ex-prefeito adquiriu recentemente um local de exploração de ouro no estado de Pernambuco pelo valor de R$ 12 milhões.
A informação foi repassada por fontes calangueanas que rastejam mais rápido que voo de azulão e que circula nos bastidores políticos do estado, detalhando a milionária transação envolvendo a área de garimpo e extração mineral.
E a dúvida do dia é uma só: quem será, já que a fonte informou e bateu asas?
O governo federal está a elaborar uma nova iniciativa voltada para o fortalecimento dos microempreendedores individuais em todo o país: o PixMEI. Integrante do pacote ProsperaMEI, a proposta prevê a concessão de um incentivo financeiro de até R$ 5 mil para que os trabalhadores possam investir na estrutura dos seus negócios.
Diferente dos empréstimos bancários tradicionais, o recurso será concedido a fundo perdido. Ou seja, sem cobrança de juros e sem a necessidade de devolução do dinheiro, desde que o empreendedor cumpra as regras e condicionalidades que serão estabelecidas pelo programa.
Onde o dinheiro poderá ser aplicado?
O objetivo principal da medida é impulsionar a capacidade produtiva e a qualidade dos serviços prestados pelos MEIs. Entre as destinações previstas para o recurso estão:
Compra de máquinas, ferramentas e equipamentos de trabalho;
Aquisição de bancadas e materiais operacionais;
Reformas e adaptações no espaço de trabalho;
Adequação de veículos utilizados para entregas e prestação de serviços.
Quem terá prioridade?
Embora o programa seja voltado para a categoria dos MEIs de forma geral, a proposta inicial estabelece critérios de prioridade no atendimento, contemplando especialmente:
Mulheres empreendedoras;
MEIs com faturamento anual de até R$ 40,5 mil.
Fique atento aos prazos e golpistas!
É fundamental destacar que o PixMEI ainda se encontra em fase de elaboração e planejamento. A previsão é que a execução ocorra entre os anos de 2027 e 2030.
Até ao momento, não existem inscrições abertas, cadastros prévios ou datas definidas para a solicitação do benefício. O empreendedor deve manter-se atento para não fornecer dados pessoais a sites suspeitos ou intermediários não oficiais.
Os critérios definitivos, a documentação necessária e os canais de inscrição serão divulgados oficialmente pelo governo assim que o projeto for concluído.
A busca desenfreada por engajamento e a cegueira ideológica ganharam contornos de covardia e cruel leviandade na Beira-Mar de Fortaleza (CE). A influenciadora digital Valéria Diniz viralizou nas redes sociais após filmar, expor e humilhar um garoto de apenas 10 anos que vendia doces no Mercado dos Peixes para ajudar no sustento de casa.
O episódio revoltante foi gravado e publicado nos stories da própria influenciadora. Apoiadora declarada do candidato derrotado Flávio Bolsonaro (PL), Valéria aparece sentada com amigas em um restaurante enquanto o pequeno Matheus se aproxima oferecendo suas balas.
A armadilha e o deboche
Em vez de apenas comprar ou recusar o produto, a mulher decidiu transformar a necessidade do garoto em um palanque de deboche político. Questionado sobre a preferência partidária da família, o menino mencionou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). De forma cruel, a influenciadora pediu para que o garoto fizesse o gesto do "L" com a mão.
Assim que a criança atendeu ao pedido, veio o golpe: Valéria se recusou a comprar as balas, soltou gargalhadas junto com as amigas e gravou tudo com a legenda: “Vai na mamãe e manda ela fazer o L”.
O que a "geradora de conteúdo" ignorou na sua sanha por cliques é a realidade dura que a cercava: Matheus é autista, perdeu a mãe e é criado pela avó, dona Inês de Maria. Conhecido e amado por frequentadores da orla, o garoto trabalha vendendo bombons para complementar a renda modesta da família.
Da indignação à corrente de solidariedade
A exposição covarde gerou uma onda imediata de repúdio na internet. Mas, em resposta ao espetáculo de insensibilidade, a sociedade civil deu uma lição:
Onda de apoio: Internautas, entregadores e um grupo de motociclistas se mobilizaram, foram até a residência da família e entregaram doações, mantimentos e apoio emocional a Matheus e sua avó.
A queda da "famosa": Ppressionada pela repercussão negativa, a conta principal da influenciadora (que somava cerca de 70 mil seguidores) saiu do ar.
O "pedido de desculpas": Acuada e em um perfil reserva, Valéria publicou uma nota genérica dizendo que "não queria passar essa visão" e pedindo perdão à família. O clichê habitual de quem não se arrepende do ato, mas sim das consequências do cancelamento.
A imprensa tentou contato com a influenciadora para ouvir o seu lado, mas não obteve retorno. O espaço segue aberto — embora a gravação feita por ela mesma já diga tudo o que o público precisa saber sobre o seu caráter.
O advogado paraibano Olímpio Rocha protocolou no Conselho de Ética do Senado Federal um pedido de abertura de processo disciplinar contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A representação exige a perda do mandato parlamentar por suposta quebra de decoro, após o senador deixar o Brasil rumo aos Estados Unidos mesmo estando ciente de restrições judiciais.
A petição (revelada pela coluna Grande Angular, do portal Metrópoles) sustenta que a atitude do parlamentar representa uma "evasão deliberada". Segundo a denúncia, desrespeitar uma determinação judicial expressa é uma conduta incompatível com a dignidade do cargo e fere diretamente a confiança nas instituições republicanas.
Na fundamentação enviada ao Senado, o jurista destaca um ponto central no debate constitucional: a imunidade parlamentar existe para garantir a independência do exercício político, e não para funcionar como um passaporte para a impunidade ou descumprimento de ordens da Justiça.
Rocha ressalta ainda que a apuração ética na casa legislativa tem autonomia em relação à esfera criminal. Ou seja, o Senado não precisa aguardar um trânsito em julgado na Justiça Comum para julgar se a conduta do senador feriu a decoro da Casa.
O rito no Palácio do Congresso
O pedido chega em um momento delicado e exige celeridade, considerando o calendário legislativo. No entanto, a apresentação da denúncia é apenas o primeiro passo:
Análise preliminar: O Conselho de Ética precisa designar os membros que farão a avaliação inicial dos requisitos formais.
Admissibilidade: O colegiado decide se arquiva a petição ou se abre formalmente o processo disciplinar com ampla defesa.
Plenário: Caso o processo avance e resulte em parecer favorável à cassação, a palavra final caberá ao plenário do Senado Federal.
Resta saber se o Conselho de Ética atuará com o rigor que a gravidade dos fatos exige ou se o caso será empurrado com a barriga nos bastidores de Brasília.
Contam as fontes dos bastidores que o ex-prefeito de Mossoró e candidato derrotado ao Governo do Estado, Allyson Bezerra, alçou voo feito um azulão rumo a Brasília. O movimento apressado para a capital federal, logo após o indigesto resultado das urnas estaduais, acendeu o alerta vermelho nos meios políticos do Rio Grande do Norte sobre os reais motivos do desembarque do liderado do União Brasil no Planalto Central.
A grande dúvida que circula entre os analistas locais é se o ex-gestor foi à Capital Federal articular saídas para o seu futuro político ou se acabou forçado a rastejar nos gabinetes em busca de contenção para desgastes bem mais graves.
Paira no ar a sombra do caso Mederi, cujo prazo crucial de 90 dias se encerra no próximo dia 15 de novembro, após a manifestação do Ministério Público Federal (MPF) que opinou favoravelmente pela prorrogação dos procedimentos de apuração.
Desprovido da caneta do Palácio da Resistência e sem o mandato executivo que costumava blindar sua narrativa, o ex-prefeito agora enfrenta o peso de ser oposição e o rigor dos órgãos de fiscalização sem a mesma estrutura que o protegeu durante o mandato municipal.
Se em Brasília o "calango" busca afago partidário para não evaporar politicamente ou se corre para estancar as pontas soltas de expedientes que avançam na Justiça Federal, a resposta começará a ser desenhada assim que o prazo de novembro chegar ao fim.
EM TEMPO
O desdobramento jurídico, contudo, ameaça provocar um efeito dominó na estrutura do Poder Executivo de Mossoró e deixar o Palácio da Resistência sem o seu atual inquilino. Com a renúncia de Allyson Bezerra para concorrer ao governo, assumiu o vice-prefeito Marcos Medeiros, que também figura entre os alvos investigados na Operação Mederi.
Caso ocorra um cenário de afastamento judicial de Medeiros, os ritos institucionais determinam que a cadeira principal passe inteiramente para as mãos do presidente da Câmara Municipal, o vereador Genilson Alves, que a esta altura já observa a movimentação nos tribunais "lambendo a rapadura" e vislumbrando a chance real de assumir o comando da segunda maior cidade do Estado.
O egresso Luckas Iohanathan, do curso de Publicidade e Propaganda da Uern, foi agraciado pela segunda vez com o Prêmio Jabuti 2026. O resultado da mais tradicional premiação da literatura brasileira foi anunciado nesta quarta-feira, 28.
Depois de ter conquistado o Jabuti em 2024, com a obra Como Pedra, Luckas repete a dose, na categoria Histórias em Quadrinhos, dessa vez com a obra Ouroboros. Ambos materiais foram publicados pela editora Comix Zone.
Para o quadrinista trata-se de mais uma conquista importante em sua carreira, ainda mais com o peso de um Jabuti.
“Fazer histórias em quadrinhos é um trabalho muito amargo às vezes em um país tão difícil de se formar leitores e de se manter financeiramente com a arte, mas são essas conquistas que me mantém com força pra continuar. A Uern, com certeza, tem um papel fundamental na minha formação, tanto profissional (me ensinou a importância da pesquisa e da leitura) quanto como pessoa. Foi um espaço importante para conhecer diferentes vivências, crenças e culturas. Isso também atravessa a forma como escrevo e vejo o mundo”, comentou.
Obra
Ouroboros acompanha a jornada de Kesler, um policial que, após vivenciar um episódio traumático, decide voltar à casa onde cresceu. Lá, ele se vê forçado a revisitar seu passado, enquanto tenta lidar com as cicatrizes de sua relação complicada com a mãe. Determinado a deixar tudo para trás e se tornar um novo homem, ele percebe que, quanto mais tenta fugir, mais o futuro está longe de suas mãos.
O encerramento da disputa eleitoral no último domingo, 25, deixou uma lição fundamental para analistas, marqueteiros e caciques políticos, que é:a necessidade premente de estudar a fundo a cabeça do eleitor.
De forma silenciosa e absolutamente imune ao barulho das redes e das campanhas milionárias, o cidadão caminhou para a urna com a decisão tomada. Não houve "fauna ou flora" da mídia alinhada nem pressão de máquinas administrativas capazes de alterar o desejo já consolidado na consciência popular.
O comportamento do eleitorado, contudo, não é uniforme e varia drasticamente conforme os contornos culturais e econômicos de cada município. A lógica que move o voto em grandes centros urbanos muitas vezes não encontra ressonância no interior, onde o pragmatismo assume formas surpreendentes e quase inacreditáveis para quem observa a política apenas do ar-condicionado dos gabinetes.
TERMINA UMA E JÁ COMEÇA OUTRA
Um episódio emblemático ilustra com precisão essa desconexão entre a teoria analítica e a realidade das ruas. Durante o levantamento de uma pesquisa eleitoral no interior, ao ser questionado em quem votaria para prefeito, um eleitor cravou o nome do "Candidato A".
Indagado pelo pesquisador sobre o motivo da escolha, a resposta veio de forma seca e direta: "Porque ele sabe comprar voto".
A declaração revela um fenômeno profundo sobre a percepção popular. A fama de "saber comprar voto" deixou de ser um estigma moral para se transformar, aos olhos do eleitor cético, em um atestado de competência pragmática.
Diante de sucessivas decepções com discursos moralistas e promessas que evaporam após a posse, parcela do eleitorado passou a valorizar quem entrega a contrapartida imediata. O candidato A construiu sua reputação na eficiência da troca. E, para quem vive à margem da atenção pública no restante do mandato, a capacidade de "saber fazer" acabou pesando mais do que qualquer sermão sobre ética.
O fato é que o eleitorado desenvolveu suas próprias defesas e convicções. Quem insiste em tratá-lo como massa manobrável continua colhendo surpresas indigestas quando as urnas são abertas.