
Nas últimas horas, o cenário político brasileiro ultrapassou as fronteiras nacionais e assumiu contornos de enredo policial internacional. Menos de um dia após a derrota nas urnas, o senador Flávio Bolsonaro ignorou solenemente a decisão do ministro Alexandre de Moraes (expedida meros 7 minutos após o anúncio da vitória de Lula) e deixou o país com destino aos Estados Unidos.
A determinação do STF exigia a entrega de seus passaportes em até 24 horas, no âmbito das investigações por lavagem de dinheiro no inquérito das apostas esportivas, envolvendo o advogado Willer Tomaz. Como a ordem não foi cumprida, a Polícia Federal agiu rápido e cancelou todos os seus documentos de viagem, inclusive o passaporte diplomático.
A rota clandestina e a "Operação Alba"
A fuga foi cercada de mistério e especulações sobre a rota de saída, que teria passado por países vizinhos antes da confirmação do desembarque em solo americano.
Aliados do movimento Make America Great Again (MAGA) confirmaram que a chegada do senador aos EUA ocorreu em segurança sob uma articulação de alto nível batizada de “Operação Alba”. A ação teria contado com a coordenação do secretário de Estado americano, Marco Rubio, e supervisão direta do próprio presidente Donald Trump a partir da Casa Branca.
A expectativa no entorno do parlamentar é que o governo americano conceda asilo político e vistos para toda a sua família. Flávio já teria se encontrado com o irmão, Eduardo Bolsonaro, e prepara uma coletiva de imprensa para tentar justificar a manobra como resposta a uma suposta perseguição política.
Bastidores em chamas no PL
A debandada não causou curto-circuito apenas no Judiciário, mas provocou um verdadeiro incêndio na cúpula da direita brasileira. Flávio não avisou nem mesmo o núcleo duro de sua própria campanha.
Pegado de surpresa, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, convocou uma reunião de emergência para alinhar o discurso e tentar conter os danos institucionais sofridos pela sigla. O clima é de desnorteamento. Enquanto a liderança do partido tenta entender como defender um candidato que optou pelo exílio, a base governista já ensaia os próximos passos.
O deputado Pedro Rousseff (PT) acionou a PGR para reter o passaporte de Nikolas Ferreira, e a bancada petista sinaliza que a PF tem uma lista de novos alvos na mira. Para o "01", resta saber se a blindagem em Washington será suficiente para contornar a tempestade jurídica que o espera no Brasil.















