Uma pesquisa eleitoral mede o que pergunta. E o que não pergunta, não mede. Nas dez rodadas analisadas, nenhuma delas informa, publicamente ao menos, os seguintes dados abaixo.
Por que o eleitor está indeciso? Há uma diferença enorme entre o eleitor que não conhece os candidatos, o que os conhece e rejeita todos, e o que oscila entre dois deles. Essas três categorias de indecisão têm implicações radicalmente distintas para as campanhas, mas aparecem todas comprimidas num único percentual de "não sabem ou não responderam".
Qual é o perfil geográfico dos indecisos? O Rio Grande do Norte é um estado com profundas assimetrias regionais. Um indeciso em Mossoró tem um significado eleitoral diferente de um indeciso em Caicó, em Areia Branca ou em Pau dos Ferros. Nenhuma pesquisa cruza os indecisos com os colégios eleitorais-chave do interior.
Qual é o segundo nome dos indecisos? Entre os eleitores que ainda não definiram o voto, há uma parcela que tem um segundo nome em mente. Esse dado, quando capturado, é um dos melhores “profetas" de como a indecisão se resolve. Novamente: nenhuma pesquisa da série o apresenta publicamente.
Essas ausências não são técnicas. São escolhas. E escolhas sobre o que medir são, sempre, escolhas sobre o que importa.
Dez pesquisas, dez retratos parcialmente incompatíveis entre si. O que elas têm em comum não é um líder, que ora é Álvaro Dias, ora Allyson Bezerra, dependendo do instituto, da data e da metodologia. O que elas têm em comum, de forma consistente, é um contingente expressivo de eleitores que ainda não tomou decisão.
A eleição para governador do Rio Grande do Norte, em outubro de 2026, será decidida em grande medida por esse eleitorado que as manchetes tratam como dado periférico.
Com três pré-candidatos competitivos e margens de diferença que, em várias pesquisas, cabem dentro da margem de erro, o território dos indecisos é o campo de batalha real da disputa.
O papel do jornalismo político e da comunicação eleitoral responsável deveria ser o de tornar esse dado visível, não de obscurecê-lo sob manchetes que celebram lideranças estatisticamente frágeis.
Quando um instituto apresenta "votos válidos" sem contextualizar o que ficou de fora, e quando um veículo reproduz esse número sem questionar, ambos estão contribuindo (cada um à sua maneira) para uma cobertura que informa menos do que parece.
Faltam pouco mais de quatro meses. Nesse intervalo, o quadro pode se consolidar ou se fragmentar ainda mais. O que não muda é o princípio de que uma pesquisa eleitoral que esconde seus indecisos não está medindo o eleitor real. Está medindo aqueles que já decidiram, e chamando o resultado de retrato do estado.
Vem aí um raio-X completo sobre o cenário político do Rio Grande do Norte em 2026.
O Blog Aclecivam Soares fez um mergulho profundo e reuniu dados de 10 pesquisas publicadas entre janeiro e maio de 2026.
O objetivo? Entender o comportamento do eleitor do Rio Grande do Norte e, principalmente, decifrar para onde está indo o voto de quem ainda se declara indeciso ou pretende votar em branco e nulo.
A análise traz revelações importantes sobre a queda drástica da indefinição ao longo dos meses ( o que é curioso), o peso das diferentes metodologias de pesquisa e como esse contingente em movimento pode definir e mudar o rumo do jogo.
Um material exclusivo, sem achismos, baseado puramente em dados e bastidores para você entender o que realmente está acontecendo no tabuleiro eleitoral do RN.
Uma nova pesquisa Datafolha, realizada entre os dias 20 e 21 de maio, revela que a base de apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) segue blindada, mesmo após o estouro do escândalo envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
No universo dos eleitores que já declaram voto no parlamentar, impressionantes 88% defendem que ele deve continuar na disputa pela Presidência da República.
Nesse mesmo nicho, apenas 10% acham que o senador deveria abrir mão da candidatura, enquanto 2% não souberam responder. O apoio interno se reflete na percepção da crise: embora 54% dos aliados admitam que a relação entre Flávio e Vorcaro era próxima, 73% fazem questão de frisar que o candidato mantém a sua confiança, e 53% avaliam que ele agiu bem ao pedir dinheiro ao ex-banqueiro.
O tamanho do estrago fora da bolha
Se a base resiste, o eleitorado geral mostra um cenário bem mais complicado para o clã Bolsonaro. No quadro amplo, o Datafolha aponta uma divisão clara no país: 48% defendem que Flávio desista da corrida presidencial para apoiar outro nome, contra 44% que preferem sua permanência na disputa.
A crise também cobrou o seu preço nas intenções de voto. No primeiro turno, Flávio Bolsonaro recuou de 35% para 31%, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou o momento e subiu de 38% para 40%.
A oscilação também mexeu com as projeções de segundo turno. O senador fluminense caiu de 45% para 43%, e o atual presidente oscilou positivamente de 45% para 47%.
Michelle Bolsonaro surge como o plano B
O caso Master e a prisão de Daniel Vorcaro já são de conhecimento de 64% da população brasileira, um índice que sobe para 72% entre os próprios eleitores de Flávio.
Caso o desgaste force uma mudança de planos na direita e o senador precise deixar a disputa, o eleitorado já tem um plano B favorito: a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF).
Ela é a escolha de 60% dos eleitores de Flávio para assumir a cabeça da chapa, e lidera com 39% das intenções de voto como alternativa de sucessão entre todo o eleitorado pesquisado.
Dados técnicos: O Datafolha ouviu 2.004 eleitores em 139 municípios de todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento está devidamente registrado na Justiça Eleitoral sob o código BR-07489/2026.
O Rio Grande do Norte “parou” para discutir um chapéu de couro.
O senador Rogério Marinho disse em rádio que o ex-prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, tem uma candidatura que “não fede, nem cheira” e que fica “andando com um chapéu esquisito”. Allyson respondeu, lembrando que outrora eles foram unha e carne. O povo reagiu, os aliados celebraram, os adversários atacaram. A máquina política girou.
E o chapéu continuou o mesmo.
Mas antes de escolher um lado nessa briga, vale fazer a pergunta que ninguém está fazendo:
Lampião também usava chapéu de couro. Era herói ou bandido?
O Rei do Cangaço é, até hoje, a figura mais notória do cangaço, com todas as controvérsias em torno de sua história. Transcendeu os fatos para se tornar um ícone da identidade nordestina. Para uns, justiceiro. Para outros, criminoso. Historiadores divergem até hoje.
Ou seja: o chapéu nunca definiu ninguém.
O que define um político não é o acessório que usa na cabeça. É o que carrega dentro dela. E em certos momentos fica a dúvida se estão carregando alguma coisa que não seja os miolos faltando apertar os parafusos.
Enquanto Rogério Marinho e Allyson Bezerra discutem a autenticidade de um símbolo, o RN segue esperando saúde, segurança, estrada e emprego.
O chapéu de couro foi feito para proteger do sol. Não para esconder a ausência de projeto.
Olha só a bomba que estourou nos bastidores da política de Mossoró, daquelas de deixar qualquer um de queixo caído. Sabe aquela história que todo mundo comentava da “matemática de Mossoró”, com aquele rolo todo de esquema de propina na casa dos 10%?
Pois é, a Polícia Federal deu um passo gigantesco e finalmente descobriu quem é a tal “Fátima” que aparecia nos documentos e conversas como uma das grandes beneficiadas desse esquema.
A surpresa foi enorme quando os agentes fecharam o cerco e identificaram que se trata de uma assessora de comunicação. Para piorar a situação de quem está no poder, ela foi nomeada diretamente pelo ex-prefeito Allyson Bezerra lá no começo de 2024, através da Portaria número 157. O negócio é tão sério e as investigações avançaram tanto que a repercussão bateu forte lá nos tribunais superiores.
O desembargador federal Rogério Filho, que está cuidando do caso no Tribunal Regional Federal da 5ª Região, bateu o martelo e decidiu manter toda a papelada da Operação Mederi sob o comando dele. O Ministério Público Federal até tentou mandar o processo de volta para a primeira instância, aqui para a justiça local, mas o magistrado negou o pedido na hora, mostrando que o caso ganhou uma proporção enorme.
Com tudo isso vindo à tona, a cidade inteira começou a se fazer uma pergunta que não quer calar e que está tirando o sono de muita gente grande: será que tem ou teve algum familiar de “Fátima” exercendo cargo no alto escalão da prefeitura de Mossoró e pessoa de confiança do ex-prefeito Allyson Bezerra?
O prefeito do município de Serra do Mel, Kênio Azevedo assinou e encaminhou à Câmara Municipal o Projeto de Lei nº 012/2026, que garante o reconhecimento do tempo de serviço dos servidores públicos municipais que ficou suspenso durante a pandemia de Covid-19.
O período contemplado vai de maio de 2020 a dezembro de 2021, intervalo em que progressões funcionais foram interrompidas em todo o país. Com a aprovação do projeto, esse tempo voltará a ser computado para fins de anuênios, triênios, quinquênios e licença-prêmio.
A proposta já está adequada à legislação federal vigente, e a gestão municipal solicitou à Câmara que a votação ocorra em Regime de Urgência Especial.
Uma vez aprovado e publicado, o setor de Recursos Humanos da Prefeitura dará início imediato à atualização dos prontuários funcionais, com os efeitos financeiros valendo já na folha do mês seguinte.
“Esse é o nosso compromisso. Fazer justiça e valorizar quem faz a máquina pública de Serra do Mel funcionar todos os dias”, destacou o prefeito Kênio ao anunciar o projeto aos servidores.
A medida beneficia servidores efetivos do município e representa um avanço concreto na política de valorização do funcionalismo público municipal, encerrando uma pendência que se arrastava desde os anos mais críticos da pandemia.
Com Fátima fora da disputa e PDT lançando nome próprio, a segunda vaga virou um triângulo sem definição
O Rio Grande do Norte elegerá dois senadores em outubro. Uma vaga parece encaminhada. A outra está longe de ser definida. E a grande novidade desta semana mudou o tabuleiro do campo progressista de vez.
STYVENSON É O FAVORITO QUE VIROU PRAGMÁTICO
A pesquisa mais recente do Instituto Seta, realizada entre os dias 31 de março e 2 de abril de 2026 com 1.500 eleitores, coloca Styvenson Valentim (PSDB) em primeiro lugar com 41,7% na primeira opção de voto — uma vantagem que torna sua reeleição o cenário mais provável.
Mas o Styvenson de 2026 não é o mesmo de 2018. Estreou na política surfando na onda do antipetismo e do voto antissistema. Depois de tentar o governo em 2022 e ficar em terceiro, virou pragmático, se aproximou do establishment e passou a jogar pelas regras que antes criticava. Funcionou eleitoralmente. Custou identidade.
A GRANDE VIRADA QUANDO FÁTIMA NÃO SAI
O cenário da disputa pelo Senado girou 180 graus quando a governadora Fátima Bezerra decidiu concluir o mandato sem disputar as eleições. O que parecia certo, uma dobradinha Fátima e Styvenson dominando as duas vagas, virou campo aberto.
Com Fátima fora, o PT lançou Samanda Alves, vereadora de Natal, como candidata. Nas pesquisas mais recentes, Samanda aparece com apenas 7% das intenções de voto. É uma candidatura de missão. Ou seja, representar o legado de Fátima e manter o PT na corrida majoritária. Difícil transformar isso em cadeira.
RAFAEL MOTTA ENTRA E MUDO TUDO
O PDT oficializou o ex-deputado federal Rafael Motta como pré-candidato ao Senado, com o ex-senador e ex-presidente da Petrobras Jean Paul Prates como primeiro suplente, sob um modelo chamado de “mandato compartilhado”, em que titular e suplente dividem responsabilidades ao longo dos oito anos de mandato.
A aposta tem fundamento eleitoral. Em 2022, Rafael Motta já disputou o Senado e obteve mais de 300 mil votos em uma campanha considerada independente, sem o apoio de grandes coligações — desempenho visto dentro do PDT como ativo político relevante.
Há, porém, um lado incômodo dessa história. O próprio Rafael Motta admitiu que sua candidatura em 2022 pode ter contribuído para a fragmentação do eleitorado progressista, culminando com a vitória do senador bolsonarista Rogério Marinho. Agora ele volta, desta vez alinhado ao campo que fragmentou. A contradição existe e merece ser dita.
ZENAIDE ENTRE DOIS MUNDOS
A senadora Zenaide Maia (PSD) disputa a reeleição, mas num território de ambiguidade permanente. Embora seja vice-líder do governo Lula no Senado, Zenaide se aproximou do pré-candidato ao governo Allyson Bezerra, adversário declarado de Fátima Bezerra no campo estadual, marcando um rompimento com o PT a nível local.
Nas pesquisas, ela aparece com 19,1% na primeira opção de voto, em segundo lugar, mas num patamar que ainda não garante nada.
O QUADRO REAL
O campo da direita tem Coronel Hélio (PL), sem estrutura suficiente para ameaçar as posições à frente. O campo progressista chegou fragmentado: PT com Samanda, PDT com Rafael Motta. Se os dois avançarem divididos até outubro, o risco de se cancelarem mutuamente é real, e o RN já viu esse filme antes, em 2022.
A segunda vaga ao Senado está genuinamente em aberto. Styvenson leva a primeira quase com certeza. O segundo assento será disputado por Zenaide, Rafael Motta e Samanda, e o resultado vai depender de como os palanques ao governo se definem nos próximos meses.
Política se faz com tempo. E o tempo ainda está correndo.
Pesquisas recentes mostram Allyson à frente, mas os números escondem fragilidades de todos os lados.
O Rio Grande do Norte a pré-campanha começa a esquentar. Três nomes seguem como protagonistas da disputa pelo Palácio de Despachos: Allyson Bezerra (União Brasil), Álvaro Dias (PL) e Cadu Xavier (PT). Cada um com seus ativos. Cada um com suas contradições.
ALLYSON LIDERA, MAS NÃO CONVENCE
Pesquisa do Instituto Seta, realizada entre os dias 31 de março e 2 de abril de 2026, com 1.500 eleitores, aponta Allyson Bezerra liderando com 39,4% das intenções de voto no cenário estimulado.
Na espontânea - aquele que mede o que o eleitor pensa sem ser induzido -, o percentual cai para 29,5%, o que já revela que parte da força de Allyson depende do reconhecimento do nome, não necessariamente de adesão convicta.
O problema estrutural do ex-prefeito de Mossoró é político, não eleitoral. Seu palanque é sustentado pelas duas mais antigas e tradicionais oligarquias do Rio Grande do Norte: Maia e Alves. Sua campanha será coordenada pelo ex-senador José Agripino Maia, que governou o RN por três vezes.
Allyson, como sempre fez e joga duplamente, tenta se vender como alternativa ao lulismo e ao bolsonarismo, mas carrega nas costas exatamente o passado que diz querer superar. Difícil ser “o novo” quando os velhos controlam sua agenda.
ÁLVARO APOSTOU NA POLARIZAÇÃO E PODE ESTAR CERTO
O pré-candidato Álvaro Dias afirmou que a disputa estadual de 2026 deve ser marcada pela polarização ideológica entre direita e esquerda, e que neste cenário, em um eventual segundo turno, aceitaria o apoio de Allyson Bezerra. Aqui a declaração é reveladora, pois Álvaro já se posiciona para o segundo turno antes do primeiro. Seria uma aposta calculada?
Na pesquisa Veritá, realizada entre 29 de março e 4 de abril de 2026 com 1.220 eleitores, Álvaro aparece como o nome mais lembrado espontaneamente, à frente de Allyson e Cadu, e tecnicamente empatado na liderança no cenário estimulado, com 27,5%. Dois institutos, dois cenários distintos. Isso por si só já diz algo sobre a fluidez desse eleitorado.
CADU AVANÇA, MAS AINDA É DECONHECIDO
O candidato do PT parte de uma desvantagem estrutural, pois nunca disputou uma eleição. Em entrevista recente, Cadu Xavier classificou Álvaro Dias como “representante da extrema direita” e Allyson Bezerra como “bolsonarista enrustido”, elevando o tom da pré-campanha e deixando claro que sua estratégia passa pela polarização ideológica.
A tática tem lógica. Se a eleição virar um duelo entre esquerda e direita, Cadu precisa ser o polo esquerdo mais reconhecível. Os dados mais recentes mostram Cadu reduzindo a distância e entrando de vez na briga direta com Allyson pelo segundo lugar. Mas crescer nas pesquisas é diferente de construir voto. O PT do RN sabe disso.
O que o eleitor quer e o que os candidatos oferecem
Há um descompasso evidente entre o que a população sinaliza e o que os candidatos entregam. 65% dos eleitores do RN desaprovam o governo atual de Fátima Bezerra, e 51% preferem mudanças profundas.
Isso deveria beneficiar a oposição. Mas qual oposição? Allyson é financiado pelas oligarquias de sempre. Álvaro representa o bolsonarismo local. Nenhum dos dois é exatamente “mudança”.
Cadu, por outro lado, defende continuidade num estado onde a maioria quer ruptura. O paradoxo é real.
A conclusão é que ainda é cedo. E isso importa
A eleição é em outubro. Faltam meses de articulações, convenções e definições de vice. O quadro pode mudar.
O que não muda é a percepção de que o RN chegou em 2026 sem um favorito que convença, sem uma oposição unida e com um eleitorado desconfiado de todos os lados.
Em Serra do Mel, reforma de escola não é só pintura ou troca de telhado. Na Vila Amazonas, a nova estrutura entregue pela gestão municipal nesta sexta-feira, 24, mostra que investir em educação é ir além do básico.
Assim como já foi feito nas vilas Alagoas e Mato Grosso, a Administração Municipal decidiu não aceitar o “muito bom” e apostou em um padrão mais elevado. A escola foi ampliada, recebeu melhorias estruturais e passou a oferecer um ambiente mais moderno, confortável e adequado para alunos e profissionais da educação.
O resultado é uma unidade que se destaca pela qualidade, com salas bem estruturadas e espaço pensado para o aprendizado. Para as famílias, a mudança já representa mais segurança e confiança. A percepção é de que os estudantes agora têm acesso a uma escola que não deve nada a instituições particulares de grandes centros.
Durante a entrega, o prefeito Kênio Azevedo destacou o propósito da obra. “Não fizemos uma reforma comum. Ampliamos para ser a melhor, porque nossos alunos não são comuns, eles são o futuro de Serra do Mel. Aqui não é promessa, é realidade que se vê. Quando falarem de educação no nosso estado, a Serra do Mel será referência”, disse o prefeito.
A secretária de Educação, Milane Azevedo, também ressaltou o impacto da iniciativa. “Essa entrega representa um novo momento para a educação do município. Tudo planejado com muito carinho e amor. Estamos investindo em estrutura, mas principalmente em dignidade e oportunidade para nossos alunos aprenderem mais e melhor”, pontuou Milane.
O ex-presidente da Associação dos Moradores da Vila Amazonas, José Varela, disse que ao entrar na escola e se deparar com toda a estrutura, salas climatizadas, mesas e cadeiras novas, computadores “deu até vontade de voltar a ser criança novamente só para estudar nessa escola”, disse arrancando risos e aplausos dos populares presentes.
A nova escola já está em funcionamento e disponível para toda a comunidade escolar. A gestão municipal reforça que o investimento em educação segue como prioridade, com novas obras em andamento e projetos que devem ampliar ainda mais a qualidade do ensino em Serra do Mel.
O Brasil dos anos 1800 nos relegou indivíduos importantes em sua paisagem humana. Pessoas cuja imagem junto ao grande público passeou entre o mitológico e o fantástico; o lendário e o inimaginável; o religioso e o fantasmagórico, o heroico e o criminoso.
Seres cujos fazeres, para o bem e/ou para o mal, os fizeram figurar no panteão dos grandes personagens da história nacional, saltando, muitas vezes, do anedótico para o fático; do prosaico para o extraordinário; do vulgar para o excepcional.
Jesuíno Brilhante é um desses indivíduos. Com uma trajetória marcada na historiografia criminal do século XIX como um dos mais importantes nomes do banditismo que predominou no sertão nordestino daquela época, Jesuíno Brilhante dividiu opiniões, mobilizou narrativas, inspirou a cultura popular e se firmou, ao mesmo tempo como protagonista e antagonista do principal enredo utilizado para lembrar um dos tempos mais difíceis de vivência numa das mais áridas e pobres regiões do país: a criminalidade.
Foi esse personagem que atraiu o olhar do professor-doutor Francisco Linhares Fonteles Neto ao empreender, durante uma década, pesquisas sobre o banditismo. O resultado dos estudos fez Linhares nos legar um livro que não tardará a compor as fileiras das obras canônicas da história social do crime.
Mossoró recebe, a partir deste sábado, 25, a II Etapa do Campeonato Potiguar de Tênis de Mesa 2026. A competição integra o calendário oficial da modalidade no Rio Grande do Norte e reunirá atletas com idade entre 9 e 70 anos no Ginásio Poliesportivo do Sest Senat, com programação também no domingo (26), sempre a partir das 8h.
Promovido pela Federação Potiguar de Tênis de Mesa (FPoTM), com apoio da Associação Mossoroense de Tênis de Mesa (AMTM) e do Sest Senat Mossoró, o evento recebeu mais de 200 inscrições. Ao todo, serão 319 jogos ao longo dos dois dias de competição, tanto nas categorias individuais como em duplas.
As disputas contemplam divisões por faixa etária, no ranking, e por nível técnico, nos absolutos. A competição reúne praticantes com idades entre 9 e 70 anos e conta pontos para o ranking nacional da Confederação Brasileira de Tênis de Mesa (CBTM).
O evento é aberto ao público, com entrada gratuita nos dois dias de programação.
Mais informações sobre a II Etapa do Campeonato Potiguar de Tênis de Mesa 2026 podem ser consultadas na página oficial do evento, no endereço: https://www.cbtm.org.br/evento/detalhe/63248.
A relação de inscritos, grupos e programação do evento individual olímpico pode ser conferida clicando aqui.
A relação de inscritos, grupos e programação do evento de duplas olímpicas (masculinas e femininas) pode ser conferida clicando aqui.
Já a relação de inscritos, grupos e programação do evento de duplas mistas olímpicas pode ser conferida clicando aqui.
RESUMO
O quê? II Etapa do Campeonato Potiguar de Tênis de Mesa 2026;
Organização? Federação Potiguar de Tênis de Mesa (FPoTM) com apoio da Associação Mossoroense de Tênis de Mesa (AMTM) e Sest Senat Mossoró;
Quando? Dias 25 e 26 de abril de 2026 (sábado e domingo), a partir das 8h;
Onde? Ginásio Poliesportivo do Sest Senat – Rua Mte. Baltazar Linhares, 2 - Vingt Rosado, Mossoró - RN, 59626-550; Entrada? Gratuita.
Parlamentares da oposição na Câmara dos Deputados anunciaram na segunda-feira (20) que pretendem protocolar um pedido de impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes.
Na mesma segunda-feira, Gilmar Mendes enviou uma representação ao ministro Alexandre de Moraes pedindo a investigação de Zema por compartilhar, nas redes sociais, um vídeo com conteúdo satírico sobre integrantes da Corte.
Em nota publicada nas redes sociais, Gilberto Silva afirmou que a oposição vê com preocupação a medida, por entender que pode abrir “um precedente grave”.
“Um ex-chefe do Poder Executivo estadual passa a ser alvo de investigação por expressar opinião política. A crítica institucional, elemento essencial da democracia, passa a ser tratada como infração”, escreveu o parlamentar.
O pedido de investigação ocorreu após Zema divulgar um vídeo que simula uma conversa entre dois bonecos representando os ministros Dias Toffoli e Gilmar Mendes.
No conteúdo, Toffoli pede a anulação de quebras de sigilo relacionadas à sua empresa, aprovadas na CPI do Crime Organizado do Senado, e, em tom irônico, o personagem de Gilmar condiciona a decisão a um benefício pessoal.
A movimentação política no interior do Rio Grande do Norte começa a desenhar um cenário claro. O PT está avançando sobre bases que, até então, eram consideradas consolidadas do MDB e do União Brasil.
Na prática, prefeitos têm ignorado orientações partidárias e optado por alianças construídas no dia a dia da gestão, o que enfraquece diretamente a articulação do vice-governador Walter Alves em torno do projeto de Allyson Bezerra.
Mesmo com o discurso de força, baseado no número de prefeitos filiados ao MDB, a realidade mostra outro caminho. Gestores municipais estão tomando decisões independentes, priorizando parcerias administrativas e resultados concretos.
No Alto Oeste, o movimento ficou evidente. As prefeitas Jéssica Amorim, de Almino Afonso, e Ludmila Amorim, de Rafael Godeiro, seguiram caminhos distintos na disputa estadual, cada uma alinhada a projetos diferentes, de acordo com suas articulações locais.
Em Patu, o prefeito Ednardo Moura reforçou esse cenário ao declarar apoio ao grupo liderado pelo PT, destacando os investimentos e ações do Governo do Estado no município. A decisão expõe uma divisão interna no MDB e enfraquece o discurso de unidade.
O avanço petista, no entanto, não se limita ao MDB.
Prefeitos de partidos que, em tese, estariam no campo político de Allyson também começam a migrar. Em Baraúna, a prefeita Divanize Oliveira (PSD), ligada à base aliada do União Brasil, confirmou apoio ao grupo do PT. Em Martins, o prefeito César Móveis (PSB) adotou a mesma posição.
Até dentro do União Brasil já há sinais de ruptura. O prefeito de São Rafael, Canindé da Farmácia, declarou apoio ao projeto alinhado ao PT, evidenciando que a disputa ultrapassa as siglas e passa pela capacidade de articulação e presença nos municípios.
O que se desenha é um movimento estratégico do PT, ocupando espaços onde antes havia domínio de outros grupos políticos, dialogando diretamente com prefeitos e fortalecendo sua base no interior.
No fundo, o cenário revela uma mudança onde os apoios estão sendo definidos menos por partido e mais por entrega, presença e relação com os municípios.
A Caixa Econômica Federal paga nesta segunda-feira, (20) a parcela de abril do Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 3.
O valor mínimo corresponde a R$ 600, mas com o novo adicional o valor médio do benefício sobe para R$ 678,22. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, neste mês o programa de transferência de renda do Governo Federal alcançará 18,9 milhões de famílias, com gasto de R$ 12,8 bilhões.
Além do benefício mínimo, há o pagamento de três adicionais. O Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses de idade, para garantir a alimentação da criança.
O Bolsa Família também paga um acréscimo de R$ 50 a gestantes e nutrizes (mães que amamentam), um de R$ 50 a cada filho de 7 a 18 anos e outro, de R$ 150, a cada criança de até 6 anos.
No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.