Após curtir um encontro romântico com sua esposa Ary Mirelle, 24, o cantor João Gomes, 23, confirmou na manhã desta sexta-feira (24) que está hospitalizado com um quadro de influenza.
Na tarde de ontem, o artista deveria ter viajado a Salgueiro, em Pernambuco, região na qual ele performaria na noite de hoje. Logo em seguida, ele deveria seguir para Riachão do Jacuípe, onde daria sequência à agenda de shows no sábado (25).
"Após avaliação médica e confirmação do diagnóstico de influenza, foi orientado que o artista permaneça em repouso, mantenha adequada hidratação, cumpra integralmente o tratamento prescrito e suspenda temporariamente apresentações, ensaios e demais compromissos presenciais", afirma o comunicado.
"A retomada das atividades ocorrerá somente após melhora clínica significativa, pelo menos 48 horas após a remissão da febre e mediante nova avaliação médica", finaliza a publicação, que ainda agradece a compreensão dos fãs, contratantes e parceiros.
Posteriormente, o cantor ainda adicionou em seu perfil uma foto do atestado médico concedido pela equipe do hospital para confirmar a veracidade do quadro clínico. Ao que tudo indica, as próximas apresentações de Gomes, agendadas para o começo de agosto, devem se manter, e não há mais informações sobre uma possível reposição dos shows cancelados.
O Brasil registrou 40.775 mortes violentas em 2025. O número representa uma queda de 8,4% em comparação com o ano anterior e marca o menor índice de toda a série histórica do levantamento, consolidando uma tendência de redução que vem se mantendo firme desde 2018.
Essa contagem engloba crimes como homicídios dolosos, latrocínios e feminicídios. Quando a gente abre esses dados pra olhar os detalhes, o cenário mostra duas realidades bem diferentes.
A meta batida e o lado sombrio dos dados
Por um lado, o país conseguiu alcançar a meta de redução de homicídios dolosos que tinha sido traçada lá em 2021. É um avanço gigante para a segurança pública.
Por outro lado, o levantamento acende um sinal vermelho sério: o Brasil bateu recorde nos casos de feminicídio. Foram 1.571 mulheres mortas pelo fato de serem mulheres em 2025, o que significa um aumento de 4% em relação a 2024.
Desigualdade racial e regional no mapa da violência
A pesquisa também escancara como a violência atinge os brasileiros de formas muito desiguais:
80% das vítimas de mortes violentas no país são pessoas negras.
Sete estados caminharam na contramão do resultado nacional e registraram alta no número de mortes.
Olhando o cenário global
Pra ter uma ideia do tamanho desse desafio em nível mundial, a taxa global de homicídios intencionais gira em torno de 6 mortes para cada 100 mil habitantes.
Aqui no Brasil, mesmo com toda a queda recente, a gente ainda ostenta uma média de 19 mortes por 100 mil habitantes, mantendo o país no topo do ranking com o maior número absoluto de assassinatos do planeta.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia não participar de nenhum debate televisivo no primeiro turno das Eleições 2026. A estratégia divide aliados entre os que temem desgaste de imagem por ausência e os que preferem evitar a exposição do petista, que seria o único nome de esquerda no palco diante de adversários de direita como Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Renan Santos.
A tática de reeleitos de evitar confrontos na primeira etapa não é inédita e já foi adotada pelo próprio Lula em 2006 e por Fernando Henrique Cardoso em 1998. A cautela se apoia nos dados mais recentes do Datafolha, que mostram o presidente na liderança do primeiro turno com 40% das intenções de voto, contra 28% de Flávio Bolsonaro — em um eventual segundo turno, o placar aponta 45% a 37%.
O impasse imediato está no debate da TV Bandeirantes, marcado para 16 de agosto, mesma data prevista para o lançamento da campanha do presidente. Aliados debatem se adiam o ato para garantir a presença de Lula na TV ou se mantêm o evento oficial para justificar o não comparecimento ao confronto.
A advocacia brasileira passa a contar com o reconhecimento expresso, no Estatuto da Advocacia e da OAB, da natureza alimentar dos honorários contratuais. A previsão consta na Lei 15.472/2026, publicada nesta terça-feira (22/7) pela Presidência da República, que reconhece expressamente a natureza alimentar dos honorários advocatícios, sejam eles convencionados, fixados ou arbitrados judicialmente ou de sucumbência.
“A publicação desta lei representa o reconhecimento de uma reivindicação histórica da advocacia brasileira. Ao incluir expressamente os honorários contratuais no Estatuto da Advocacia, o Legislativo e o Executivo conferem maior segurança jurídica à remuneração profissional e fortalecem uma garantia essencial para o exercício independente da advocacia”, disse o presidente do Conselho Federal da OAB, Beto Simonetti.
A nova legislação tem origem no Projeto de Lei 850/2023, apresentado pelo senador Carlos Portinho (PL-RJ), cuja tramitação contou com a atuação da OAB Nacional em defesa da proposta junto ao Congresso.
Embora o Código de Processo Civil já previsse, desde 2015, a natureza alimentar dos honorários advocatícios, parte da jurisprudência passou a reconhecer essa proteção apenas para os honorários de sucumbência.
Na prática, os honorários contratuais, ajustados entre advogado e cliente, nem sempre recebiam o mesmo tratamento. A alteração promovida pela nova lei incorpora esse entendimento ao Estatuto da Advocacia e da OAB e explicita que a natureza alimentar alcança todas as modalidades de honorários previstas na legislação.
Outras alterações
Além de acrescentar o
§ 9º ao artigo 22 do Estatuto da Advocacia, a Lei 15.472/2026 altera o
artigo 24 para reforçar que a decisão judicial que fixa ou arbitra
honorários e o contrato escrito que os estipula constituem títulos
executivos e créditos privilegiados em processos de falência,
recuperação judicial e extrajudicial, concurso de credores, insolvência
civil e liquidação extrajudicial.
Há quem jure de pé junto que o trecho que liga a BR-110 ao município de Serra do Mel é a RN-011. Outros afirmam que esse acesso nunca foi oficialmente reconhecido como uma rodovia estadual. Mas quer saber a verdade? Oficializado ou não, o que o motorista encontra ali não é uma estrada, é um teste de sobrevivência.
A buraqueira ao longo do percurso já é patrimônio do descaso, com crateras tão grandes e organizadas que parece que o condutor precisa escolher em qual delas vai preferir cair.
Nesta terça-feira, 14 de julho, quem passou pelo local avistou funcionários da construtora CLC "arregaçando" os buracos para aplicar o manjado e velho "tapa-buraco".
E convenhamos: uma maquiagem barata. Todo mundo sabe que essa gambiarra é apenas um paliativo que mal vai aguentar até o final do ano — isso se durar alguns meses —, antes que as mesmas crateras voltem a engolir os pneus e a paciência de quem trafega por ali.
Diante dessa novela que se repete ano após ano, qual é o papel da classe política? O próximo passo urgente não pode ser apenas aplaudir remendo de asfalto. É preciso união para brigar pelo óbvio: o reconhecimento definitivo desse acesso como uma RN e a cobrança firme por uma reconstrução de verdade, com uma nova camada asfáltica de qualidade e a implantação de acostamento, que hoje simplesmente não existe.
Serra do Mel não é uma cidade qualquer; é uma potência produtiva. É por esse acesso precário que se escoa a riqueza da terra e das cidades vizinhas. Tratar essa estrada com desleixo e paliativos é travar o desenvolvimento da economia e colocar a vida do povo em risco diário.
Passou da hora de uma solução definitiva, porque o povo de Serra do Mel cansa de promessa e de asfalto sonrisal.
Na noite desta segunda-feira, 6, o pré-candidato a deputado estadual Bibiano (MDB) esteve no bairro Belo Horizonte em uma reunião produtiva com amigos do ex-vereador Isaac da Casca.
O encontro foi a oportunidade perfeita para Bibiano apresentar sua trajetória de quem já governou e mostrar que está pronto para representar Mossoró e todo Rio Grande do Norte na Assembleia Legislativa.
Bibiano conhece a força do bairro Belo Horizonte e não foi até lá para prometer o impossível, mas para discutir soluções práticas para um bairro que abriga quase 30 mil habitantes.
Com a experiência de quem já tirou projetos do papel, ele defendeu duas bandeiras urgentes para a região, como a instalação de um Restaurante Popular, para garantir dignidade e economia aos trabalhadores, e a construção de quadras poliesportivas nas escolas estaduais da área.
“Sempre fiz política ouvindo o povo. Aqui no Belo Horizonte, as reivindicações são claras e o trabalhador precisa de alimentação acessível e nossas crianças, jovens e adultos precisam de espaço para o esporte”, destacou Bibiano.
A recepção calorosa e o diálogo franco reforçaram o que muita gente já sente, de que Bibiano é o nome que une o preparo técnico de quem já foi prefeito com a sensibilidade de quem entende o que o dia a dia do mossoroense e dos norte-rio-grandenses precisa. É um nome de confiança para quem quer ver a região, de fato, com mais força e trabalho sério na Assembleia.
O bolso do cidadão vai sentir o peso do atual momento econômico do país. As empresas públicas brasileiras estão enfrentando o pior desempenho fiscal de toda a história, com as estatais monitoradas pelo Banco Central fechando os primeiros cinco meses de 2026 mergulhadas no vermelho.
O déficit acumulado no período já atinge a marca de R$ 7,4 bilhões, um valor que impressiona por superar, em pouco tempo, todo o prejuízo registrado ao longo do ano de 2025 inteiro, que fechou em R$ 5,9 bilhões, além de representar o dobro do buraco verificado no mesmo intervalo do ano passado.
Grande parte desse rombo histórico está diretamente ligada à situação financeira dos Correios. Para tentar cobrir o seu saldo devedor, a estatal precisou recorrer a um empréstimo bancário expressivo de R$ 10 bilhões, montante que sozinho responde por 78% de todas as operações de crédito que demandaram garantia da União.
Esse cenário das empresas públicas reflete um problema ainda mais profundo na economia nacional, que é o peso esmagador das taxas de juros. Somente no mês de maio, o setor público gastou R$ 107,5 bilhões apenas com o pagamento de juros, fazendo com que a conta acumulada nos últimos doze meses atinja a cifra de R$ 1,11 trilhão, o equivalente a 8,48% de tudo o que o país produz.
Ao analisar os dados por esfera de governo, fica claro que o governo federal é o principal responsável pelo resultado negativo, concentrando um déficit de R$ 5,9 bilhões por meio de suas estatais.
As empresas públicas estaduais também fecharam no vermelho, acumulando R$ 1,5 bilhão negativo no período, enquanto as estatais municipais aparecem como a única exceção positiva do levantamento, registrando um superávit de R$ 95 milhões.
É importante destacar que o cálculo oficial do Banco Central deixa de fora gigantes como a Petrobras, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e o BNDES, uma vez que essas companhias financeiras e de capital aberto concorrem diretamente no mercado e seguem regras muito parecidas com as do setor privado.
Quem abre as páginas do Jornal de Fato de hoje (4 de julho), dá de cara com um rosto novo que chega trazendo uma energia muito boa e necessária para a política.
Suyane Varela, que é pré-candidata a deputada federal pelo partido Novo, deu uma entrevista daquelas de encher de esperança, mostrando que conhece de verdade a realidade das ruas e os desafios que as mulheres enfrentam todos os dias.
Com formação em contabilidade e uma bagagem forte em gestão pública, Suyane não é nenhuma novata nos bastidores, pois já trabalha há mais de dez anos ajudando na parte técnica de grandes gestões.
Só que agora ela resolveu colocar o nome dela na frente da batalha por um motivo muito nobre, que é dar voz e vez para as mães solo, aquelas mulheres guerreiras que sustentam suas casas sozinhas e que quase nunca são lembradas pelos políticos tradicionais.
Durante a conversa com o jornalista César Santos na coluna Cafezinho, ela lembrou que o nosso estado é o terceiro do país com mais lares chefiados por mães solo, e que falta tudo para essas famílias, desde creches em tempo integral até oportunidades de emprego com horários mais flexíveis.
Além dessa bandeira tão forte, Suyane assume o compromisso de lutar para que Mossoró volte a ter aquela representatividade forte e legítima que a gente tanto precisa lá em Brasília, cobrando melhorias urgentes na segurança pública e na educação de toda a região Oeste.
Com muita humildade e os pés no chão, ela destacou que o projeto dela vem crescendo bastante e ganhando musculatura com parcerias importantes, mostrando que o partido Novo tem nomes capacitados e preparados para surpreender de verdade nessas eleições.
A pressa de setores da oposição no Rio Grande do Norte, em explorar politicamente a recente brincadeira do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que declarou em tom bem-humorado não conhecer "Cadu" para driblar restrições da legislação eleitoral, acabou resultando em um erro de cálculo estratégico.
Ao tentar desgastar a imagem de Cadu, do pré-candidato ao Governo do Estado, focando no episódio, a oposição falhou em observar as regras básicas de engajamento e atenção da era digital, transformando o ataque em um forte impulsionador para o próprio adversário.
Do ponto de vista estritamente estratégico e de marketing político, a investida gerou a validação imediata do nome. Internautas e eleitores que antes não tinham conhecimento sobre a figura de Cadu passaram a buscar ativamente informações sobre o personagem.
O episódio acabou por ativar a clássica narrativa de "Davi contra Golias". No cenário eleitoral, esse tipo de ofensiva desproporcional costuma produzir um efeito inverso no eleitorado, convertendo a agressão em simpatia espontânea ou despertando a curiosidade pública em torno do "desconhecido".
No marketing político, a máxima de que o oposto do afeto não é a rejeição, mas sim a indiferença, confirmou-se na prática. Ao centralizar as atenções na fala do presidente, a oposição retirou Cadu do "anonimato" e ofereceu a ele um palanque de grande alcance de forma gratuita, configurando a manobra como um verdadeiro tiro que saiu pela culatra.
Faltando apenas 95 dias para a abertura das urnas, o tabuleiro político do Rio Grande do Norte entra em sua fase mais crítica e decisiva.
Na região da Costa Branca, o sentimento de urgência tomou conta dos bastidores, tendo eme vista que a região, é um dos motores econômicos do estado no sal, turismo e agronegócio, e não quer mais amargar a falta de uma voz legítima e forte na Assembleia Legislativa.
Nesse cenário de contagem regressiva, a pré-candidatura de Bibiano, ex-prefeito de Serra do Mel, ganha contornos de "voto útil" regional. Movimentos de base e lideranças locais apontam que a dispersão de votos entre candidatos de fora, que só visitam as cidades nesta época, prejudica o desenvolvimento dos municípios.
Com o calendário apertando, o discurso de que a Costa Branca precisa votar em quem é da terra passa a ditar o ritmo das conversas nas calçadas e feiras livres, posicionando Bibiano como o polo de unificação regional.
A Secretaria Municipal de Educação de Serra do Mel celebra com grande entusiasmo a seleção do professor Dikson de Almeida Freire para a Missão de Trabalho PROEB Internacional, que acontecerá na Irlanda entre setembro e novembro de 2026.
Atuando com excelência há uma década e meia na rede pública municipal, Dikson desenvolve um trabalho fundamental na escola da Vila Paraná, unindo o ensino de História a temas cruciais como as mudanças climáticas.
Sua indicação para esse intercâmbio de dez semanas reforça o compromisso da gestão em valorizar o corpo docente e mostra que o conhecimento produzido na nossa zona rural tem relevância internacional.
"Para a nossa gestão, ver um educador da nossa terra alcançar esse espaço na Europa é uma validação de que estamos no caminho certo, apoiando quem transforma a realidade dos nossos alunos. O professor Dikson é um orgulho para Serra do Mel e um exemplo claro da força da escola pública", destacou Milane Azevedo, Secretária de Educação.
As prefeituras brasileiras recebem um reforço significativo no caixa com o pagamento da segunda parcela do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), somado ao repasse extra de 1%, que totaliza R$ 9,9 bilhões.
Os recursos são 7,52% superiores aos registrados no mesmo período do ano passado e, segundo os dados divulgados, o volume transferido em 2026 já ultrapassa o total repassado durante todo o ano de 2025, apesar de o exercício ainda não ter sido concluído.
O novo repasse representa um importante incremento financeiro para os municípios, ampliando a capacidade de investimento e manutenção dos serviços públicos. O valor adicional de 1% do FPM, aliado à segunda parcela do fundo, fortalece os cofres das prefeituras em todo o país.
Os números mostram um crescimento de 7,52% em relação ao mesmo período do ano anterior. Além disso, o montante acumulado de recursos transferidos em 2026 já supera o total registrado ao longo de 2025, evidenciando um aumento na arrecadação e nos repasses constitucionais.
Mesmo diante do cenário de crescimento nas transferências, ainda há prefeitos que seguem reclamando da situação financeira dos municípios e das dificuldades para manter o equilíbrio das contas públicas.
A possibilidade de o salário mínimo brasileiro alcançar a marca de R$ 2.020 nos próximos anos tem despertado a atenção de trabalhadores, aposentados e beneficiários de programas sociais em todo o país.
A estimativa foi apresentada pelo governo federal no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO), documento que reúne as previsões econômicas e fiscais para os anos seguintes e inclui projeções para a evolução do piso nacional.
Atualmente, o salário mínimo está fixado em R$ 1.621. O valor é utilizado como referência para diversas remunerações e benefícios, impactando diretamente milhões de brasileiros. Entre os pagamentos vinculados ao piso nacional estão aposentadorias e pensões do INSS, seguro-desemprego e abono salarial. Por esse motivo, qualquer reajuste gera reflexos tanto na renda da população quanto nas contas públicas.
Embora a projeção de um salário mínimo de R$ 2.020 exista, ela está prevista apenas para 2030 e ainda depende do comportamento da economia nos próximos anos. O cálculo considera reajustes anuais próximos de 5%, levando em conta fatores como a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).
No entanto, o valor projetado não é definitivo. Isso porque as regras do novo arcabouço fiscal limitam o ganho real do salário mínimo — ou seja, o aumento acima da inflação — a uma faixa entre 0,6% e 2,5%. Com essa restrição, integrantes da equipe econômica estimam que o piso nacional possa atingir cerca de R$ 1.926 em 2030, ficando abaixo da previsão inicial de R$ 2.020.
Segundo as projeções apresentadas no PLDO, a trajetória do salário mínimo deve ocorrer de forma gradual. Para 2027, a estimativa é de R$ 1.717. Em 2028, o valor previsto sobe para R$ 1.812. Já em 2029, a projeção é de R$ 1.913. Por fim, em 2030, o piso poderia alcançar R$ 2.020.
Apesar das previsões, é importante lembrar que os valores são apenas estimativas. O salário mínimo oficial de cada ano só é definido posteriormente, após a consolidação dos índices de inflação e demais indicadores econômicos que servirão de base para o reajuste.
Allyson Bezerra (UB) lidera a corrida ao Governo do Rio Grande do Norte com folga: 40% das intenções de voto quando seu nome aparece na cédula da pesquisa. Mas esse número conta só metade da história.
A outra metade, revelada pela modalidade espontânea da pesquisa Seta, expõe uma contradição reveladora, quando o eleitor precisa lembrar o nome por conta própria, sem qualquer indução, Allyson cai para 27,5%. Uma perda de 12,5 pontos percentuais que coloca uma lupa sobre a qualidade da sua liderança.
O levantamento ouviu 1.500 eleitores entre 15 e 17 de julho, com margem de erro de 2,5 pontos percentuais e confiança de 95%. Registros no TSE: RN-01712/2026 e BR-00738/2026.
O placar da estimulada
Quando os nomes são apresentados ao eleitor, o cenário é este:
Allyson Bezerra (UB)
40,0%
+2,0 p.p. desde maio
Álvaro Dias (PL)
24,2%
+1,4 p.p.
Cadu Xavier (PT)
12,9%
+2,0 p.p.
Dário Barbosa (PSOL)
0,8%
—
Robério Paulino (PSOL)
0,7%
—
Karlo Rodrigo (Avante)
0,7%
—
Branco / nulo
8,5%
—
Indeciso
12,2%
—
Os três principais nomes cresceram ao mesmo tempo. Isso é relevante: não houve migração de votos entre eles. O que está acontecendo é que mais gente está tomando conhecimento da disputa — o bolo de intenções está crescendo, não sendo redistribuído.
O teste de fogo: a espontânea
Aqui é onde o cenário fica mais revelador. Na modalidade em que o eleitor precisa lembrar o nome sem ajuda, a queda é expressiva:
Allyson: de 40,0% para 27,5% (−12,5 p.p.)
Álvaro: de 24,2% para 12,4% (−11,8 p.p.)
Cadu: de 12,9% para 7,9% (−5,0 p.p.)
E o dado mais gritante: 44,2% dos eleitores simplesmente não lembram de nenhum nome quando não são provocados.
Tradução: quase metade do eleitorado no RN ainda não tem um candidato fixado na cabeça. A marca dos três líderes ainda depende muito de lembrança induzida, não de enraizamento espontâneo.
Comparando o gap entre os três principais
Candidato
Estimulada
Espontânea
Queda
Interpretação
Allyson Bezerra
40,0%
27,5%
−12,5 p.p.
Liderança ampla, mas dependente de indução
Álvaro Dias
24,2%
12,4%
−11,8 p.p.
Patamar semelhante de fragilidade relativa
Cadu Xavier
12,9%
7,9%
−5,0 p.p.
Marca mais "colada", mas base ainda pequena
O dado curioso: Allyson e Álvaro têm gaps praticamente idênticos. Isso sugere que nenhum dos dois conseguiu, até agora, transformar presença política em memória eleitoral espontânea. Cadu, por outro lado, perde menos, o que indica que quem já o conhece, lembra dele naturalmente. O problema de Cadu é outro: pouca gente o conhece.
Por que o gap importa e por que ele pode ser fechado
O gap entre estimulada e espontânea é, na prática, uma medida de trabalho a ser feito. Ele representa o espaço entre:
O eleitor que reconhece o nome quando vê (estimulada)
E o eleitor que lembra do nome quando não está vendo (espontânea)
A campanha eleitoral — especialmente o horário gratuito em rádio e TV, o corpo a corpo e a cobertura da imprensa — existe justamente para fechar essa distância.
No caso de Allyson, a estratégia "167 razões" é a tentativa deliberada de acelerar esse processo. Se conseguir que o eleitor de Natal, Caicó ou São Gonçalo do Amarante lembre do nome sem ajuda, os 27,5% da espontânea tendem a subir, e a liderança se torna mais robusta.
Rejeição: o freio invisível
Álvaro Dias
14,9% de rejeição
Cadu Xavier
10,0%
Allyson Bezerra
7,2%
Álvaro lidera a segunda colocação, mas também lidera a rejeição. Isso funciona como um teto. Ou seja, mesmo que cresça nas intenções, pode encontrar um limite natural na resistência do eleitorado. Allyson, por outro lado, tem rejeição relativamente baixa, o que é vantajoso para consolidar votos, seja no primeiro ou no segundo turno.
A conta que define tudo: os 50%
Para vencer em primeiro turno no RN, um candidato precisa de mais de 50% dos votos válidos (ou seja, excluindo brancos e nulos). Recalculando os números estimulados nesse universo:
Allyson: 43,7%
Álvaro: 26,4%
Cadu: 14,1%
Mesmo no cenário mais otimista para o líder, faltam 6,3 pontos percentuais para fechar a conta. E os indecisos somam apenas 12,2%. Ou seja, mesmo que Allyson capturasse todos eles (hipótese improvável), ainda seria uma margem apertada.
Onde a eleição será decidida
Some os indecisos (12,2%) com brancos e nulos (8,5%): são 20,7% do eleitorado que ainda não tem lado definido na estimulada. Na espontânea, esse número salta para 51,2%.
Esse é o campo de batalha real da pré-campanha. Os próximos meses serão uma corrida para:
Fixar a marca na cabeça dos eleitores que ainda não lembram de nenhum nome
Reduzir a rejeição — especialmente para Álvaro, que tem o maior obstáculo nesse indicador
Converter indecisos sem perder a base já conquistada
O cenário mais provável
A leitura técnica dos números, até esse momento, aponta para um caminho relativamente claro. A saber:
Allyson Bezerra chega ao segundo turno como favorito, mas sem força para liquidar a disputa no primeiro. Álvaro Dias tem fôlego para passar à fase final, mas carrega rejeição alta que pode limitar seu crescimento. Cadu Xavier, com o menor gap entre estimulada e espontânea, é quem tem a marca mais "colada" — mas precisa crescer muito para entrar na briga pelo segundo lugar.
Na grande maioria das vezes, a engrenagem da classe política funciona olhando apenas para o próprio umbigo. O foco quase sempre está restrito ao projeto pessoal de poder e em como garantir a próxima eleição.
Até aí, nenhuma novidade, pois muitos consideram esse comportamento natural do jogo. No entanto, quando um partido, ou um grupo deles, entra em campo com o objetivo real de vencer uma eleição majoritária, o individualismo deveria dar lugar à inteligência de grupo. E é exatamente essa inteligência estratégica que parece estar em falta no Partido Liberal (PL) do Rio Grande do Norte.
Para entender o cenário atual, basta olhar friamente para o tabuleiro do estado. Hoje, o nome colocado como pré-candidato ao governo pelo grupo é o do ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias. Quando analisamos o jogo dos números e observamos as pesquisas de intenção de voto, a realidade se impõe: em raríssimos cenários ele aparece liderando.
Na maioria das vezes, Álvaro ocupa a segunda colocação, mas com um detalhe crucial: ele patina e não consegue sequer avistar o primeiro colocado na disputa. É um teto difícil de romper.
É aí que a falta de visão de grupo cobra o seu preço. O nome do momento, se o objetivo for competir de igual para igual e chacoalhar o processo eleitoral, não é o de Álvaro Dias. O nome que as ruas estão soprando se chama Cabo Deyvison, e os dados recentes servem justamente para escancarar essa realidade.
Mesmo figurando oficialmente como pré-candidato a deputado federal, Deyvison já aparece nas pesquisas como o quarto nome mais lembrado pelo eleitor potiguar, pontuando com força no meio de figuras tradicionais e parlamentares com mandato que vão buscar a reeleição.
É um desempenho espontâneo que não pode ser ignorado. Somado a esse recall político, há o peso do recente atentado sofrido pelo militar. Quer queiram, quer não, o episódio trágico acabou gerando uma enorme visibilidade pública e uma onda de solidariedade que se converte em capital político.
O teste de fogo para comprovar essa tese é muito simples e fica o desafio no ar: por que os institutos de pesquisa não colocam o nome de Cabo Deyvison nas simulações para o Governo do Estado nos próximos trabalhos de campo? Será que algum deles terá a coragem de testar o termômetro real das ruas?
Enquanto a provocação fica sem resposta, o PL do Rio Grande do Norte segue arriscando manter uma estratégia engessada, correndo o risco de ver um verdadeiro fenômeno eleitoral ser limitado aos planos proporcionais por pura miopia de liderança.