A Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern) firmou mais uma importante parceria com o Hospital da Mulher Parteira Maria Correia, em Mossoró. Através de uma iniciativa da professora da Faculdade de Ciências da Saúde (Facs/Uern), Dra. Rejane Holanda, residentes de medicina da Uern irão realizar exames de histeroscopia na unidade a partir da próxima segunda-feira, dia 09.
A ação irá colaborar para diminuir a fila de espera por este exame, que está em cerca de 900 pacientes na unidade. Uma demanda alta, uma vez que o Hospital da Mulher atende a população não apenas de Mossoró, mas de toda a região.
“Como professora da Uern, tivemos essa iniciativa para tentar diminuir a fila de espera pela histeroscopia, que não é um exame de preço acessível para todo mundo. Além disso, será mais um campo de estágio para nossos residentes de ginecologia e obstetrícia”, comentou a médica Rejane Holanda.
O exame de histeroscopia já é realizado na unidade há dois anos, mas terá esse reforço dos residentes da Uern, junto com a Dra. Rejane, oferecendo atendimentos todas as segundas-feiras, a partir das 14h. Para ter acesso, é preciso que a paciente seja encaminhada por uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e tenha a recomendação para realizar o exame.
O Computadores para Inclusão alcançou a marca de 1.942 equipamentos doados para o Rio Grande do Norte desde a criação do programa, em 2010. A iniciativa coordenada pelo Ministério das Comunicações já realizou entregas em 169 pontos de inclusão digital, principalmente em escolas públicas, ampliando o acesso à tecnologia e às oportunidades educacionais.
Em todo o Brasil, o programa Computadores para Inclusão atingiu a marca de 70 mil computadores doados para escolas públicas, associações e projetos voltados à capacitação de pessoas em informática. São mais de 700 mil pessoas com vidas transformadas no país, por meio do letramento digital e da capacitação profissional para atuar com novas tecnologias.
O programa tem como base a economia circular: equipamentos obsoletos de órgãos públicos são recondicionados em Centros de Recondicionamento de Computadores (CRCs), ganham nova vida e são destinados a escolas públicas, associações, centros socioeducativos, penitenciárias, comunidades indígenas e quilombolas, além de áreas rurais e remotas
Mais do que entregas, o Computadores para Inclusão construiu laboratórios de informática que ampliaram o acesso ao conhecimento digital para crianças, jovens, adultos e idosos, de Norte a Sul do país. Os próprios alunos dos cursos de capacitação dos CRCs realizam a recuperação das máquinas, adquirindo uma profissão e abrindo portas para o mercado de trabalho.
]A atuação do Ministério também contribui para a preservação do meio ambiente. Os CRCs já deram destinação adequada a mais de 11 mil toneladas de resíduos eletrônicos, ultrapassando a marca de 1,2 milhão de equipamentos descartados de forma sustentável.
O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) obteve a condenação de dois empresários acusados de induzirem dezenas de cidadãos por fraude em consórcio de veículos.
A sentença da Justiça potiguar confirmou a tese ministerial de que os réus, que são sócios da empresa Elite Negócios e Investimentos, de praticaram crimes contra as relações de consumo de forma continuada. A ação penal foi movida por meio da 24ª Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor de Natal.
Na acusação apresentada ao Judiciário, o MPRN detalhou que os denunciados atraíam vítimas através de anúncios falsos em redes sociais, oferecendo veículos com preços abaixo do mercado.
O MPRN demonstrou que a empresa prometia a aquisição imediata do bem mediante financiamento, quando, na realidade, o negócio tratava-se de um contrato de consórcio. A investigação apontou que as vítimas eram convencidas a pagar valores de entrada acreditando em promessas de entrega em prazos de sete a dez dias.
O MPRN reforçou que os denunciados utilizavam imagens de veículos retiradas de sites de terceiros, como o OLX, para simular propriedade sobre os bens anunciados. Durante o processo, o órgão ministerial apresentou provas de que os funcionários da empresa, sob gestão dos réus, dissimulavam a natureza do contrato.
O MPRN também evidenciou que os consumidores eram orientados a mentir em ligações de checagem feitas pela administradora para garantir que o esquema não fosse descoberto precocemente.
A materialidade dos crimes sustentada pelo MPRN baseou-se em boletins de ocorrência, prints de conversas de WhatsApp e contratos anexados ao inquérito policial.
O MPRN arrolou diversas testemunhas e vítimas que confirmaram o prejuízo financeiro e a ausência de recebimento dos veículos prometidos. A acusação destacou que o engodo não era um fato isolado, mas uma política de venda enganosa disseminada por toda a estrutura da dupla.
O Judiciário, ao acolher os pedidos do MPRN, considerou que os réus, como administradores, coordenavam diretamente a atividade fraudulenta. O Juízo ressaltou na decisão que a inclusão de termos técnicos nos contratos servia apenas para dar uma aparência de legalidade ao golpe aplicado verbalmente.
A sentença destacou a engenhosidade da operação coordenada pelos sócios, conforme denunciado pelo MPRN, o que justificou a aplicação de penas mais rigorosas.
Os empresários foram condenados, cada um, a cinco anos de reclusão e ao pagamento de trinta e cinco dias-multa. A Justiça potiguar determinou que o cumprimento inicial da pena ocorra em regime semiaberto, citando as circunstâncias judiciais desfavoráveis apontadas na denúncia. O valor de cada dia-multa foi fixado em um décimo do salário-mínimo vigente à época dos fatos criminosos.
Apesar da condenação, o juiz seguiu o entendimento de que os réus podem recorrer em liberdade, por não haver fatos novos que justifiquem a prisão imediata. Os condenados também deverão arcar com as custas processuais da ação movida pelo Estado.
O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), por intermédio da 2ª Promotoria de Justiça de Touros, recomendou que a equipe de policiamento de São Miguel do Gostoso combata à poluição sonora por meio do escapamento adulterado de motos e músicas em paredões de som.
O MPRN recebeu reclamações da população local sobre a prática de perturbação do sossego coletivo e destaca que casos como o de poluição sonora são classificados como crime ambiental.
As denúncias citavam paredões de som e o uso de escapamentos esportivos, chamados “estouros”, em motos na cidade. Por isso, a recomendação ressalta que o policiamento de São Miguel do Gostoso deve averiguar, in loco, os casos de denúncias.
Além disso, a equipe está autorizada a apreender veículos e instrumentos sonoros que incomodem o trabalho ou o descanso alheio, independentemente do horário da infração. Em casos de descumprimento da determinação policial, a equipe também pode realizar a atuação, com pena de detenção de 1 a 3 anos, somado a multa.
A equipe da Delegacia Regional da Polícia Civil em São Miguel deve adotar providências para fiscalizar e prevenir condutas abusivas e a partir das 22h a deve intensificar a fiscalização. Durante o dia, a tolerância fica condicionada às reclamações. J
á durante a noite não haverá tolerância para veiculação sonora em áreas residenciais acima dos limites estabelecidos em lei. O descumprimento das normas pode acarretar sanções severas aos infratores, que poderão ser conduzidos à Delegacia para a lavratura de Auto de Prisão em Flagrante ou Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO).
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Federal (PF) investigue a suspeita de monitoramento ilegal de integrantes do governo do prefeito do Recife, João Campos.
Sorteado relator do caso, o magistrado também ordenou a paralisação de uma apuração conduzida pelo Ministério Público de Pernambuco (MP-PE) enquanto o assunto é analisado em âmbito federal.
Segundo a gestão municipal, o alvo da suposta espionagem teria sido o secretário de Articulação Política e Social da prefeitura, Gustavo Queiroz Monteiro, e seu irmão, Eduardo, assessor do município. A acusação aponta que ambos teriam sido seguidos por agentes da Polícia Civil do estado, com a instalação de um rastreador em um dos veículos utilizados pelo secretário.
No despacho publicado na sexta-feira (30), Mendes afirmou que o monitoramento teria avançado também para o ambiente digital, com coleta de dados que incluiriam “rastreamento e o reconhecimento facial”.
“Não se trata, aqui, de apuração dirigida e fundamentada, mas de requisição massiva e horizontal de dados que, por sua abrangência e falta de delimitação, evidencia a prática típica, como dito, de ‘fishing expedition’”, escreveu o ministro.
A expressão fishing expedition se refere à chamada pesca probatória, prática considerada ilegal no Brasil por buscar, de forma ampla e sem delimitação, eventuais ilícitos atribuídos a um alvo.
O caso ganhou projeção após reportagem da TV Record, veiculada na semana passada, segundo a qual o rastreador teria sido instalado no carro de Gustavo Queiroz Monteiro em setembro do ano passado.
O Departamento Estadual de Trânsito do Rio Grande do Norte (Detran/RN) irá se adequar às novas regras do exame prático para obtenção da primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH), conforme o Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular, publicado pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), do Ministério dos Transportes, neste domingo (1º).
Inicialmente, o Detran/RN realizará a atualização técnica e a requalificação dos examinadores de trânsito, com base nas normas da Senatran. Após essa etapa, as novas diretrizes passarão a ser aplicadas nas avaliações práticas realizadas nas pistas de teste.
Entre as principais mudanças está a retirada da baliza como etapa autônoma e eliminatória. A manobra passa a integrar o estacionamento ao final do percurso, sem reprovação automática, priorizando a avaliação do desempenho do candidato em situações reais de trânsito.
O exame passa a ter foco no trajeto em via pública, considerando critérios como leitura do trânsito, respeito à sinalização, segurança nas conversões e mudanças de faixa, além da convivência com pedestres, ciclistas e outros veículos.
Outra alteração relevante diz respeito à pontuação. A avaliação passa a considerar exclusivamente as infrações previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), com pesos conforme a gravidade: leve (1 ponto), média (2), grave (4) e gravíssima (6). O limite para aprovação é de até 10 pontos, permitindo pequenos erros, desde que o candidato demonstre condução segura e controle do veículo.
O Detran/RN também informa que o exame pode ser realizado com veículo de transmissão automática, desde que esteja em conformidade com a legislação de trânsito e equipado com os itens obrigatórios.
Diante das mudanças, o órgão orienta que os candidatos priorizem comportamentos de direção segura, com domínio dos controles do veículo, uso correto de retrovisores e setas, ajuste adequado do banco e do volante, além de prática regular em vias públicas sob supervisão. Conhecimento da sinalização, atenção ao tráfego e respeito às normas de trânsito são fatores determinantes para um bom desempenho na avaliação prática.
O vice-governador do Rio Grande do Norte, Walter Alves, talvez precise comer um bom doce de pelo, lá de Angicos (terra dos Alves) procurar uma benzedeira ou, por via das dúvidas, pular umas 300 ondas no mar.
Desde que decidiu romper com o governo, anunciar que não assume a cadeira de governador em caso de renúncia de Fátima Bezerra, será pré-candidato a deputado estadual e entrar de cabeça no jogo sucessório, Walter Alves parece ter atravessado ou entrado num buraco negro.
Veja só: declarou apoio à pré-candidatura de Allyson Bezerra ao Governo do Estado. Indicou Hermano Morais como vice na chapa. Dias depois, a Polícia Federal amanheceu na porta do prefeito de Mossoró durante a Operação Mederi.
No mesmo dia, terça-feira (27), o prefeito de Itaú, filiado ao MDB, teve o mandato cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral.
No dia seguinte, o prefeito de Ielmo Marinho — também do MDB — foi preso em flagrante durante operação da Polícia Civil do Rio Grande do Norte.
Não dá nem para dizer “chuta que é macumba”.
Mas dá, sim, para alertar: se ligue, são sinais dos tempos!
Cuidado, Walter, do jeito que vai, o MDB corre o risco de caber inteiro dentro de um fusquinha.
Não é sobre a operação da Polícia Federal. É sobre narrativa. E, sobretudo, sobre como ela é construída e desmontada pelo próprio autor.
E, mesmo que soe redundante, é preciso começar do começo.
Para se eleger deputado, Allyson Bezerra construiu uma narrativa clara: o combate às oligarquias e aos poderosos da política potiguar. Convenceu. Foi eleito.
Na sequência, levou esse mesmo discurso para a disputa pela Prefeitura de Mossoró, tendo Rosalba Ciarlini como símbolo daquilo que dizia combater. Venceu. Governou. Se reelegeu. Está no cargo.
O tempo passou. E, com ele, a narrativa começou a se desfazer. Ao se aproximar justamente das forças políticas que antes classificava como oligarquias, Allyson Bezerra passou a negar, na prática, o discurso que o projetou. Esse movimento não é aleatório. Tem um objetivo claro e conhecido nos bastidores: a construção de um projeto para o Governo do Estado.
Até aqui, política. Alianças mudam. Discursos também. O problema surge quando a narrativa entra em contradição com ela mesma.
Após a deflagração da Operação Mederi, que incluiu diligência em sua residência, o prefeito passou a sustentar publicamente a narrativa de que a ação teria ocorrido em ano eleitoral e justamente no momento em que ele lidera pesquisas. Não acusa ninguém diretamente. Não aponta responsáveis. Mas sugere.
E é aí que a contradição se revela.
No mesmo dia, Allyson Bezerra compartilhou duas postagens: uma matéria da UOL e um comentário político exibido na GloboNews. Ambas reforçam a ideia de que ele seria uma ameaça ao PT no Rio Grande do Norte.
Ou seja: sem dizer nomes, a narrativa foi apresentada. Sem acusar formalmente, a sugestão foi feita. Sem sustentação jurídica, o discurso foi lançado.
Mais uma vez, a própria narrativa criada por ele não resistiu ao tempo.
Dessa vez, não durou nem 24 horas. É matemática, basta observar as postagens feitas no mesmo dia para perceber a incoerência.
O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) decidiu, de forma unânime, manter a cassação dos mandatos do prefeito e do vice-prefeito de Itaú, por abuso de poder político e econômico e prática de conduta vedada nas Eleições de 2024.
O caso foi analisado nos Embargos de Declaração no Recurso Eleitoral nº 0600224-44.2024.6.20.0045, que trata de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral do município de Itaú/RN. Os embargos foram apresentados por Francisco André Régis Júnior (prefeito) e Paulo Fernandes Maia (vice-prefeito), reeleitos em 2024, contra decisão anterior do TRE-RN que já havia cassado os diplomas e aplicado sanções a partir de recurso da Coligação “Vontade do Povo”.
Os embargos foram apresentados por Francisco André Régis Júnior (prefeito) e Paulo Fernandes Maia (vice-prefeito), reeleitos em 2024, contra decisão anterior do TRE-RN que já havia cassado os diplomas e aplicado sanções a partir de recurso da Coligação “Vontade do Povo”.
O relator do processo foi o juiz eleitoral Daniel Cabral Mariz Maia, responsável pelo voto que conduziu o resultado tanto no recurso eleitoral quanto nos embargos.
Decisão nos embargos
A defesa do prefeito e do vice alegou que o acórdão anterior teria sido omisso ao não considerar, de forma adequada, dois pontos: a ausência de uso de recursos públicos na compra dos brindes do Dia das Mães e o tempo entre os fatos e o dia da eleição.
O relator afirmou que esses aspectos já haviam sido analisados, mesmo que de forma implícita, e que não eram suficientes para mudar a conclusão de que houve abuso de poder, pois a gravidade das condutas foi demonstrada pelo conjunto das provas.
Decisão
A decisão manteve o entendimento de que houve conduta vedada e abuso de poder em dois eventos promovidos pela Prefeitura de Itaú em 2024: o evento “Dia das Mães Itauenses”, em 19 de maio, e o “XVI Arraiá do Zé Padeiro”, entre 24 e 26 de junho.
No evento do Dia das Mães, mais de 800 mães foram recebidas com café da manhã e concorreram ao sorteio de cerca de 300 brindes de valor significativo, com forte divulgação nas redes oficiais da Prefeitura e participação direta do prefeito, já então pré-candidato à reeleição.
No Arraiá do Zé Padeiro, o Tribunal entendeu que o show de encerramento do cantor Rey Vaqueiro, contratado por R$ 120 mil com recursos públicos, foi desvirtuado para promover pessoalmente o prefeito, em período próximo às eleições e com grande alcance junto à população.
Com a rejeição dos embargos, ficaram mantidas as penas já impostas aos candidatos reeleitos: para o prefeito, multa de R$ 10.641,00, cassação do diploma e inelegibilidade por oito anos; para o vice-prefeito, multa de R$ 5.320,50 e cassação do diploma.
A cassação atinge a chapa inteira, motivo pelo qual tanto o prefeito quanto o vice perdem seus diplomas, enquanto a inelegibilidade atinge apenas o gestor diretamente responsável pelas condutas consideradas abusivas.
Inelegibilidade do prefeito
Francisco André Régis Júnior foi condenado à inelegibilidade pelo prazo de oito anos, em razão da prática de abuso de poder político e econômico, além de conduta vedada nas Eleições de 2024. A sanção impede que ele registre candidatura ou seja diplomado para novos cargos eletivos durante esse período. Somam-se ainda a cassação do diploma e o pagamento de multa.
Recurso
O acórdão determina que a decisão passe a ser cumprida após o fim do prazo para eventual recurso especial ou para a apresentação de novos embargos de declaração, seguindo o entendimento já adotado pelo TRE-RN em outros casos semelhantes.
O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), por meio da 29ª Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor de Natal, realizou, na quinta-feira, 22, uma audiência extrajudicial para tratar das falhas no sistema de compensação de créditos de energia elétrica. O evento teve como objetivo buscar esclarecimentos sobre prejuízos relatados por consumidores de geração distribuída.
Participaram da ocasião, representantes da Neoenergia Cosern, do Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) Estadual, do Procon Natal e da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Rio Grande do Norte (Arsep).
A audiência foi motivada por denúncias de que a concessionária de energia teria alterado o software de faturamento sem a devida publicidade prévia, afetando uma base considerável de consumidores potiguares. Segundo os relatos, a mudança sistêmica teria invertido a lógica de medição, processando o consumo antes da geração, fato que teria gerado dívidas indevidas para usuários que optaram pelo sistema de compensação por “Prioridade”.
Durante a reunião, foram debatidas questões vinculadas ao dever de informação clara e adequada, previsto no Código de Defesa do Consumidor. Também foi discutido o alegado descumprimento das regras de faturamento do Sistema de Compensação de Energia Elétrica (SCEE) estabelecidas pela Resolução Normativa Aneel nº 1.000/2021.
Na ocasião, destacou-se a atuação conjunta das entidades de defesa. O Procon Natal, que já havia notificado a empresa, e o Procon Estadual reforçaram a necessidade de medidas imediatas para cessar eventuais cobranças indevidas.
A ARSEP, por sua vez, informou não possuir atualmente contrato de metas com a Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL para fiscalizar o setor de distribuição de energia elétrica, a cargo da Neoenergia-Cosern. A referida fiscalização compete, portanto, à própria ANEEL.
Representando o Ministério Público, a Promotoria enfatizou a relevância da colaboração interinstitucional para garantir a reparação de possíveis danos, incluindo a devolução de valores pagos, nos casos de cobrança indevida, conforme prevê a regulação setorial. Ao final, deliberou-se que uma nova audiência será marcada após o recebimento das informações requisitadas à Neoenergia e à Aneel pela Promotoria de Justiça.
O Governo do Brasil prorrogou até 30 de janeiro de 2026 o prazo de adesão ao Edital nº 11/2025, que trata da renegociação de débitos inscritos na dívida ativa da União, conforme estabelece o artigo 5º do edital.
A medida beneficia microempreendedores individuais (MEI), microempresas e empresas de pequeno porte, ampliando o prazo para regularização de pendências fiscais junto à União.
O edital prevê diferentes modalidades de transação tributária, com descontos que podem chegar a 100% sobre juros, multas e encargos legais, além de prazos estendidos para parcelamento, conforme a situação da dívida e a capacidade de pagamento do contribuinte.
Entre as modalidades disponíveis estão a transação conforme a capacidade de pagamento, a renegociação de débitos considerados irrecuperáveis, a transação de pequeno valor — aplicada a débitos de até 60 salários mínimos, com condições específicas para MEIs — e a transação de débitos garantidos por seguro garantia ou carta fiança.
A adesão e a consulta de pendências devem ser feitas pelos canais oficiais da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). A prorrogação reforça o estímulo à regularização fiscal e à retomada da atividade econômica dos pequenos negócios.
A PGFN esclarece que o prazo de 30 de janeiro de 2026 refere-se exclusivamente à renegociação de dívidas inscritas na dívida ativa da União e não se confunde com o prazo para retorno ao Simples Nacional.
Já o dia 31 de janeiro é o prazo final para microempreendedores que desejam solicitar o reenquadramento no Simples Nacional, procedimento distinto, que depende da regularização de pendências específicas.
O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), por meio da 17ª Promotoria de Justiça de Mossoró, emitiu uma recomendação aos cartórios de registro civil da cidade orientando que os estabelecimentos cumpram a lei que exige a coleta de informações sobre o pai no momento do registro de nascimento. O objetivo é garantir o direito da criança e do adolescente de ter o nome do genitor em seus documentos.
Dados extraídos do Portal da Transparência do Registro Civil mostram que, entre janeiro de 2020 e setembro de 2025, o município de Mossoró registrou 2.272 nascimentos onde não constava o nome do pai.
No mesmo período, apenas 51 procedimentos para investigar a paternidade foram iniciados pelos cartórios locais junto à Justiça. O MPRN identificou uma diferença entre o número de registros sem pai e as comunicações enviadas ao Poder Judiciário.
A recomendação estabelece que os cartórios devem perguntar formalmente a identidade do pai em todos os registros que não tiverem esse dado. Os funcionários precisam colher a profissão, endereço e documentos do homem indicado pela mãe.
Essas informações devem ser enviadas ao juiz competente para que seja iniciada a verificação da paternidade de forma oficial, conforme previsto na legislação federal.
Caso a mãe decida não declarar quem é o pai ou não possua os dados no momento, o cartório deve elaborar um termo negativo. Esse documento, assinado pela genitora, também precisa ser encaminhado à Justiça para registrar a situação.
O Tribunal de Contas do Estado (TCE/RN) negou pedido da Controladoria-Geral do Estado para flexibilizar prazos e manter a execução de emendas parlamentares sem o cumprimento integral das exigências de transparência e rastreabilidade.
A decisão foi assinada pelo presidente da Corte, conselheiro Carlos Thompson Costa Fernandes, ao analisar solicitação que pedia a prorrogação do prazo para envio de informações ao Sistema de Emendas Parlamentares, novas orientações técnicas e a manutenção dos efeitos jurídicos das transferências até a regularização do sistema.
O TCE-RN destacou que as exigências decorrem diretamente do artigo 163-A da Constituição Federal e de decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da ADPF nº 854. Essas decisões têm efeito vinculante e condicionam a execução das emendas parlamentares em 2026 à comprovação da transparência e da rastreabilidade dos recursos.
Segundo o Tribunal, o prazo fixado até 31 de dezembro de 2025 está alinhado às determinações do STF e não pode ser alterado por ato administrativo do próprio TCE. A flexibilização solicitada, de acordo com a decisão, poderia comprometer a autoridade do Supremo e a uniformidade nacional das regras.
O presidente do TCE-RN ressaltou ainda que as normas não têm caráter punitivo, mas estabelecem uma condição jurídica para a liberação de recursos públicos. Enquanto não houver comprovação do cumprimento das regras, a execução das emendas fica impedida.
Sobre as dificuldades técnicas alegadas, o Tribunal informou que já disponibilizou nota técnica, manual do sistema e canais de suporte para orientar os gestores. Também afastou a aplicação da LINDB para justificar o descumprimento das exigências constitucionais. Por fim, o TCE-RN informou que o sistema permanece aberto para o envio das informações.
A morte da adolescente Brenda Cristina Rodrigues, de 17 anos, registrada nesta segunda-feira (19) em União da Vitória, causou comoção entre moradores e repercutiu amplamente nas redes sociais.
O caso também levantou questionamentos sobre o atendimento médico recebido pela jovem antes da internação hospitalar.
Brenda faleceu no início da tarde no Hospital APMI, onde estava internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Segundo familiares, a adolescente havia buscado atendimento médico anteriormente na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município em mais de uma oportunidade.
Ainda de acordo com os relatos, nas consultas iniciais o quadro teria sido diagnosticado como ansiedade.
No fim de semana, familiares informaram que o estado de saúde da jovem se agravou, o que motivou a procura por atendimento no Hospital APMI.
Após avaliação médica, Brenda foi internada na UTI. Conforme informações repassadas à família, ela estaria com uma infecção bacteriana.
A Companhia de Água e Esgotos do Rio Grande do Norte (CAERN) mantém, durante janeiro de 2026, equipes de atualização cadastral atuando nas cidades de Assú, Mossoró, Macaíba e Parnamirim.
A ação tem como objetivo atualizar os dados dos clientes e fortalecer a gestão comercial da Companhia. Em 2025, mais de 215 mil imóveis receberam a visita das equipes da empresa Tecqua, contratada pela Caern. O trabalho seguirá no primeiro semestre deste ano.
No ano passado, Mossoró concentrou o maior número de visitas, com 108.304 imóveis atendidos. Em seguida aparecem Parnamirim, com 65.363 visitas, Assú, com 21.740, e Macaíba, com 20.040.
Em 2026, já foram coletados dados de 7.087 visitas em Parnamirim, 5.022 em Mossoró e 1.089 em Assú. A continuidade da ação se faz necessária, principalmente, devido recusa de parte dos consumidores em receber as equipes, o que impede a atualização completa dos cadastros.
O serviço inclui a verificação e atualização de informações do titular da conta e do imóvel, como nome, CPF, RG, tipo de uso e características da ligação de água e do hidrômetro. Na maioria dos casos, não há necessidade de acesso ao interior das residências, exceto quando o medidor está instalado em local sem acesso externo. A iniciativa contribui não apenas para a gestão comercial, mas também para a melhoria dos serviços, como o abastecimento de água.
Durante a visita, também é feita a conferência da categoria do imóvel. Quando são identificadas divergências, o cadastro é ajustado para refletir corretamente o uso do local, garantindo maior justiça tarifária e informações mais precisas.
A Caern reforça que os cadastradores estão devidamente identificados, com fardamento, crachá e veículos oficiais. Em caso de dúvidas, os clientes podem entrar em contato gratuitamente pelo telefone 115.
A atualização cadastral faz parte do conjunto de ações de modernização da gestão comercial da Companhia e seguirá ao longo de 2026, contribuindo para a redução de perdas, o combate a irregularidades e a melhoria contínua dos serviços prestados à população.