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Mossoró

Radares em Mossoró: proteção no trânsito ou indústria da multa?

Por em 13 de janeiro de 2026 às 16:45:15

Em Mossoró, um hábito curioso vem se tornando realidade nas ruas: olhar para cima. Motoristas e motociclistas seguem atentos, não ao trânsito em si. Olham para cima, não para prever chuva nem para medir o calor do sol. O motivo é outro: radar.

Nos últimos dias, o que deveria ser instrumento de segurança viária passou a ser percebido, por grande parte da população, como ferramenta de arrecadação.

Com a multiplicação de radares, muitas vezes em locais sem histórico relevante de acidentes graves, surge imediatamente uma pergunta inevitável: o objetivo é salvar vidas ou inflar cofres?

E ao que parece, a justificativa oficial costuma ser sempre a de segurança no trânsito. Mas a prática não acompanha o discurso. Falta transparência sobre critérios técnicos, estudos públicos de impacto e, principalmente, políticas educativas contínuas. O cidadão aprende pelo bolso, não pela conscientização.

Quando a fiscalização se resume à multa, o trânsito deixa de ser espaço de cuidado coletivo e passa a funcionar como modelo de negócio. O radar, nesse contexto, não educa, não orienta e tampouco previne. Ele apenas pune e arrecada.

Se segurança fosse, de fato, a prioridade, o investimento principal estaria em sinalização adequada, campanhas permanentes, melhoria das vias e engenharia de tráfego eficiente. Multar seria consequência, não estratégia central.

Enquanto isso não acontece, a sensação nas ruas passa a ser outra. A de que não se dirige com tranquilidade, dirige-se com medo. Medo não de causar um acidente, mas de ser surpreendido por mais um equipamento que transforma mobilidade em receita.

E quando o cidadão começa a enxergar o município mais como cobrador do que como protetor, algo está profundamente errado no caminho.



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Gerais

Narrativas digitais e o jogo das conveniências no Instagram por alguns “elementos”

Por em 11 de janeiro de 2026 às 10:20:09

A cada dia, o Instagram, ou melhor, alguns de seus donos de páginas, ou ainda, certos “elementos”, para usar a expressão do vereador mossoroense Cabo Deyvison, tem se mostrado um terreno fértil para narrativas convenientes.

O que antes se pretendia informação, hoje frequentemente se reduz a anedotas: conteúdos leves, seletivos e cuidadosamente moldados para atender a interesses específicos.

Nesse cenário, personagens que estavam no ostracismo reaparecem com discursos renovados, enquanto outros, antes discretos, se revelam com clareza de lado.

Há ainda aqueles que, tidos como corretos, passam a defender o indefensável, normalizando o erro em nome de alinhamentos convenientes.

A linha seguida é conhecida por todos. Inclusive por quem finge não enxergar. A parcialidade, muitas vezes disfarçada de humor ou opinião espontânea, revela mais do que pretende esconder.

No fim, o problema não é o uso das redes, mas o papel que alguns escolheram ocupar: o de contadores de histórias que divertem, distraem e desviam o foco, enquanto a realidade segue pedindo responsabilidade, coerência e compromisso com os fatos.



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Tibau

Promessas à sombra do alpendre e a política que só aparece no verão

Por em 11 de janeiro de 2026 às 08:59:34

Em ano eleitoral, Tibau passa a viver um fenômeno recorrente: o veraneio político. O município, conhecido por receber lideranças de várias regiões durante o verão, transforma varandas, alpendres e encontros informais em espaços de articulação e discurso ensaiado.

O cenário é quase sempre o mesmo. Políticos locais e lideranças estaduais chegam em clima de proximidade, realizam encontros regados a churrascos e uísques caros, circulam entre moradores, comerciantes e veranistas e aproveitam a informalidade para plantar promessas que dificilmente seriam sustentadas em um debate público ou em documentos oficiais.

O contraste salta aos olhos. Enquanto há fartura nos encontros políticos de verão, muitos desses mesmos personagens negam apoio quando a população mais precisa. Seja para a compra de um simples remédio, um exame básico ou uma ajuda emergencial. A política da abundância para poucos convive com a escassez imposta a muitos.

No calor do verão, surgem anúncios de obras, garantias de recursos “já assegurados”, projetos que dependem apenas de vontade política. Sempre futura. O problema é que muitas dessas promessas não sobrevivem ao fim da temporada nem ao término do período eleitoral.

O alpendre vira palanque improvisado. Sem registros, sem compromissos formais e sem mecanismos de cobrança. É nesse ambiente que a política do convencimento fácil prospera, baseada mais na retórica do que na responsabilidade administrativa.

Em Tibau, o diálogo com a população é essencial e legítimo. O que preocupa é a repetição de discursos vazios, reciclados a cada eleição, enquanto problemas estruturais seguem sem solução concreta. A proximidade momentânea não substitui planejamento, execução e prestação de contas.

O veraneio político expõe uma prática antiga: aparecer muito, prometer bastante e entregar pouco. Para o eleitor tibauense, o desafio é separar quem constrói de quem apenas visita, quem apresenta propostas reais de quem se aproveita do verão para enganar, iludir e ludibriar com falsas expectativas.

Mais do que presença sazonal, Tibau precisa de compromisso contínuo. Porque política responsável não se faz apenas no verão. E muito menos apenas no alpendre.



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Política

Grupo de oposição de Grossos declara apoio a Dr. Bernardo e Kaline Amorim

Por em 10 de janeiro de 2026 às 07:54:19

O deputado estadual Dr. Bernardo e sua esposa, Kaline Amorim, ambos pré-candidatos a deputado federal e estadual, respectivamente, receberam nesta sexta-feira (9 de jan.) um importante reforço político no município de Grossos.

O apoio foi anunciado por Alexandre Paiva, que disputou a prefeitura da cidade na eleição passada, ao lado do seu companheiro de chapa Erasmo, do ex-prefeito Veronilde Caetano e do atual vice-prefeito Galego Caetano. O grupo integra a oposição no município.

A adesão consolida uma aliança estratégica visando o fortalecimento do projeto político do casal na região da Costa Branca, ampliando o diálogo com lideranças locais e segmentos da sociedade grossense.

Alexandre Paiva destacou que a decisão de apoiar Dr. Bernardo e Kaline Amorim é fruto de confiança e convergência de ideias. Segundo ele, trata-se de um projeto comprometido com o desenvolvimento dos municípios, com atenção especial às demandas da população do interior.

Alexandre ressaltou ainda a trajetória pública de Dr. Bernardo e sua atuação como parlamentar, afirmando que Grossos precisa de representantes com voz ativa e capacidade de articulação em Brasília.

O deputado Dr. Bernardo agradeceu o apoio e afirmou que a chegada do grupo de oposição de Grossos fortalece o sentimento de unidade em torno de um projeto maior.

Ele ressaltou a importância de caminhar ao lado de lideranças que conhecem a realidade local e que têm histórico de serviços prestados ao município. Para o parlamentar, a aliança representa um compromisso com uma política baseada no diálogo, no respeito e na busca por melhores condições de vida para a população.

Dr. Bernardo, que atualmente exerce mandato como deputado estadual, é pré-candidato a deputado federal pelo Partido Verde e é filiado ao MDB.

Com o novo apoio, o grupo amplia sua base política em Grossos e sinaliza um cenário de maior articulação da oposição local nas eleições que se aproximam.



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Gerais

Mossoró, Areia Branca, Grossos e Porto do Mangue ficam fora de complementações do Fundeb

Por em 9 de janeiro de 2026 às 13:36:56

O município de Porto do Mangue ficará sem receber, em 2026, as complementações do Fundeb vinculadas ao Valor Aluno Ano Resultado (VAAR) e ao Valor Anual Total por Aluno (VAAT).

A perda representa um impacto direto no financiamento da educação básica e acende um alerta sobre a gestão educacional no município.

Embora não seja possível apontar com precisão em que momento Porto do Mangue deixou de atender aos critérios exigidos, a exclusão está relacionada ao não cumprimento de condicionalidades previstas na legislação do Fundeb.

No caso do VAAR, a complementação está associada a indicadores de desempenho, como a qualidade do ensino, a gestão democrática, os resultados do Ideb e a Avaliação do Compromisso Nacional de Criança Alfabetizada.

Já a perda do VAAT pode estar ligada a inconsistências no envio de informações ao Censo Escolar ou à ausência de crescimento no número de matrículas. Esse indicador considera a relação entre o total de alunos matriculados e a capacidade de investimento do município, sendo fundamental que os dados sejam corretamente informados para garantir o acesso à complementação.

A situação de Porto do Mangue não é isolada. Outros municípios do Rio Grande do Norte também ficaram fora das complementações do Fundeb para 2026, entre eles Natal, Parnamirim, Mossoró, Areia Branca, Grossos, Pau dos Ferros, Jardim de Angicos, Macau e Paraú.

O VAAR é uma das três modalidades de complementação ao Fundeb, instituída pela Emenda Constitucional nº 108/2020, e tem como foco estimular melhorias na gestão educacional e nos resultados de aprendizagem.

A exclusão dos municípios reforça a necessidade de ações coordenadas para fortalecer a administração da educação, aprimorar o acompanhamento dos indicadores e garantir o correto envio das informações oficiais.

O cumprimento das exigências do Fundeb vai além da disponibilidade de recursos, exigindo planejamento, monitoramento permanente e compromisso com políticas educacionais estruturantes.

Sem isso, municípios correm o risco de perder investimentos essenciais para a melhoria da educação pública.



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Política

Diretório Nacional prorroga mandato de Walter Alves na presidência do MDB-RN

Por em 8 de janeiro de 2026 às 06:30:55

A Direção Executiva Nacional do MDB decidiu prorrogar, até 15 de março de 2027, o mandato de Walter Alves à frente do partido no Rio Grande do Norte.

Com a decisão, Walter seguirá presidindo o diretório estadual e terá a responsabilidade de conduzir o MDB potiguar na preparação e organização das Eleições de 2026.

A prorrogação do mandato já está valendo e reforça a confiança da direção nacional no trabalho que vem sendo desenvolvido no estado. Walter também faz parte da Executiva Nacional do partido e sob a liderança dele, o MDB no Rio Grande do Norte consolidou-se como o maior partido do RN, com o maior número de filiados, além de prefeitos, vice-prefeitos e vereadores.

Ao comentar a decisão, Walter Alves destacou o compromisso com o fortalecimento da legenda e com o futuro do MDB no estado.

“Vamos continuar trabalhando para fortalecer o MDB, agora com a missão de preparar o partido para as Eleições deste ano. Agradeço a confiança da direção nacional e de todos que constroem o MDB no Rio Grande do Norte”, afirmou.



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Tibau

Com cofres cheios, Tibau segue sem mobilidade urbana

Por em 7 de janeiro de 2026 às 14:42:47

A cada virada de ano, o roteiro se repete em Tibau. A cidade, que experimenta há anos um crescimento acelerado do setor habitacional e recebe um fluxo cada vez maior de visitantes no período de verão, volta a ser alvo das mesmas críticas: falta de infraestrutura básica, ausência de planejamento urbano e um verdadeiro colapso na mobilidade.

O aumento populacional sazonal, impulsionado pela construção de novos imóveis e pelo turismo, não é novidade. Tampouco é imprevisível. Ainda assim, o município segue sem apresentar soluções efetivas para organizar o trânsito, garantir acessibilidade ou minimizar os transtornos enfrentados por moradores e veranistas.

Com a gestora Lidiane Marques, Tibau não apresentou, até aqui, projetos estruturantes de mobilidade urbana capazes de acompanhar o ritmo do crescimento da cidade. Se existem planos, permanecem fora do debate público — e, ao que tudo indica, engavetados.

Se utilizar o argumento da falta de recursos, esse não se sustenta diante dos números oficiais. Apenas em 2025, Tibau recebeu R$ 28.386.375,47 em royalties, e um total geral com todos os recursos arrecadados de R$ 64.648.793,22 no mesmo período. Trata-se de um volume expressivo de recursos para um município de pequeno porte.

A ausência de investimentos em mobilidade não é apenas um problema pontual de trânsito em feriados prolongados. É reflexo direto da falta de planejamento e de prioridade administrativa.

Sem ruas adequadas, sinalização, fiscalização, rotas alternativas ou ordenamento urbano, Tibau compromete a qualidade de vida de quem mora na cidade e a experiência de quem a visita.

O crescimento, quando não acompanhado de gestão eficiente, deixa de ser virtude e passa a ser problema. Tibau cresce no papel, arrecada como poucas cidades do seu porte, mas continua paralisada no essencial: planejar hoje para não colapsar amanhã.

Enquanto isso, moradores e visitantes seguem pagando o preço da improvisação, ano após ano.



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Gerais

Novas regras para financiamento de imóveis já estão em vigor

Por em 3 de janeiro de 2026 às 14:51:35

Novas regras para financiamento imobiliário entram em vigor nesta sexta-feira (2) e ampliam o acesso à moradia para famílias de menor renda. O reajuste no teto dos valores dos imóveis financiáveis pelo programa Minha Casa, Minha Vida beneficia principalmente os enquadrados nas faixas 1 e 2, com condições mais vantajosas de crédito.

A medida, aprovada em dezembro pelo Conselho Curador do FGTS, contempla famílias com renda mensal de até R$ 4,7 mil, oferecendo taxas de juros mais baixas e prazos de financiamento mais longos, o que torna a compra da casa própria mais acessível.

Os novos limites dos valores dos imóveis variam conforme o porte populacional dos municípios. O reajuste alcança cidades com mais de 750 mil habitantes, municípios com população entre 300 mil e 750 mil habitantes, além das categorias de metrópoles e capitais regionais, com aumento que oscila entre 4% e 6%.

Com as mudanças, o teto dos imóveis financiáveis pelas faixas 1 e 2 passa a variar entre R$ 255 mil e R$ 270 mil.
Capitais com mais de 750 mil habitantes: até R$ 260 mil
Metrópoles: até R$ 270 mil
Metrópoles e capitais regionais com população entre 300 mil e 750 mil habitantes: até R$ 255 mil

A atualização dos valores busca acompanhar o mercado imobiliário e ampliar as possibilidades de acesso à habitação digna para milhares de famílias em todo o país.



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Política

Show pago com dinheiro público ou promoção pessoal?

Por em 3 de janeiro de 2026 às 12:24:51

Qual é a diferença entre um cantor mencionar o nome de um prefeito durante um show e o próprio prefeito estar no palco ou em cima de um trio elétrico, dançando e interagindo com o público?

À primeira vista, pode parecer apenas um detalhe. Do ponto de vista jurídico e constitucional, no entanto, a diferença é relevante. E merece debate.

A Constituição Federal, em seu artigo 37, estabelece princípios claros para a administração pública: legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. Entre eles, o da impessoalidade é central quando se discute o uso de recursos públicos em eventos festivos.

Quando um artista menciona espontaneamente o nome de uma autoridade, sem direcionamento institucional, trata-se de um ato de terceiro. Ainda que questionável, o controle direto do gestor sobre esse momento é limitado.

A situação muda de figura quando o próprio agente público sobe ao palco, ocupa o trio elétrico ou se coloca como protagonista do espetáculo.

Nesse caso, não se trata mais de mera citação, mas de exposição ativa da imagem pessoal em um evento custeado com recursos públicos.

A presença física no palco, especialmente em posição de destaque, transforma o gestor em parte do espetáculo e gera capital político imediato, ainda que o evento tenha caráter cultural ou festivo.

O ponto sensível está no efeito posterior. Ao subir no trio, o agente público se beneficia não apenas do momento, mas daquilo que vem depois: imagens, cortes para redes sociais, ampla circulação digital e reforço de identidade política, tudo impulsionado por uma estrutura paga com dinheiro público. Ainda que não haja pedido explícito de voto, há promoção pessoal indireta, o que a jurisprudência brasileira tem tratado com cautela.

Foi exatamente esse cenário que voltou a gerar questionamentos em Grossos, no dia 1º de janeiro de 2026, quando a prefeita Cinthia Sonale subiu no trio elétrico durante apresentação da cantora Márcia Felipe. E está lá, um reels no instagram da própria prefeita.

O gesto, repetido em outras ocasiões, reacende uma discussão que vai além de preferências políticas: onde termina a celebração institucional e começa a autopromoção?

A Lei não proíbe gestores de participarem de eventos públicos. O que se veda é a utilização desses eventos para promoção pessoal, ainda que de forma simbólica ou indireta. Na era digital, em que segundos de vídeo se transformam em alcance, engajamento e narrativa política, a linha entre o institucional e o pessoal se tornou ainda mais tênue.

O debate, portanto, não é sobre dança, palco ou música. É sobre princípios constitucionais, uso responsável dos recursos públicos e igualdade na disputa política.

Em tempos de pré-campanha permanente, a pergunta que fica é simples, mas incômoda: o palco é do povo ou da autoridade que governa?



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Política

Entre o chapéu de couro e a coroa: vai esquentar o jogo pelo Governo do RN

Por em 3 de janeiro de 2026 às 09:48:36

No tabuleiro político do Rio Grande do Norte, todos os nomes postos são, oficialmente, pré-candidatos. Mas, na prática, há uma diferença clara entre quem cogita e quem age.

Até aqui, apenas um demonstra convicção pública e movimentos contínuos de quem não tem dúvidas sobre o próximo passo: Allyson Bezerra, prefeito de Mossoró.

Enquanto Rogério Marinho, Cadu Xavier e Álvaro Dias ainda operam no campo das possibilidades. Entre desejos, conversas de bastidor e silêncios calculados, Allyson se movimenta como quem já entrou em campanha.

Amplia discurso, ocupa espaço e fala para além de Mossoró, sempre com o chapéu de couro que se tornou sua assinatura visual e símbolo de proximidade com o eleitorado popular.

É estilo. É estratégia. E, para alguns, também excesso de confiança. O fato é que, com o chapéu na cabeça e o discurso afinado, Allyson segue com fome de voto, acelerando enquanto os demais ainda calibram seus movimentos.

As pesquisas reforçam essa postura. Em praticamente todos os cenários divulgados até agora, o prefeito aparece na dianteira, com margem confortável. Lidera números, pauta debates e se consolida como o nome a ser enfrentado. Mas a política potiguar tem memória — e ela costuma ser implacável com quem larga cedo demais.

O Rio Grande do Norte já presenciou, mais de uma vez, o fenômeno do “rei posto” que não chegou ao final do jogo. Lideranças que confundiram popularidade com vitória, imagem com estrutura e aplauso com voto.

O chapéu de couro constrói identidade. A liderança nas pesquisas constrói expectativa. Mas a eleição se decide em outro terreno: alianças, resistência ao desgaste, capacidade de enfrentar o contraditório fora do conforto das redes e das narrativas bem ensaiadas.

No fim das contas, a disputa pelo Governo do Estado não será decidida apenas por quem lidera agora, mas por quem consegue atravessar o caminho inteiro sem tropeçar.

Porque, na política do RN, nem sempre o chapéu de couro garante a coroa.



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Angicos

Vice-governador Walter Alves cumpre agenda em Angicos e Santa Maria

Por em 20 de dezembro de 2025 às 22:40:25

O vice-governador Walter Alves (MDB) cumpriu agenda nesta sexta-feira (19) nos municípios de Angicos e Santa Maria, reforçando parcerias e participando de ações importantes para a população.

Em Angicos, Walter participou da inauguração do Centro de Atenção Psicossocial Infanto-Juvenil (CAPSi), equipamento fundamental para o cuidado com a saúde mental de crianças e adolescentes, além da entrega de um veículo destinado ao transporte de usuários do sistema de assistência social do município.

Ao discursar, o vice-governador destacou a parceria com Angicos e lembrou que, ainda este ano, esteve na cidade para a entrega de uma Unidade Básica de Saúde (UBS), obra viabilizada com recursos superiores a R$ 1 milhão, destinados por ele enquanto deputado federal.

Na sequência da agenda, Walter Alves seguiu para o município de Santa Maria, onde, a convite do prefeito Dr. Raniery, participou das comemorações pelos 30 anos de emancipação política da cidade. A programação festiva reuniu uma multidão no campo municipal e contou com shows de Forró Meirão, Pablo, Limão com Mel e Arnaldinho Netto.

Ao fazer um balanço da agenda, o vice-governador destacou a importância de estar próximo dos municípios.

“Foi uma sexta muito produtiva, com ações concretas em áreas essenciais, como saúde mental e assistência social, e de celebração com o povo de Santa Maria. Nosso compromisso é seguir trabalhando em parceria com os prefeitos, fortalecendo os municípios e levando mais qualidade de vida para o povo”, afirmou Walter Alves.



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Política

Justiça Eleitoral rejeita ação e oposição de Pendências sofre nova derrota

Por em 18 de dezembro de 2025 às 16:31:34

A Justiça Eleitoral do Rio Grande do Norte julgou improcedente a Ação de Investigação Judicial Eleitoral movida pela oposição de Pendências contra a prefeita Dra. Lays, do MDB.

A decisão foi proferida pelo juiz eleitoral Nilberto Cavalcanti de Souza Neto, titular da 47ª Zona Eleitoral, que reconheceu de forma clara e categórica a inexistência de qualquer prática de compra de votos ou abuso de poder econômico na eleição municipal de 2024.

Com a sentença, a tentativa da oposição de vencer na Justiça aquilo que não conseguiu nas urnas foi derrotada. Aqueles que apostaram no tapetão como estratégia política acabam de sofrer um duro revés, após uma análise profunda das provas, dos depoimentos e das perícias técnicas produzidas ao longo do processo.

Na decisão assinada pelo juiz Nilberto Cavalcanti de Souza Neto, o magistrado destaca a fragilidade das acusações, a ausência de provas bancárias confiáveis, a inexistência de comprovação de transferências financeiras e a total falta de nexo entre os fatos narrados e a atuação da prefeita Dra. Lays.

A sentença também aponta contradições nos depoimentos apresentados pela acusação e aplica o princípio do in dubio pro sufrágio, reafirmando que não se pode cassar um mandato legitimamente conquistado com base em dúvidas ou narrativas frágeis.

A decisão judicial reforça a lisura do processo eleitoral em Pendências e confirma que a eleição foi conduzida dentro da legalidade, da ética e do respeito à democracia. A Justiça Eleitoral não reconheceu o processo movido pela oposição e manteve integralmente a vontade soberana do povo pendenciense.

Com isso, Dra. Lays segue exercendo seu mandato com tranquilidade jurídica e respaldo institucional, focada no desenvolvimento da cidade, no avanço das políticas públicas e na construção de um futuro melhor para todos.

Enquanto setores da oposição insistem no atraso, na regressão e na tentativa de gerar instabilidade política, Pendências segue avançando, com trabalho, responsabilidade e compromisso com a verdade.



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Política

Se a crise impede assumir, ela acaba ao apoiar outro candidato?

Por em 16 de dezembro de 2025 às 08:32:57
A 585 dias do pleito, Walter Alves opta por concluir o mandato - Tribuna do  Norte

A decisão do vice-governador Walter Alves de não assumir o comando do Governo do Estado, sob a justificativa de que a situação financeira é crítica, abre um debate inevitável no cenário político do Rio Grande do Norte.

Após quase três anos ocupando a Vice-Governadoria e integrando diretamente o núcleo do governo, Walter sinaliza rompimento com a gestão e passa a indicar apoio a um candidato adversário, o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, pré-candidato ao Governo do Estado.

O ponto central da controvérsia está na lógica do argumento apresentado. Se a situação financeira do Estado é grave a ponto de justificar a recusa em assumir o governo, surge uma pergunta inevitável: ao apoiar outro candidato, esse mesmo problema estrutural deixaria de existir?

A crise fiscal do Rio Grande do Norte não é recente, tampouco responsabilidade de um único gestor. Trata-se de um cenário construído ao longo de anos, agravado por fatores econômicos nacionais, limitações orçamentárias e escolhas administrativas. Nesse contexto, a condição financeira do Estado não se altera automaticamente com a troca de nomes ou alianças políticas.

O questionamento que ganha força nos bastidores e nas redes sociais é direto: como vice-governador por quase todo o mandato, Walter Alves participou das decisões e da condução política do governo. Se a situação é reconhecidamente crítica hoje, ela também era durante esse período. Apoiar um novo projeto político não elimina essa realidade.

Mais do que uma disputa de nomes, o episódio expõe um debate maior sobre responsabilidade política, coerência de discurso e a expectativa da sociedade por clareza e compromisso com os problemas reais do Estado.



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Política

Santa Luzia segue operando milagres: até evangélico vira devoto em ano pré-eleitoral

Por em 14 de dezembro de 2025 às 11:20:45

Santa Luzia é milagrosa — isso é de conhecimento de todos. E, pelo visto, continua operando feitos impressionantes. Prova disso é que, este ano, conseguiu levar até o prefeito de Mossoró à tradicional procissão.

Uma rápida passada pelo Instagram do gestor é suficiente para constatar: em anos anteriores, ele simplesmente não aparecia por lá. E, se apareceu e não registrou, aí o milagre foi ainda maior.

Mas 2025 é um ano especial. O prefeito estava presente, todo sorridente, demonstrando devoção e entusiasmo. A tiracolo, levava a esposa, já colocada no tabuleiro como pré-candidata a deputada estadual, e também a senadora Zenaide Maia — a “menina dos olhos” do prefeito, presença constante e estratégica em seus movimentos políticos.

Nada disso, claro, é mera coincidência. Afinal, o calendário da fé e o calendário eleitoral, vez por outra, parecem andar lado a lado. E quando a eleição se aproxima, até a devoção ganha novos contornos, mais visíveis, mais fotogênicos e, sobretudo, mais oportunos.

Que Santa Luzia continue, então, operando milagres. Mas que faça, principalmente, o maior deles: ajudar o povo a enxergar cada vez mais — e cada vez melhor.



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Política

Isenção de tarifas dos EUA tem efeito quase nulo para exportações do Distrito Federal

Por em 13 de dezembro de 2025 às 16:02:33

A ordem executiva anunciada pela Casa Branca, em 20 de novembro, que zerou tarifas de 40% aplicadas a parte dos produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos, teve impacto praticamente inexistente para o Distrito Federal. Dos 79 itens fabricados na capital e enviados ao mercado norte-americano, apenas um passou a contar com a isenção.

De acordo com a Federação das Indústrias do Distrito Federal (Fibra), o único produto do DF beneficiado pela medida foi o chá verde, que ficou de fora do tarifaço imposto durante o governo Donald Trump. Ainda assim, o impacto econômico é reduzido: o item representa apenas US$ 9.750 em exportações.

A redução tarifária anunciada pelos Estados Unidos contempla apenas um grupo restrito de produtos agrícolas brasileiros. No caso do Distrito Federal, a maior parte das exportações tem origem no setor industrial, com destaque para gorduras, óleos, massas para panificação, biscoitos e vestuário — mercadorias que não foram incluídas na medida.

Com isso, a decisão do governo norte-americano não trouxe benefícios significativos para a pauta exportadora do DF, mantendo praticamente inalterado o cenário para os produtores e indústrias locais.


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